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República Rio-Grandense

    Do filme Netto Perde sua Alma, do uruguaianense Tabajara Ruas:
    Bravos companheiros da 1ª. Brigada de Cavalaria. Ontem obtivestes a mais completa vitória sobre os escravos da Corte do Rio de Janeiro.
    Nossos compatriotas, os rio-grandenses, estão dispostos como nós a não sofrer por mais tempo a prepotência de um governo tirano, arbitrário e cruel, como o atual. Em todos os ângulos da Província não soa outro eco que Independência, República, Liberdade ou Morte!"
    Este eco majestoso que tão constantemente repetis, como uma parte deste solo de homens livres, me faz declarar que proclamamos nossa independência provincial, para o que nos dão bastante direito nossos trabalhos pela liberdade e o triunfo que ontem obtivestes sobre estes miseráveis escravos do poder absoluto!
    Camaradas!
    Nós que compomos a 1a. Brigada do Exército Liberal devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta Província, a qual fica desligada das demais províncias do Império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio-grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente.
    Camaradas!
    Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a independência! Viva o Exército Republicano Rio-grandense!
    Campo dos Menezes. Onze de setembro de 1836. Assinado: Antônio de Souza Netto, coronel comandante da 1a. Brigada de Cavalaria.

  Milonga encara Teixeira com fervor - Dizem que os dois andam juntos e lutam juntos e querem a liberdade para os homens negros.

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