Em 1906, houve um grave conflito entre a instituição e os
estudantes. A tese de doutoramento do acadêmico Eduardo Soares Barcelos
criticava um trabalho de um professor da Faculdade do Rio de Janeiro. Considerando
a crítica desrespeitosa, a banca reprovou a tese, e os alunos se
rebelaram. A direção da faculdade suspendeu cem estudantes
por um ano. O então professor Eduardo Sarmento Leite da Fonseca
(futuro diretor e patrono da faculdade) tomou o partido dos alunos e desfilou
com eles em plena Rua da Praia.
Em 1907, o governou federal anulou a decisão da faculdade de suspender
os estudantes e provocou reação imediata no corpo docente.
Sete professores se demitiram. Protásio Alves, primeiro diretor
da faculdade exonerou-se e abandonou a escola. Sem professores, a última
série do curso ficou comprometida, e os alunos transferiram-se para
o Rio de Janeiro, onde se graduaram. Por isso, na turma de formandos de
1907, consta somente o nome de Eduardo Barcelos, estopim do caso.
Jornal Zero Hora 25.7.98.
Conforme testemunhou Leopoldino Vieira Cidade. Dr. Eduardo Barcellos morreu
abandonado num quarto do hotel Rivas na esquina das rua Farroupilha com
Ipiranga em São Francisco de Assis. Estava sentado e tinha sobre
o peito um livro escrito em francês.
Teria chegado em São Chico após ter participar da I Guerra
Mundial como integrante do corpo médico da Marinha de Guerra da
França.
Apesar de problemas psíquicos oriundos da guerra, doutor Barcelos foi médico
humanitário e professor. Casou com a Rufina, bisavô da Méia
Chimello, esclarece Leopoldino.