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O PLANO PERFEITO |
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CAPÍTULO 7
Cíntia estava em
sua mesa, recebendo um fax com algumas informações para a próxima
revista que sairia dali a três dias. Foi quando Célia adentrou no
recinto. (Cíntia) - Célia?
Meu Deus! Por que você não dormiu em casa? Fiquei preocupada! Acordei a
noite inteira! Liguei para o seu celular centenas de vezes e você não...
(Célia) - Cíntia!
Richard me levou para um hotel... Cíntia deixou cair
a folha que acabara de sair do fax. (Célia) - Tivemos a
melhor noite de amor do mundo! (Cíntia) - Célia...
vocês... vocês fizeram... (Célia) - Sim,
querida! Fizemos amor! (Cíntia) - Sua
vaca! Mal conhece o homem e vai cedendo assim tão fácil? Célia sentou-se em
uma cadeira. (Célia) - Ele é
maravilhoso, Cíntia! Ma-ra-vi-lho-so! (Cíntia, nervosa) -
Maravilhoso? Como ele se mostrou para você? (Célia) - Ele foi o
amante perfeito! Foi carinhoso, romântico, sensível... ah, Cíntia... (Cíntia) - Então
ele conseguiu te dobrar? Até parece que você não conhece os homens. São
todos iguais! (Célia) - Ele não
é igual aos outros! Richard é diferente. (Cíntia) - Eu não
queria te dizer isso, Célia! Juro que não queria, mas veja bem: o que o
presidente do Irã está procurando em uma mulher brasileira com um nível
financeiro tão diferente? (Célia, encolhendo
de ombros) - Não sei, não quero saber! Ele é maravilhoso e isso é o
que importa. (Cíntia,
zombeteira) - Você não tem bom senso, querida? Acorda para a vida! Um
homem que mal te conhece e já te leva pra cama! Isso é romantismo? Célia ergueu-se da
cadeira. (Célia) - Cansei
desse papo! E quer saber de uma coisa, Cíntia? Acho que cada um mostra
romantismo de uma maneira diferente. Dizendo isso, Célia
saiu do escritório. (Cíntia, gritando)
- Esse cara fez sua cabeça! É melhor tomar cuidado... Cíntia tentou se
acalmar. Sentou-se na cadeira giratória e respirou fundo. Em seguida,
pegou a folha e a leu atentamente. Assim que acabou a leitura, sentiu o
coração pular forte. (Cíntia) - Oh,
Deus! * Ágata e Paula
estavam em um restaurante almoçando. (Ágata) - Coma,
querida! (Paula) - Não
quero... (Ágata) - Vai
passar fome? (Paula) - Vou! Até
que você me leve de volta... (Ágata, nervosa) -
Pare de dizer isso! Esqueça de uma vez por todas dessa mulher! Você
nunca poderá vê-la de novo! Paula abaixou a cabeça
e chorou. Ágata arrependeu de suas palavras e foi abraçar a filha. (Ágata) - Ah,
Paulinha! Me perdoe! A mamãe está muito nervosa! (Paula) - A minha mãe
nunca brigou comigo! (Ágata) - Eu não
briguei com você. Só estou te dizendo a verdade. Naquele instante, Ágata
sentiu alguém tocar-lhe nos ombros. Ela se virou. (Ágata) - Ricardo? (Ricardo) - Agora
quero que você me dê uma explicação... (Ágata) - Não
tenho nada para falar com você... (Ricardo) - Claro
que tem! Por que me abandonou? Por que vai se casar com aquele cara? Ágata voltou-se
para a filha. (Ágata) - Vamos
embora, filha! A mulher pegou Paula
pela mão e andou apressadamente em direção ao seu carro. Ricardo ia atrás.
(Ricardo) - Não vou
deixar você partir sem me dizer ao menos uma palavra. Ágata fixou seu
olhar no ex. namorado. (Ágata) - Vou me
casar com Max por que não quero mais você. E não quero que me procure
mais. (Ricardo) - Ágata!
Mas... isso não pode ser verdade... A mulher entrou
dentro de seu carro. (Ágata) - É a
verdade... Ágata partiu dali
rapidamente, deixando Ricardo com o queixo caído. * Quando Cíntia
terminou o seu expediente, Roberta, a supervisora da revista veio
conversar com ela. (Roberta) - Cíntia!
Você conseguiu terminar a reportagem sobre o cinema que foi tombado? (Cíntia) - Vou
terminar amanhã. Ainda pretendo visitar o cinema e conversar com os
historiadores. (Roberta) - Ótimo!
E aquele fax que você recebeu? Vai virar notícia? (Cíntia) - Bem...
eu gostaria de adiar essa matéria. (Roberta) - Adiar?
Para a próxima edição? (Cíntia) - Talvez
para a primeira edição de março. (Roberta) - Março?
Mas o que é isso? Claro que você não poderá fazer isso... (Cíntia) - Mas
Roberta... é um caso de assassinato. Pretendo aprofundar muito nessa matéria.
(Roberta) -
Assassinato? (Cíntia) - Sim.
Encontraram um corpo boiando no córrego com três balas perfuradas. (Roberta) - Não
vejo motivo para você adiar a matéria. Cíntia se viu num
beco sem saída. Teria de contar tudo. (Cíntia) - E se eu
falar que assisti ao assassinato? Você me daria permissão para adiar a
matéria? (Roberta) - O... o
que? Você assistiu? Como assim? (Cíntia) - Eu vi,
Roberta! Vi com meus olhos a cena do crime. (Roberta) - Que
absurdo, Cíntia! Crimes acontecem todos os dias. Quem disse que foi esse
o cara que você viu morrer? (Cíntia) - Não sei
ao certo, Roberta... mas alguma coisa me diz que foi este mesmo! (Roberta) - Isso é
uma brincadeira? Por favor, Cíntia! Estamos falando de reportagem! E você
me vem com "alguma coisa me diz que foi este mesmo!". E se for?
O que você pretende fazer? Ir atrás do assassino? Cíntia caminhou até
o elevador do andar. Voltou-se para trás antes de descer. (Cíntia) - E se eu
disser que sim! Que quero ir atrás do assassino? O elevador fechou
suas portas, levando Cíntia para o térreo.
Continua no próximo capítulo... |
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