CAPÍTULO 1

< Era novembro. O fim das aulas estava chegando, junto com as férias e a curtição.

Na saída no Centro de Educação Privada do Rio de Janeiro (CEP-RJ)>

Sara> Pow, David, essa Laura ta achando que é quem?

< Disse Sara, andando com raiva do namorado>

David> Mas, Sá, ela só queria conversar comigo, você sabe como ela é...

S> Mas precisava te puxar prum canto daquele jeito? E o pior: você foi e me deixou sozinha!

D> O que você queria que eu fizesse? Ela ta sofrendo, Sá! Tenta entender...

S> Ta! tudo bem, Davi! O que foi que ela te disse?

D> Ah, você sabe... O de sempre, que ela não queria que a nossa amizade acabasse, por que mesmo que eu não a quisesse ela sempre vai me amar... e blá, blá, blá... Essas coisas sem importância...

S> Sem importância? Você acabou de dizer que ela está ‘sofrendo tanto’... cheio de pena daquela garota!

D> Se eu tivesse pena dela, eu já teria ficado com ela há muito tempo, não acha? Só que o que eu sinto por você supera qualquer outro sentimento...

S> < Sara ficou contente com o que ouviu, deu um sorrisinho pequeno, também com vergonha, mas continuou a discussão> E...o que você disse a ela?

D> < Ele levantou a cabeça, deu um sorrisinho, a abraçou novamente e sussurrou no seu ouvido> Eu falei que eu não poderia ficar com ela, por que eu já... te amo...

S> < Ela afastou um pouco o rosto de David para que pudesse fitar novamente os olhos do namorado e com um sorriso imenso, já aceitando a situação, ela falou> Hum... sério? Você disse isso mesmo?

D> < Ele fez uma cara de menino que fez uma boa ação e fez que sim com a cabeça>

S> < Se aproximou do ouvido dele e sussurrou também, como se fosse um segredo> Eu também te amo!

< Eles se beijaram e depois se abraçaram. David e Sara eram um lindo casal, complicados, mas se entendiam>

S> Ai, que merda! < disse olhando para o relógio>

D> O que foi?

S> Tenho que ir pra casa, você sabe o discursso que o meu irmão dá quando eu chego tarde para o almoço, né? Depois ele pode começar a colocar coisas na cabeça da minha mãe...

D> Putz, tinha esquecido... Dudu pode ser um ótimo amigo, mas como irmão, ele é muito ciumento, imagina quando eu te pedir em casamento?!

S> Casamento? David, por favor, não viaja! Depois a gente conversa... A gente se vê a noite!

D> < Ficou meio que sem entender por que a namorada reprovava tanto o casamento deles e depois se deu conta que ela já tinha ido e gritou um ‘tchau’ na tentativa de que Sara escutasse, mas não obteve resposta. Ela já tinha agarrado num pára-choque de um carro qualquer e ido pra casa. Ele se virou, em direção ao laboratório, onde teria a próxima aula. Ele era o único entre os amigos que saía mais tarde naquela sexta-feira. Ele ouviu alguém o chamando>

Victoria> David... ficou surdo? Tow te chamando há mó tempão! < Disse, agora não mais gritando, alcançando David>

D> Desculpa, eu só ouvi agora...

V> Por que a Sara saiu com tanta pressa?

D> Por causa do Dudu, né? Ele anda controlando muito o nosso namoro, até parece que não confia em mim, poxa, sou amigo dele há tanto tempo

V> É, às vezes, ele é um saco, dá até ódio!

D> Hahahaha

V> Do que você ta rindo?

D> ‘O ódio é o sentimento mais próximo da paixão’

V> Ah, dá um tempo, David!

D> Mas você gosta dele, não gosta?

V> David, você seria a última pessoa a quem eu contaria uma coisa dessas!

D> ih... Alá! Por que?

V> Você é amigo dele!

D> Eu acho que você se entregou...

V> tsc, Vamos mudar de assunto!

V> ué, você vai ficar pro laboratório hoje?

D> Vou, toda sexta agora tem laboratório a tarde pra minha turma.

V> Hum... a turma do Dudu também vai ficar?

D> Não, Vicky, o Dudu já foi pra casa. < Ele disse debochando da amiga, fazendo uma voz estranha> Ele tem laboratório só na quarta-feira, junto com a Eva!

V> Ah, ta! < já ia dando tchau pra ele quando alguém a chamou com um grito que ecoou no imenso corredor do CEP>

Lisa> Vickyyyyyyy.....

Eva> por que você não esperou a gente? < ela disse já alcançando a amiga>

V> É que eu queria falar com a Sara, pra gente ver um filme hoje lá em casa, mas ela já foi embora!

E> Oi, David! Nem tinha te visto...

D> Oi, Eva! Oi, maninha querida < ele disse desarrumando o cabelo de Lisa, que não gostou nem um pouco>

L> pára! < dando um tapinha fraco no irmão>

D> Bom, gente, eu tenho que ir, ok?? Se tiver alguma coisa na sua casa, Vicky, me liga!

V> claro!

D>

E> você vai embora agora, Vi?

V> Vou...

L> então, vamos por que eu tow morrendo de fome! Já que o Davi não vai almoçar em casa hoje, vocês não querem almoçar comigo??

E> tudo bem!

V> Legal, depois a gente vai lá em casa pra ver o filme!

L> que filme você alugou??

V> ainda não aluguei, depois vamos todos lá na locadora e todo mundo escolhe.

E> Oba! Finalmente um descanso depois de uma semana de provas!

< elas foram andando pra casa da Lisa. Ela era irmã mais nova de David e morava quase do lado do resto da turma, na Rua das Flores, mas no mesmo condomínio>

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