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O PLANO PERFEITO |
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CAPÍTULO 3
Célia estava sozinha em casa quando o telefone tocou. (Célia) - Alô! (Roberta) - Célia! Quero falar com você mesma... (Célia) - Bem... estou ouvindo! (Roberta) - Tenho uma tarefa para você! (Célia, desanimada) - Sei! Pode dizer... (Roberta) - Já ouviu falar em Richard Zee? (Célia) - Claro! É o presidente de um desses países da Ásia... (Roberta) - Do Irã! (Célia) - Sim, mas o que tem ele? (Roberta) - O Sr. Richard está a caminho do Brasil. Pelo que sei, veio fechar um acordo referido ao petróleo brasileiro. Quero que você esteja na entrevista que ele dará às duas horas no salão do prédio dedicado às festas políticas. (Célia) - Oh... Mas Roberta... por que eu? (Roberta) - Não discuta, Célia! Sabe que sua função na FOX é essa e designo esta tarefa à você. Quero um relatório das palavras do Sr. Richard e a coluna pronta para sexta-feira. (Célia, quase gritando) - SEXTA-FEIRA? (Roberta) - Você ouviu bem, minha cara! Faça o melhor... Em seguida o telefone foi desligado. (Célia) - Droga! Entrevista com o Sr. Richard Zee, vou adorar isso, com certeza! Bufando, Célia deixou-se cair no sofá da sala. * O Sol apontou no horizonte. Logo de manhã, o telefone tocou na casa de Ágata. (Ágata) - Alô! (Max) - Ágata? Como vai? (Ágata) - Oi Max! Estou melhor do que nunca... (Max) - Isto é bom! (Ágata) - Como vão os processos dos papéis? (Max) - Vou informar ao seu advogado ainda hoje. Mas fique tranqüila que tudo vai se resolver rápido. (Ágata) - Max... eu tenho um pouco de receio... (Max) - Receio? Por que? (Ágata) - Não acha que aquela mulher possa fazer alguma coisa? (Max) - Quem? Carolina? Ah... ela não poderá fazer nada... (Ágata) - Mas ela é uma mulher rica. Pode pagar os melhores advogados. (Max) - A justiça é única, minha querida. (Ágata) - Espero que sim, Max. (Max) - Ágata... bem... eu liguei por outro motivo... (Ágata) - Outro motivo? Qual? (Max) - Er... na verdade é um assunto que não deve ser tratado por telefone. Pode me encontrar no "Quéops"? (Ágata) - Estarei lá dentro de vinte minutos. (Max) - OK! Te espero lá... Como um tufão, as cenas passaram pela cabeça de Ágata. "(Ágata, chorando) - Vai achar a minha filha, inspetor? O senhor me garante? (Max) - Garanto. Pode entregar tudo nas minhas mãos, D. Ágata. Dentro de pouco tempo sua filha estará nos seus braços. (Ágata) - Oh, inspetor! Se o senhor fizer isso eu... eu serei capaz de lhe pagar com todo o dinheiro do mundo... O Inspetor a olhou atentamente. (Max) - Me pagaria de qualquer maneira? (Ágata) - Claro! Minha filha é tudo pra mim... (Max) - Você jura? Jura que me pagaria da minha maneira? (Ágata) - Como o senhor quiser... (Max) - Se casaria comigo? Ágata lançou um olhar aturdido para o inspetor. (Ágata, rendendo-se) - Desde que ache minha filha...Uma lágrima rolou pela face de Ágata. Por um ato imprudente e impensado, ela jurara casamento ao Inspetor Max. Agora, depois de ter achado Paula, Ágata teria de cumprir com sua palavra. (Ágata, num sussurro) - E abandonar Ricardo. Para sempre... * Célia encarava Cíntia de cima a baixo. (Célia) - E então, amiga? Viu alguma coisa? (Cíntia) - Não, Célia! Passei a noite toda lá na porta da casa, feito uma guarda-costas, mas não pude ver movimento nenhum. Acho que o cara se mudou de lá. (Célia) - Ou pode ter passado a noite em outro lugar. (Cíntia) - Sim. É provável, pois a mobília estava toda em ordem. (Célia) - Pretende voltar lá? (Cíntia) - Claro! Não sossegarei enquanto tão descobrir tudinho... Célia fez uma expressão de preocupação, mas não disse nada. * No celular de Ágata que tocava insistentemente, mostrava o telefone de Ricardo. (Ágata) - Ele está me procurando, mas não vou atender. Ágata dirigia seu carro lentamente pelas ruas. Não queria conversar com Ricardo. Passaria a evitá-lo de agora em diante. Ouvir a voz dele, só faria aumentar a dor. (Ágata) - Como se os problemas do passado não bastassem... Ágata removeu uma lágrima que rolara pela face. O celular tocava, tocava, tocava... mas a moça não fez menção de atender. (Ágata) - Ah, meu Querubim... perderei você pra sempre... A moça avistou "Quéops", o restaurante que era o point dos casais. Ágata estacionou seu carro em uma vaga e se dirigiu para dentro do estabelecimento. Ao entrar, viu Max sentado em uma mesa. Aproximou-se lentamente. (Max) - Que bom vê-la, Ágata! Ambos se cumprimentaram com três beijos na face. (Max) - Sente-se. Vamos pedir o quê para comer? (Ágata) - Não vamos comer nada. Vá direto ao assunto. (Max) - Tudo bem... como quiser... Houve uma pausa dolorosa. O coração de Ágata batia apressadamente. Seus pensamentos estavam em Ricardo. Mas Ricardo fazia parte de seu passado. Sua realidade era Max. Ou melhor, o Inspetor Max. Continua no próximo capítulo... |
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