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![]() História V - Black Sabbath, o início (sexta de 14 páginas web) Alguns anos atrás, em 1999, o Black Sabbath foi escolhido para fazer parte de uma lista para en-trar na Hall of Fame of the Rock n Roll. Éis a resposta de Ozzy Osbourne: «Por favor tirem o nosso nome da lista! Não gastem tinta à toa. Por favor nos esqueçam! A vossa escolha não tem algum significado porque não foram os fãs que nos escolheram! Fomos escolhidos pela, assim chamada, Elite da Industria Discográfica e da Mídia: gente que jamais comprou um nosso disco ou foi à um dos nossos shows, por isso sua escolha é irrelevante! Come on, encarem a realidade! No passado, o Black Sabbath jamais foi uma das bandas favoritas da Crítica e fomos simplesmente acusados de satanistas por essa mesma Crítica, que nunca soube a nossa real mensagem: somos uma banda feita para aqueles às margens da sociedade e somente à eles nos adaptamos». Essa declaração diz muito a respeito das origens da banda e do Heavy Metal em sì. No início, os integrantes (quatro garôtos de Aston, um suburbio de Birmingham) eram sub-divididos em duas outras bandas, Mithology (Anthony Frank Iommi e William Thomas Ward) e Rare Breed (Terence Michael Butler e John Michael Osbourne), embora os quatros já se co-nheciam desde os primeiros anos de escola. O Mithology chegou a ter um discreto sucesso na região de Birmingham, mas tinha sempre um vai-e-vêm de vocalistas que não dava alguma certeza pro futuro da banda. É aqui que Tony vê o anúncio de um vocalista que tinha visto algum tempo atrás, e que estava procurando um outro grupo junto com o baixista. O encontro foi dra-mático: Osbourne se apresentou aos dois outros integrantes com a cabeça completamente raspada! Mas logo disse: «Ok, isso significa que vou ter que deixar o pêlo crescer novamente». Da união dos quatro novos integrantes nasceu o Polka Tulk (nome de uma loja de roupas paquis-tãs) que tinha um som rock-blues fortemente influenciado por artistas naquele momento no ápice: Hendrix, John Mayall, Cream e Beatles. Quase contemporaneamente, outros grupos se formam tendo com base o mesmo gênero, entre os quais Jethro Tull, Traffic e King Crimson. O Polka Tulk se alarga à mais dois integrantes com a intenção de se transformar numa banda de rock progressivo com Geezer na guitarra rít-mica, dando um imprinting muito jazz, Vic Radford numa outra guitarra e Michael Pampney no baixo. A experiência não funciona e os quatro decidem refazer tudo do começo mudando o no-me da banda para Earth. O percurso musical não muda, mas o grupo toma conhecimento que tem já um outro grupo com esse nome e, novamente, eles tem que mudar de apelativo. A esse ponto é aqui que vem à tona o fascínio de Geezer Butler pelo escritor de horror Dennis Wheatley, autor de The Devil Rides Out e vem adotado o apelativo de Black Sabbath, se bem que muitos acreditam que, provavelmente, o nome derive do homônimo filme de Boris Karloff de 1963. A questão ainda está aberta. Mas ne-nhum envolvimento em rituais satânicos por parte de nenhum componente, diversamente de outros artistas e bandas da época, como Jimi Page e o Black Widow. No começo, muita coisa foi escrita sobre a banda mas, na verdade, para o Black Sabbath, a visão neo-gótica com um tipo de rock mais visceral se encaixavam perfeitamente um com o outro numa fantástica encenação teatral que apre-sentaria e consagraria definitivamente o Heavy Metal como o filho bastardo do Rock n' Roll, a ovelha-negra da família, graças, principalmente, à alguns artistas como Alice Cooper, Kiss, os anglo-australianos AC/DC e uma outra banda de Birmingham: o Judas Priest. Ozzy, em muitas entrevistas nos anos 80, decla-rava pura encenação teatral de efeitos satâni-cos durante seus concertos com a banda própria. Ainda sem alguma perspectiva de contrato, os quatro rapazes tem que trabalhar duro para se manterem: Ozzy passa o dia todo num matadou-ro, Bill trabalha numa fabrica de pneus, o grande Geezer Butler se ocupa em contabilidades (e será o primeiro manager da banda), Tony passa de biscate em biscate e, num desses, como soldador numa oficina, sofre o famoso acidente que lhe custará algumas falanges da mão direita e que mudará profundamente seu estilo e técnica de tocar a guitarra. Foi Jim Simpson, músico jazz, que descobriu o quarteto e procurou a primeira gig em 1969 no Star Club de Hamburgo, na Alemanha, onde os Beatles praticamente estreiáram em 1961. Algumas semanas se passam mas não muito acontece, até que os managers do Jethro Tull chama Tony para substituir Nick Abrahams até o final da tourneè. A esperiência dura poucas se-manas, mas o suficiente para que Tony Iommi possa partecipar ao festival Rock n' Roll Circus promovido pelos Rolling Stones. O Black Sabbath começa a abrir shows para Alvin Lee (Ten Years After) e para o mesmo Jethro Tull. Finalmente, nas últimas semanas de 1969, vem feito um contrato com a Vertigo, subsidiária da Phonogram, para um single: Evil Woman (uma cover do Crow) no lado A e Wicked World no lado B que sairìa em 02 de janeiro de 1970. Para o homônimo álbum de estréia, o grupo escolheria uma sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970. Se tratava de uma das mais chocantes capas do Rock: a imagem medieval e pagã de uma bruxa (ou algo parecido), obra-prima do artista Marcus Keef e emblema das tradições folk e épicas da Saga do Beowulf (Inglaterra do Século X). No disco, o sêlo do vinyl original, mostrava pela primeira vez no Rock, a cruz de cabeça-para-baixo. Foi um shock para a época. Certamente, o Black Sabbath não tinha toda aquela técnica que levou o Led Zeppelin à fama, nem o modo refinado do Pink Floyd ou o vir-tuosismo do Deep Purple, mas é impossível ne-gar o fato que o quarteto de Birmingham foram à vanguarda absoluta no Rock ao propôr um inédito esquema musical feito por uma progres-são de riffs repetidos que davam um sensação de pesadume ipnótico e alucinante unidos à uma lírica tétrica e obscura, que tinha começado a se difundir pouco antes com grupos do sub-solo mu-sical inglês da época como o High Tide, Atomic Rooster e outros menores como Dr. Z, Dark Mo-nument, Zior e Spring. Musicalmente, na banda, as partituras são complexas e alongadas como de reflexo à experiência progressiva e à uma estrutura jazz de Count Basie e de Gene Krupa. A ação combinada de Geezer e Tony produz um muro sonoro, enquanto Bill Ward vagueia em rítmos abertos, ao invéz de seguir o baixo ou de dar o tempo. Mas o ponto central é a voz de Ozzy: nasal e penetrante, conduz à paranóia e à lou-cura em uma época na qual o panorama Rock está abandonando o Flower Power para entrar numa fase menos política e mais existencial, apesar de que o Black Sabbath, daqui por diante, usará seu diabólico Heavy Metal em metáforas do Mundo moderno e post-moderno. «You and I victims of their word As the masters of power try to poison our world Greed money taken over their souls We're just mechanical brains Politicians don't know, They just don't know... We can change this world we live in, don't let it die» Black Sabbath (Tony Iommi), ETERNAL IDOL, 1987 » História VI » |
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