Bento Gonçalves
Bento Gonçalves
da Silva
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Grande
Expediente
O Grande Expediente
de hoje é uma homenagem ao Dia da Maçonaria. Esta presidência
saúda o Dr. Pedro Manoel Ramos, Grão-Mestre das Grandes Lojas;
o Dr. Milton Barbosa, Grão-Mestre do Grande Oriente do Rio Grande
do Sul; o Dr. Bilac Leiria, Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente
Estadual Sul-Rio-Grandense, federado no Grande Oriente do Brasil; os Srs.
Integrantes da maçonaria e as Sras. e Srs. Deputados.
www.al.rs.gov.br/49%C2%AA%20legislatura/Deputados/Plen%C3%A1rio/950817.htm
Guerreiro durante a
maior parte de sua vida, Bento Gonçalves da Silva morreu na cama.
Maçom e defensor de idéias liberais, pelas quais lutou durante
os quase dez anos da Revolução Farroupilha, viu, ao final
de seu esforço, a vitória do poder central. Presidente da
uma república, viveu a maior parte de sua vida em um Império.
Bento Gonçalves
da Silva nasceu em Triunfo, em 1788, filho de alferes. Cedo, porém,
saiu de sua terra. Em 1812 foi para Serro Largo, na Banda Oriental (Uruguai),
onde se estabeleceu com uma casa de negócios. Dois anos depois estava
casado, com Caetana Joana Francisca Garcia. Algumas versões afirmam
que, em 1811, antes de se fixar na Banda Oriental, participou do exército
pacificador de D. Diego de Souza, que atuou naquela região. Essa
informação, entretanto, é discutida.
Mas, se não
foi em 1811, em 1818 com certeza começou a sua atuação
militar, quando participou da campanha do Uruguai (que culminaria com a
anexação formal daquele país ao Brasil, em 1821, como
Província Cisplatina). Aos poucos, devido à sua habilidade
militar, ascendeu de posto, chegando a coronel em 1828, quando foi nomeado
comandante do Quarto Regimento de Cavalaria de 1ª. linha, estabelecido
em Jaguarão. Passou a exercer também os postos de comandante
da fronteira e da Guarda Nacional naquela região.
Provavelmente já
era maçom nessa época, pois consta que organizou várias
lojas maçônicas em cidades da fronteira. É certo, contudo,
que sua influência política já era grande, pois o posto
de comandante da Guarda Nacional era um cargo eminentemente político.
Em 1832 Bento foi indicado
para um dos postos de maior influência que havia na província,
o de comandante da Guarda Nacional do Rio Grande do Sul. Isto lhe dava
uma posição estratégica, que soube utilizar quando
da Revolução Farroupilha: sob seu comando estavam todos os
corpos da Guarda Nacional, força especial que havia sido criada
em 1832 e cujo oficialato era sempre composto por membros das elites de
cada região.
Esse cargo de confiança,
entretanto, não impediu que Bento continuasse dando apoio aos seus
amigos uruguaios. Foi por isto que, em 1833, foi denunciado como desobediente
e protetor do caudilho uruguaio Lavalleja, pelo mesmo homem que o havia
indicado para o posto de comandante da Guarda Nacional, o marechal Sebastião
Barreto Pereira Pinto, comandante de Armas da Província.
Chamado ao Rio de Janeiro
para se explicar, Bento saiu vitorioso do episódio: não voltou
para a província como comandante de fronteira, mas conseguiu do
regente padre Feijó - que também defendia idéias liberais
- a nomeação do novo presidente da Província, Antonio
Rodrigues Fernandes Braga, o mesmo homem que iria derrubar, em 1835, quando
deu início à Revolução.
De volta ao Rio Grande,
continuou a defender suas idéias liberais, à medida que se
afastava de Braga, denunciado pelos farrapos como prepotente e arbitrário.
Eleito para a primeira Assembléia Legislativa da província,
que se instalou em abril de 1835, foi apontado, logo na fala de abertura,
como um dos deputados que planejava um golpe separatista, que pretendia
desligar o Rio Grande do Brasil.
A partir desse momento,
a situação política na província se deteriorou.
As acusações mútuas entre liberais e conservadores
eram feitas pelos jornais, as sessões da Assembléia eram
tumultuadas. Enquanto isto, Bento Gonçalves articulava o golpe que
teve lugar no dia 19 de setembro.
No dia 21, Bento Gonçalves
entrou em Porto Alegre. Permaneceu na cidade por pouco tempo, deixando-a
para comandar as tropas revolucionárias em operação
na província. Exerceu esse comando até dois de outubro de
1836, quando foi preso no combate da ilha do Fanfa (em Triunfo), junto
com outros líderes farrapos. Foi então enviado para a prisão
de Santa Cruz e mais tarde para a fortaleza de Lage, no Rio de Janeiro,
onde chegou a tentar uma fuga, da qual desistiu porque seu companheiro
de cela, o também farrapo Pedro Boticário, era muito gordo,
e não conseguiu passar pela janela. Transferiram-no então
para o forte do Mar, em Salvador. Mesmo preso, sua influência no
movimento farroupilha continuou, pois foi eleito presidente da República
Rio-Grandense em 6 de novembro de 1836.
Mas, além do
apoio farroupilha, Bento contava com o da Maçonaria, de que fazia
parte. Essa organização iria lhe facilitar a fuga da prisão,
em setembro de 1837. Fingindo que ia tomar um banho de mar, Bento começou
a nadar em frente ao forte até que, aproveitando um descuido de
seus guardas, fugiu - a nado - em direção a um barco que
estava à sua espera.
Em novembro ele rregressou
ao Rio Grande, tendo chegado a Piratini, a então capital farroupilha,
em dezembro, quando tomou posse do cargo para o qual havia sido eleito.
Imediatamente, passou a presidência ao seu vice, José Mariano
de Mattos, para poder comandar o exército farroupilha.
A partir de então,
sua vida seriam os combates e campanhas, embora se mantivesse como presidente.
Em 1843, entretanto, resolveu renunciar ao cargo, desgostoso com as divergências
que começavam a surgir entre os farrapos. Passou a presidência
a José Gomes de Vasconcelos Jardim, e o comando do exército
a David Canabarro, assumindo apenas um comando de tropas.
As divisões
entre os revolucionários terminaram por resultar em um desagradável
episódio. Informado que Onofre Pires, um outro líder farrapo,
fazia-lhe acusações, dizendo inclusive que era ladrão,
Bento o desafiou para um duelo, no início de 1844. Onofre Pires
foi ferido, e morreu dias depois devido a uma gangrena.
Embora tenha iniciado
as negociações de paz com Caxias, em agosto de 1844, Bento
não iria concluí-las. O clima de divisão entre os
farrapos continuava, e ele foi afastado das negociações pelo
grupo que se lhe opunha. Desligou-se, então, definitivamente da
vida pública. Passou os dois anos seguintes em sua estância,
no Cristal e, já doente, foi em 1847 para a casa de José
Gomes de Vasconcelos Jardim, onde morreu, de pleurisia, em julho daquele
ano.
www.riogrande.com.br/historia/revolucao/revol4a.htm
Os Sete Maçons
Líderes da
Guerra dos Farrapos
Foram eles, BENTO GONÇALVES
DA SILVA, GIUSEPPE GARIBALDI, DAVID CANABARRO, BENTO MANOEL RIBEIRO, DOMINGOS
JOSé DE ALMEIDA,
ANTONIO SOUZA BRITO e JOSé GOMES
JARDIM, líderes da Revolução Farroupilha e num curto
espaço de tempo os sustentáculos da REPúBLICA JULIANA
CATHARINENSE, em 1839, com sede na cidade de Laguna/SC, o que prova o PAINEL
da referida República, publicado no Livro ITAMBÉ – Berço
Heróico da Maçonaria no Brasil,
Editora Maçônica ‘A Trolha’ nº 46, pág 189, abril/1996.
Com o espírito
Farroupilha, tem esta peça por finalidade homenagear o aniversário
de um ano da transferência do Oriente da A:.R:.L:.S:. "VINTE DE SETEMBRO"
nº 119 para o Oriente de Porto Alegre e também, como está
findando a gestão desta Administração, agradecer aos
irmãos do Quadro da Loja e todos aqueles que de uma ou outra forma
contribuíram para
recolocarmos esta Loja no patamar que a
mesma sempre mereceu.
E assim, nada mais justo
relembrarmos um pouco da história do nosso Estado (Rio Grande do
Sul), a iniciar-se pelo grande patriota BENTO GONÇALVES DA SILVA,
mas antes, descrever que esta Loja tem a sua origem num Triângulo
denominado TRIUMPHO DO DIREITO, o qual foi em 26 de
novembro de 1992, transformado na Loja,
que hoje temos a grata missão de administrar.
É oriunda da
cidade de Triunfo, onde exerceu sua finalidade até a transferência
para o Oriente de Porto Alegre, fato ocorrido em 25 de maio de 1999, através
do Decreto nº 443-96/99, nomeando interventor o irmão João
Sadi Lopes Ferreira (Manakel), com 58 anos de idade, natural de Osório/RS,
Mestre Maçom e Advogado, instalado em 10 de julho de 1999 e reeleito
para a gestão/2000 da E:V:.
Como já foi dito,
recordar Bento Gonçalves da Silva é quase impossível
sem narrar episódios da história do Rio Grande do Sul, na
qual esteve notavelmente envolvido à partir da idade de 29 anos,
especialmente como militar por excelência, patriota incomparável
e destemido. Homem simpático e de estatura elevada, bateu-se gloriosamente
contra os 'castelhanos' (argentinos). Bento Gonçalves da Silva foi
considerado o maior líder do Continente de São Pedro; nasceu
em Bom Jesus do Triunfo/RS, razão do título distintivo desta
Loja, caracterizando uma justa homenagem ao nosso Estado. Este expoente
nacional nascido em 23 de setembro de 1788, filho de portugueses, alistou-se
como voluntário na campanha de 1817, transferindo-se então
para a Província Cisplatina (atual Uruguai), conhecendo de perto
as lutas dos gaúchos para defender a fronteira do extremo sul do
Brasil contra as investidas dos 'castelhanos'.
Na guerra de 1825 a
1828, contra as Províncias do Rio do Prata, alcançou o posto
de Coronel de Guerrilhas, tendo se sobressaído nas batalhas de Sarandi
(1825) e Ituzaigó (1828). Em 1834, Bento Gonçalves teve que
defender-se no Rio de Janeiro contra acusações do reacionário
Comandante da Armas, o
Marechal Sebastião Barreto Pinto,
de manter entendimentos secretos com Luís de Lavalleja, para unir
o Rio Grande do Sul a República Oriental do Uruguai, formando uma
nova nação. A esse tempo, já era notório o
descontentamento dos riograndenses com o descaso da Côrte em relação
à administração, à economia e à defesa
da Província em suas fronteiras, uma vez que o último
baluarte das tropas imperiais estava instalado
em Rio Pardo, ficando a maior parte do território gaúcho
a mercê de caudilhos e das constantes tentativas de invasão.
As epopéias são
muitas, mas para esta peça, escolhemos aquela que bem demonstra
a tão propalada frase: “Maçom ajuda Maçom”, senão
vejamos o exemplo que nos legaram os irmãos em meio à sangrenta
e impiedosa guerra. Para isso, valemo-nos de um trecho do Livro acima citado,
onde narra que Bento Gonçalves, chefe das forças farroupilhas,
por um desses acasos da guerra, no ano seguinte ao seu início (20
de setembro de 1835) é derrotado na batalha de Fanfa, e cai prisioneiro
das forças legalistas, comandadas por Bento Manoel Ribeiro, no dia
4 de outubro de 1836. Com os demais aprisionados conduzidos para o Rio
de Janeiro, a fim de serem julgados, Bento Gonçalves, por uma manobra
não só política, mas dos maçons envolvidos
na guerra, o transferiram para a Fortaleza do Mar/Bahia. Desta fortaleza
era Diretor, Diogo Antônio Feijó, maçom e então
Presidente da Regência Trina, bem como amigo e companheiro
de Frei Caneca, o Cônego Revolucionário – Joaquim Antônio
das Mercês. Como se observa, ocorrendo assim o ponto de encontro
entre duas Revoluções – Confederação do
Equador e Revolução
Farroupilha.
Diz o autor que isso,
talvez não tivesse grande destaque se não houvesse o registro
da corroboração do Diretor da Fortaleza, ou fortaleza-presídio,
na fuga do Comandante Bento Gonçalves da Silva. Dois idealistas,
dois Revolucionários, dois irmãos de Maçonaria. Diz
a história que, os maçons planejaram a quase impossível
fuga e resgataram Bento Gonçalves, que fugiu a nado pelo mar até
encontrar um barco que o esperava nas imediações da fortaleza,
voltando para o Rio Grande do Sul, onde, após o final da guerra
morreu esquecido numa fazenda.
E, para encerrar essa
abordagem à Revolução Farroupilha, temos a dizer que,
em 1º março de 1845, Caxias e Canabarro – o Duque de Caxias
(legalista) e o Davi Canabarro (farroupilha); dois grandes Maçons,
assinaram duas proclamações, que punham fim a essa guerra
que durara 10 anos, deixando aqui a indicação para leitura
do Livro acima indicado, pois vale a pena ler o “Berço Heróico
da Maçonaria no Brasil”.
ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
71ª
Sessão Ordinária
Realizada
em 17 de agosto de 1995.
Está inscrito
para falar o Deputado Vieira da Cunha. Por cessão de tempo, concedemos
a palavra ao Deputado Ciro Simoni, proponente deste Grande Expediente.
O SR. CIRO SIMONI (PDT)
- Sr. Presidente, Deputado Valdir Fraga; Sr. Pedro Manoel Ramos, Grão-Mestre
das Grandes Lojas; Sr. Milton Barbosa, Grão-Mestre do Grande Oriente
do Rio Grande do Sul; Sr. Bilac Leiria, Grão-Mestre Adjunto do Grande
Oriente Estadual Sul-Rio-Grandense, federado no Grande Oriente do Brasil;
Srs. Integrantes da maçonaria que se fazem presentes neste plenário;
Sras. e Srs. Parlamentares:
Hoje, é um dia
de grande importância para esta Casa. Estamos homenageando os maçons
gaúchos, pois dia 20 de agosto é o Dia do Maçom. E
se estamos homenageando os maçons gaúchos, com certeza estamos
homenageando a Maçonaria Universal, instituição milenar
que preserva, com o passar dos tempos, seus ideais e os mais nobres e sublimes
princípios éticos e morais. Sua história se perde
na noite do passado e se confunde com a própria história
dos povos. É uma instituição filantrópica,
filosófica e progressista. A maçonaria é ciência.
Seu objetivo é
o aperfeiçoamento do homem por meio da investigação
constante da verdade, do culto inflexível da moral e da prática
desinteressada da solidariedade. Mantém, em sempre crescente progresso,
o seu antigo e verdadeiro caráter de apostolado da mais alta moralidade,
da prática das virtudes, da liberdade e da igualdade, com consciente
subordinação, disciplina e leal fraternidade, a fim de que
os maçons, ampliando e fortificando todas as faculdades morais e
espirituais, possam cumprir seus mútuos deveres e infundir, nos
usos e costumes da sociedade civil, os sãos princípios da
filosofia humanitária.
A ordem maçônica
foi e será a união consciente de homens sábios e virtuosos,
generosos e devotados, livres e de bons costumes; homens que se consideram
irmãos entre si, que vivem em perfeita igualdade, intimamente unidos
por laços de recíproca estima, confiança, respeito
e amizade; homens ligados por deveres de fraternidade para prestarem mútua
assistência e concorrerem, estimulando-se uns aos outros na prática
das virtudes, a esclarecer os demais homens e a prepará-los para
a emancipação progressiva a pacífica da humanidade.
A maçonaria
é, pois, um sistema e uma escola, não só de moral,
como de filosofia social e espiritual, guiando os maçons à
prática e ao aperfeiçoamento dos mais elevados deveres do
homem cidadão, patriota e soldado. Não impõe nenhum
limite à livre investigação da verdade. Está
na alma de cada maçom. E é nesta alma do maçom que
encontramos o amor, a justiça e essa constante busca da verdade.
O maçom é sinônimo de amor. Pratica-o por meio das
virtudes que lhe ornam a alma maçônica.
Na maçonaria,
o maçom caminha na busca da luz. Nela, encontra a força para
o melhor trabalho, visando a um mundo melhor para a humanidade. Aprende
a praticar o bem sobre o plano físico e moral.
A maçonaria
é acessível aos homens de todas as classes, de todas as crenças
religiosas e de todas as ideologias políticas. Recebe homens quaisquer
que sejam suas opiniões políticas ou religiosas não
importando que sejam ricos ou pobres.
Como foi dito, os maçons
consideram-se iguais e irmãos, só havendo entre eles as diferenças
que decorrem do exercício das virtudes e da prestação
de serviços à ordem maçônica e à humanidade.
Eles têm por dever: praticar as boas ações para com
o próximo; combater a ambição, o orgulho, o erro e
os preconceitos; lutar incessantemente, sem tréguas, contra a ignorância,
a mentira, a falsidade, o fanatismo e o obscurantismo; praticar continuamente
a justiça. Todo o maçom trabalha pela felicidade do gênero
humano e para conseguir sua emancipação progressiva, pacífica,
visando à suprema sabedoria. O verdadeiro maçon pratica o
bem leva sua solicitude aos infelizes, quaisquer que eles sejam, na medida
de suas forças. A prática das virtudes não é
questão de qualidade dos maçons e sim cumprimento elementar
do dever. Os maçons lutaram, lutam e lutarão para vencer.
A maçonaria socorre o fraco e defende o oprimido, tem responsabilidade
e deveres para com a sociedade e para com os homens, combate os inimigos
da humanidade tais como os hipócritas, que a enganam, os pérfidos,
que a defraudam, os ambiciosos, que a usurpam, e os corruptos e sem princípios,
que abusam da confiança dos povos.
Nada mais injusto do
que atribuir à maçonaria qualquer propósito impatriótico
pois agride a inviolabilidade dos deveres do maçom para com a pátria,
para com a soberania nacional e para com o trabalho visando à cultura,
à liberdade e ao bem-estar dos povos. A maçonaria nunca se
omitiu neste trabalho. Em todos os segmentos da atividade humana encontramos
os maçons a trabalhar.
Basta olharmos o passado
e vislumbrar os maçons que fizeram a história. Como exemplo,
podemos citar: Voltaire, Goethe, Beethoven, Mozart, Garibaldi, Benito Juarez,
Francisco de Miranda, George Washington, Simón Bolívar, Sãn
Martin, José Marti, Rooselvet e Lincoln.
No Brasil, citamos:
José Bonifácio de Andrade e Silva, Joaquim Gonçalves
Lêdo, Dom Pedro I, Visconde de Mauá, Frei Caneca, Duque de
Caxias, Deodoro da Fonseca, Tiradentes, Rui Barbosa, Benjamim Constant,
Castro Alves, Casemiro de Abreu, José do Patrocínio, Gaspar
Silveira Martins, Manuel Luís Osório, Jerônimo Coelho,
Bento Gonçalves, Saldanha Marinho, Quintino Bocaiúva, Silva
Jardim, Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha,
Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz. Poderíamos ficar
horas e mais horas citando os grandes maçons da história
mundial e brasileira.
De nenhum importante
acontecimento histórico do Brasil os maçons estiveram ausentes.
É inconteste a participação da maçonaria, como
inteligência orientadora e operadora de movimentos que visaram à
liberdade do nosso povo. Os maiores eventos da nossa história foram
organizados pela maçonaria, dentro de suas lojas. Entre os grandes
eventos idealizados e operacionalizados pela maçonaria brasileira
podemos citar, para exemplificar, a Inconfidência Mineira, As Revoluções
Pernambucanas, a Independência do Brasil, a Abolição
da Escravatura, a Proclamação da República e a Revolução
Farroupilha. Com relação à Independência do
Brasil, é bom que se diga, que lojas maçônicas foram
criadas e funcionaram tendo como tema principal a independência.
A libertação dos escravos no Brasil foi iniciativa de maçons,
um empreendimento da maçonaria.
Em relação
ao Rio Grande do Sul, os maçons também deixaram a marca de
lutas em prol da dignidade do nosso povo. O Escudo Rio-grandense salienta-se
pela quantidade de símbolos maçônicos que contém:
liberdade, igualdade e humanidade, expressões contidas no Brasão
da República Rio-grandense a tremular na bandeira do nosso Estado
e na altivez do povo gaúcho. Com o sangue derramado pelos nossos
antepassados na luta pela liberdade, escreveu-se na história rio-grandense
os anseios do nosso povo. Com relação à Revolução
Farroupilha, inspirada e posta em execução pela maçonaria,
destaca-se dentre muitos, o maçom Bento Gonçalves, chefe
militar do movimento.
O Sr. Francisco Appio
(PPR) - V. Exa. permite um aparte? (assentimento do orador.)
Desejo, primeiramente
saudar o Sr. Presidente, os Srs. Parlamentares, as ilustres autoridades
maçônicas, os senhores e as senhoras aqui presentes. Agradeço
a manifestação do Deputado Ciro Simoni neste Grande Expediente,
pois traz à Assembléia Legislativa uma contribuição
muito importante. V. Exa., se me permite, fez referência a dois grandes
homens: Giuseppe Garibaldi e Bento Gonçalves. Este parlamentar é
autor de uma pro- posição à Mesa para homenagear-mos,
em momentos distintos, essas duas figuras. Em setembro próximo,
deveremos lembrar os 207 anos do nascimento de Bento Gonçalves,
e Giuseppe Garibaldi será lembrado no dia 20 de setembro próximo
pelo centenário de inauguração do monumento, na Itália,
ao "herói de dois mundos."
Um século depois,
a Maçonaria Livre do Grande Oriente da Itália do Palácio
Giustiniani um dos mais antigos do mundo - pretende celebrar essa ocasião
histórica com um evento público, para o qual foram convidadas
grandes lojas estrangeiras e seus integrantes em particular, isso coincide
com o 190º aniversário de fundação do Grande
Oriente da Itália, estabelecido em 1805.
Esse evento assume
um sentido particular porque com isso o Grande Oriente da Itália
quer chamar a atenção do mundo profano para a perene validade
dos idéias maçônicos que Giusepe Garibaldi difundiu
e defendeu pelo mundo, contribuindo não somente para a reunificação
da Itália, mas também para a redenção de muitos
povos oprimidos pela intolerância, pela ignorância e pela pobreza,
fazendo-os perceberem o supremo bem da liberdade e da dignidade do homem.
Em nome de tais ideais
que a humanidade necessita hoje, precisamos unir todas as nossas forças
e transmitir a mensagem da verdadeira fraternidade para as nossas crianças,
como fez o herói Giuseppe Garibaldi - isso deve nutrir os esforços
de todos os homens de bem para construir uma sociedade melhor, mais justa
e mais livre.
Giuseppe Garibaldi,
nascido em 1807 e falecido em 1882, cognominado "o herói dos dois
mundos", republicano por convicção, dedicou-se à causa
da independência dos povos. Em 1834, depois de envolver-se numa conspiração,
refugiou-se na França e em Túnis, de onde passou ao Brasil.
Teve parte saliente na Guerra dos Farrapos. Lutou no Uruguai, ao lado de
Rivera, contra Oribe e Rosas, nos anos de, 1842 a 1848); organizou uma
legião italiana e participou na defesa de Montevidéu. Voltando
à sua pátria, consagrou-se à luta pela unificação
italiana, combatendo contra os austríacos no norte, em 1848, e contra
os franceses em Roma.
Este Parlamentar deverá
representar, entre outras personalidades, o Rio Grande do Sul, nesse evento,
que ocorrerá no mês de setembro, desde que esta Casa conceda
a devida autorização.
Trago, portanto, em
nome da Bancada do PPR, com autorização do meu Líder,
Deputado Marcos Peixoto, um fraternal abraço pela oportunidade dessa
homenagem que se presta a todos os maçons nesta data.
O SR. CIRO SIMONI (PDT)
- Agradeço o parte a V. Exa.
O Sr. Quintiliano Vieira
(PMDB) - V. Exa. concede um aparte? (assentimento do orador)
Deputado, quero, em
nome da Bancada do PMDB - fui designado pelo meu Líder, Deputado
José lvo Sartori, e demais membros da Bancada e no meu próprio,
externar, inicialmente a V. Exa. a oportunidade de trazer a este Parlamento
tão importante homenagem.
Não temos na
história dos tempos contemporâneos, qualquer circunstância,
qualquer ponto da nossa comunidade, contendo uma obra em nome do bem, da
melhoria, da qualidade de vida de um semelhante, onde não se identifique,
com facilidade, a presença de um maçon.
Isso representa justamente
o testemunho vivo de que suas palavras têm o eco e todos os perfis
da sociedade gaúcha, brasileira e universal. Quero expressar a V.
Exa., bem como aos maçons que aqui se encontram, que desejo que
o Supremo Criador do Universo continue a lhes dar força, coragem,
e que tenhamos sempre homens que, antes de pensar em si próprios,
estão a serviço do seu próximo. Parabéns, Deputado
Ciro Simoni, e considere inserida no seu pronunciamento a homenagem em
nome da Bancada do PMDB.
O SR. CIRO SIMONI (PDT)
- Agradeço o aparte a V. Exa.
O Sr. Pompeo de Mattos
(PDT) - V. Exa. permite um aparte? (assentimento do orador)
Deputado Ciro Simoni,
em nome da nossa bancada e da Bancada do PTB - fui incumbido pelo eminente
Deputado Sérgio Zambiasi - queremos saudá-lo e parabenizá-lo
pela homenagem que presta aos maçons. Contando para nós um
pouco da história da maçonaria e dos grandes políticos
que dela fizeram parte. Se trouxéssemos essa história para
o presente, encontraríamos entre nós muitos maçons
que ocupam cargos relevantes na estrutura econômica, política,
social e tecnológica do nosso Estado e do nosso País. Sabemos
o quão importante é a escola da maçonaria sob o aspecto
da ética, da moral, do bom conceito e, acima de tudo, da bondade;
sabemos das obras que tem feito e das lições que tem dado
em toda a humanidade.
Parabéns pela
sua iniciativa, Deputado Ciro Simoni - muito nos orgulha ter V. Exa, como
membro de nossa bancada, fazendo essa preleção. Estou na
minha segunda legislatura é já assisti em outras oportunidades,
na Assembléia Legislativa, a manifestação de outros
colegas deputados. Hoje, isso foi arrematado por V. Exa. de forma brilhante,
o que faz com que o Parlamento saiba reconhecer aqueles que fazem boas
coisas pela nossa gente. Muito obrigado.
O SR. CIRO SIMONI (PDT)
- Agradeço o parte a V. Exa.
Sr. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados, nesta sessão estão presentes diversos maçons,
e a todos eles queremos prestar a nossa homenagem, e o fazemos por meio
da menção já feita pelo Sr. Presidente e por nós
mesmos, no início desse pronunciamento, aos eminentes Grão-Mestres
das Grandes Lojas, Dr. Pedro Manoel Ramos; do Grande Oriente do Rio Grande
do Sul, Dr. Milton Barbosa e ao eminente Grão-Mestre Adjunto do
Grande Oriente Estadual Sul-Rio-Grandense, Dr. Bilac Leiria.
Por intermédio
desses três Grão-Mestres, estendemos esse preito a todos os
maçons riograndenses na esperança de que essa luta e de que
esse empreendimento de vida possa ser perene que possa estar cada vez mais
a influir nos seus sãos princípios voltados aos interesses
da nossa pátria.
Os maçons sempre
fizeram a história. História impregnada de lutas pela liberdade
do gênero humano das garras do obscurantismo e da ignorância.
Dessa maneira, esta
Casa faz, neste momento, essa homenagem a todos os maçons, à
ordem maçônica e à própria maçonaria,
assim como àqueles que aqui já estiveram - muitos homens
ilustres ocuparam estas cadeiras que hoje ocupamos e fizeram de seus pronunciamentos
e de seus atos grandes exemplos. A todos eles também a nossa homenagem.
Agradecemos a esta
Casa por oportunizar este momento importante de reconhecimento pelo trabalho
prestado pela Ordem Maçônica Gaúcha. (Não revisado
pelo orador.)
O SR. PRESIDENTE (Valdir
Fraga - PTB) - Em nome da Mesa, cumprimentamos os maçons aqui presentes,
desejando que continuem defendendo os interesses da nossa comunidade.
Terminado o período
do Grande Expediente, suspendemos a sessão por cinco minutos, para
cumprimentar os nossos homenageados.