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O PLANO PERFEITO |
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CAPÍTULO 6
Os dias se passaram.
Houve várias reuniões no fórum da cidade, até que, finalmente,
decidiram o destino da menina Paula. (Juiz) - A menina
fica com a sua mãe legítima: Ágata Castello. Naquele mesmo dia,
Paula se mudou para a casa de Ágata. (Paula) - Você vai
deixar eu ver a minha mãe? Ágata trocou um
olhar com o Inspetor Max que estava ao seu lado. (Max) - Paula! A sua
vida agora é aqui! Esqueça a Carolina... Paula encarou Max
com olhinhos desiludidos. (Paula) - Vocês não
podem fazer isso! Eu não quero ficar aqui! (Ágata) - Paulinha...
não diga isso. Veja isso! Olhe o que a mamãe comprou para você! De dentro de um
pacote, Ágata retirou uma boneca. (Ágata) - Não é
linda? Se parece com você... A menina não quis
pegar a boneca. (Ágata) - Seja
boazinha, querida! Pegue a boneca... Paula cruzou os
bracinhos. (Ágata) - Você não
quer? Ágata ergueu-se com
fúria e atirou a boneca no chão. Em seguida foi para o seu quarto e
bateu a porta. Max foi até ela. (Max, abrindo a
porta) - Ágata! Como pôde fazer isso? Ela é uma criança... Ágata chorava na
sua cama. Max se aproximou dela. (Max) - Querida! (Ágata) - Você não
entende, Max? Eu procurei essa menina durante cinco anos. Sofri, chorei e
perdi todas as minhas esperanças. Quando a tenho, enfim, ela olha nos
meus olhos e diz que não me quer! Você sabe o que é isso? Você sabe o
quanto dói em uma mãe ouvir da boca da filha as palavras: "Eu não
quero você"? (Max) - Eu sei, Ágata,
eu sei... Ágata encarou o
Inspetor. (Ágata) - Não,
Max, você não sabe... Max segurou Ágata
pelos ombros. Encarou seu olhar nos olhos dela. (Max) - Estou com
você, Ágata! Irei te ajudar! Somos noivos e já considero Paula uma
filha. (Ágata) - Obrigada,
Max... eu não sei como... Max calou-a com um
beijo árduo e caloroso. Escondida atrás da porta, Paula assistiu a cena.
* Cíntia trocou um
olhar com Célia que acabava de desligar o telefone. (Cíntia) - E então?
(Célia) - Disse que
adorou a noite de ontem. Combinou de passar aqui hoje às oito horas. Ah,
Cíntia... eu vou morrer de tanta felicidade! (Cíntia) - Que bom,
amiga! Estou torcendo por você... Naquele instante, o
interfone tocou. O porteiro do prédio anunciou que havia um rapaz
querendo falar com Cíntia. (Cíntia) - Quem é?
(Porteiro) - Ele diz
se chamar Ricardo. (Cíntia) - Não
conheço nenhum Ricardo... Houve uma pausa. (Porteiro) - Ele diz
que é um assunto de urgência. Diz tratar-se de uma matéria publicada
por você. (Cíntia) - Bem,
nesse caso, peça-o que me espere aí no hall. Vou descer já! Cíntia colocou o
aparelho no lugar. (Célia) - Quem era?
(Cíntia) - Ricardo!
Não sei quem é... deve ser um desses caras que se sentem ofendidos com
as matérias. (Célia) - Você é
boba? Vai atendê-lo à essas horas? Diga a ele que está fora do horário
de trabalho e peça que ele vá amanhã na redação. (Cíntia) - Não! Eu
vou ver o que é... * Ricardo aguardava
ansioso pela vinda da colunista. Foi quando a viu aparecer no elevador.
Ricardo apressou-se em achegar-se a ela. (Ricardo) - Boa
noite, senhora Cíntia! Meu nome é Ricardo. Ambos se
cumprimentaram com um aperto de mão. (Cíntia) - Bem...
devo avisar que estou fora do meu horário de trabalho e, portanto não
estou... (Ricardo) - Não!
Por favor, eu não quero incomodar! Só quero me informar de uma
reportagem que você assinou na FOX. (Cíntia) - Tudo
bem. Estou ouvindo... (Ricardo) - A matéria
fala do casamento entre o Inspetor Max e Ágata. (Cíntia) - Exato! (Ricardo) - Você
sabe que eu era namorado de Ágata? (Cíntia, rindo
ironicamente) - Ora, meu senhor... e o que eu tenho a ver com isso? (Ricardo) - Cíntia!
Por favor! Quero que me diga a fonte de suas informações! Preciso
verificar se isso é verdade. (Cíntia) - Meu
senhor! Essas informações vieram da boca do próprio Inspetor Max e da
própria Ágata. (Ricardo) - E tudo
aquilo é verdade? (Cíntia, perdendo a
paciência) - O senhor está insinuando que... (Ricardo) - Não! Me
perdoe! Não quis insinuar nada disso! Eu só quero saber se você
percebeu veracidade nas palavras de Ágata. (Cíntia) - A minha
função, Sr. Ricardo, é apenas escrever matérias. Não estou aqui para
julgar comportamento ou sentimentos de ninguém. (Ricardo) - Por
favor! Isso é muito importante para mim! (Cíntia) - Sinto não
poder ajudar. Ricardo deixou seus
braços caírem ao longo de seu corpo. Estava frustrado. (Ricardo) - Tudo
bem! Obrigado e me desculpe pelo incômodo. Ricardo não sabia o
que fazer. Sentia que havia algo de errado com Ágata. Ela não poderia
fazer isso com ele! Ela o amava!
Continua no próximo capítulo... |
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