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O PLANO PERFEITO |
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CAPÍTULO 2
Quando Ágata chegou em casa, encontrou um recado sob o criado: "Ágata, O Inspetor Max deseja falar com você. Parece ser urgente. Ele pediu para chamá-lo no celular. Estela". Ágata tremia só de pensar na notícia dada pelo inspetor. (Max) - Encontramos sua filha, Ágata! Pode vir buscá-la! Rapidamente a moça apertou o número do celular do detetive já decorado. Esperou até que viesse a sua voz do outro lado. (Ágata) - Inspetor Max? Aqui é Ágata! Alguma notícia? (Max) - A melhor notícia do mundo, Ágata! Encontramos sua filha! Ágata não se conteve e desabou num profundo pranto. (Max) - Por favor, Ágata, não chore! Venha aqui vê-la! Lhe darei o endereço. Ainda tremendo a mulher anotou o endereço da casa onde sua filha estava morando. (Ágata) - Como ela é, Max? (Max) - Linda! Linda como você! * Além de amigas, Cíntia e Célia dividiam o mesmo apartamento. Naquela noite, ambas estavam em casa assistindo ao Jornal noturno pela TV. (Cíntia) - Não consigo parar de pensar no que eu vi hoje. (Célia) - O que você pretende fazer, amiga? Vai esconder tudo isso da polícia? (Cíntia) - Eu não sei! Não vi quem era! Não sei quem matou quem! Houve um silêncio. Somente o som da televisão podia ser ouvido. (Cíntia) - Acho que vou ir um pouco mais fundo... (Célia) - Cíntia! Não! Não me diga que... (Cíntia) - Sim, Célia! Vou procurar o assassino. (Célia) - Por mim, amiga! Não faça isso. Pode ser arriscado! (Cíntia) - Eu sei... mas me sinto obrigada. (Célia) - Você é uma colunista famosa. Imagine o que isso poderia trazer para você e para a "FOX". (Cíntia) - Tomarei cuidado. Prometo... (Célia) - Ai, ai! Você só pode estar louca! Não vê que é tudo uma armadilha? De repente você está sob ameaças e o país todo fica sabendo. Este é o problema de ser uma colunista famosa. (Cíntia) - Não importa o que possa me acontecer. Quero saber quem é o criminoso para que eu possa tomar alguma providência. Célia calou-se. De repente, parecia ter voltado sua atenção ao jornal da TV. No entanto, sua cabeça estava na louca aventura da amiga. * Ágata estacionou o seu carro na porta da casa que indicava o endereço. Logo, avistou o Inspetor Max. Ela correu para próximo dele. (Ágata) - Max! Meu Deus! Você conseguiu! (Max) - NÓS conseguimos! Ambos se abraçaram fraternalmente. (Ágata) - Onde está a minha princesinha? (Max) - Está lá dentro. Vamos entrar? Ágata acompanhou o investigador até a sala onde estava a menina. Vendo a filha, Ágata emocionou-se e tomou-a nos braços, chorando compulsivamente. (Ágata) - Minha filha! Minha filhinha! Sentada no sofá estava a dona da casa, Carolina. Seus olhos também estavam cheios de água. Ela conversava com Fábio. (Carolina) - Vocês vão levá-la de mim? (Fábio) - Senhora! Precisa entender que esta é a verdadeira mãe de Paula. (Carolina) - Mas... como pode? Eu adotei Paula no orfanato! Eu a escolhi dentre as crianças! Tenho todos os papéis e sou considerada legalmente a mãe dela. (Fábio) - Claro! Esta questão será levada ao Fórum de Justiça. Carolina encarava atentamente os olhos de Fábio. (Carolina) - Tenho chances de ter a minha menina de volta? (Fábio) - Pouquíssimas! O advogado de Ágata já entrou com uma ação de argumentos convincentes. A menina foi praticamente tomada da mãe, o que não a impede de ter a guarda da filha novamente. Carolina abaixou a cabeça. Mantendo o seu papel de mulher discreta que era, chorou profundamente. * Ricardo atendeu o telefone quase que no primeiro toque. Sabia que era Ágata. (Ricardo) - Ágata, meu amor! Como vai? (Ágata) - Como sabia que era eu? (Ricardo) - Posso enxergá-la do outro lado do fio... Ágata riu. Um riso solto e alegre, o que fez Ricardo estranhar. (Ricardo) - Aconteceu algo diferente? (Ágata) - Sim! Você nem vai acreditar o que me aconteceu hoje, Querubim... (Ricardo) - Pois me diga... (Ágata) - O Inspetor Max localizou minha filha. (Ricardo) - Mas que tremenda notícia! Estou feliz por você, meu bem! (Ágata) - Obrigada, Querubim! Você pode vir me ver? (Ricardo) - Claro! Você está na sua casa? (Ágata) - Estou na delegacia. (Ricardo) - Qual delas? A próxima à Perimetral? (Ágata) - Isso! Pode vir que estou te esperando. (Ricardo) - Um beijo, minha anjinha! (Ágata) - Outro, Querubim! * Cíntia estava saindo de casa. (Célia) - Onde vai? (Cíntia) - Vou até ao local do crime. (Célia) - Vai mesmo levar isso adiante? (Cíntia) - Estou certa do que faço, Célia! (Célia) - Bem... depois diga que não avisei... (Cíntia) - Não direi, Célia! Pode ter certeza. Em seguida, Cíntia partiu com o seu carro. Continua no próximo capítulo... |
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