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Introdução
(primeira de 14 páginas web)
O impácto emotivo que um tipo de música
como o Heavy Metal tem na cabêça
de um adolescente (e nós todos aqui o tivemos) é simplesmente
devastador. Tal estilo musical abrange totalmente seu ser, envolvendo
cada dia de sua vida e determinando também cruciais decisões
para o futuro imediato, além de estilos comportamentais que terão
inevitáveis consequências num longo período de sua
vida, mesmo depois de um possível ou gradual afastamento do mesmo
Heavy Metal, embora um seguidor deste gênero de música jamais
consiga se livrar completamente.
Mas por quê um tipo de música como o Heavy Metal tem tamanho
poder sobre um jovem causando tais consequências? Rios de tinta
foram gastos para descrever divina adoração por um tipo
de música bizarra que clama o mal, a morte, o fim.
Na cabêça de um adolescente que conduz uma visão diferente
de seus pais, o Heavy Metal chega como um super meteóro mensageiro
de algumas verdades que um jovem procura naquele momento. De fato, uma
das fases mais críticas do desenvolvimento psíquico de uma
pessoa, se passa durante a passagem do período infantil, quando
uma criança começa a ter plena consciência do seu
Eu) ao período adolescencial, quando ele começa
a se perguntar intimamente «os por-quês dos males no mundo»,
Deus (Moral 1) e Obediência
Civil (Moral 2): pontos importantes da Cultura
Ocidental.
De uma estranha forma, o Heavy Metal conse-guia (uso o verbo conseguir
no passado, con-tinue lendo o texto) traduzir um certo tipo de linguagem
reveladora de certas hipocrisias que afetam a humanidade desde cerca
de 50.000 anos, quando o Homem dramaticamente se despertou numa estranha
alvorada de consciência da Vida e (principalmente) da Morte, criando
tudo o que fosse possível para abater esse espéctro: prevalência
sobre todas as outras criaturas do Ambiente Natural, esperança
de Vida Eterna atravéz de ritos de preservação do
corpo para possível ressucitação e, enfim, necessidade
de criar divindades onipotentes como auto-projeção das próprias
capacidades terrenas (ambiente natural) e extra-terrenas (ambiente cósmico,
metafísico, sobrenatural).
«Se
não existisse Deus, seria necessário inventá-lo»
Voltaire
Num labirinto infernal de perguntas,
dúvidas e ânsia pela Verdade, o jovem, possuído pelo
Heavy Metal, acaba intimamente (inconscia-mente) abandonando e amaldiçoando
todas as regras impostas pela Moral (Deus e Obediência Civil) deixando-se
seduzir definitivamente pela única verdade que nos acompanha desde
o co-meço dos tempos: a Morte. Filósofos como Fre-derick
Nietzsche e Arthur Schopenhauer e evo-lucionistas como Charles Darwin
afirmavam que somente aceitando normalmente a morte como fase terminal
da nossa existência, se consegue desmoronar todas as mentiras criadas
pela Humanidade e de quem se aproveitou delas para tomar o poder atravéz
do divino terror: depois da morte, a promessa de uma vida melhor
para os obedientes ou a eterna falência
aos desobedientes.
Mas o prêço a pagar por tal aceitação da ver-dade
pode levar o homem à loucura. Por isso, a Humanidade passa toda
a sua existência crian-do ocupações e fantasias para
preencher o tempo, fazendo da vida sonhos e ilusões e na desesperada
tentativa de alcançar a imorta-lidade atravéz de um trabalho
que os torne o mais famosos possível hoje e sempre.
«Only
death is real» Tom Warrior,
Hellhammer '83
É difícil para um jovem
adorador de Heavy Me-tal, à nivel incônscio, conciliar as
(quase) visíveis e bem-articuladas hipocrisias e men-tiras que
estão à base da moderna Cultura Ocidental com algumas evidências
que ele, o jovem, percebe dentro de sí. Sua natura
rebelde se desenvolve irreversivelmente em resposta à
Moral (Deus e Obediência Civil).
Nos últimos dez anos, casos extrêmos de vandalismo (desobediência)
anti-religioso (igrêjas queimadas) e homicídios (cultos satânicos)
causados por membros de bandas de Black Metal levaram os governos da Noruega
e da Suécia a tomar medidas de emergência quase nacional
contra o fenômeno. Se trata de um dos aspectos negativos da última
geração de seguidores do Heavy Metal em países altamente
desenvolvidos como a Escandinávia, Suíça e outros
paises socialmente avançados. A real mensagem desses seguidores
é: «Por favor, nos escutem! Nos sentimos só!»
A taxa de suícidio entre os jovens hoje na Escandinavia é
alarmante. » História
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