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O PLANO PERFEITO |
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CAPÍTULO 1
A campainha soou. Num silêncio fúnebre, alguém abriu a porta. A cena limita-se a mostrar apenas a sombra de duas pessoas.
(Sombra 1) - Queria falar comigo? (Sombra 2) - Sim, entre!
Os passos fortes da primeira pessoa ressoaram na casa bem mobiliada e ricamente condecorada.
(Sombra 1) - Como conseguiu toda essa riqueza? Matando? (Sombra 2) - Chega de sarcasmo! (Sombra 1) - Ainda posso acabar com sua reputação, sabe disso! Tem o que pedi? (Sombra 2) - Lhe chamei justamente por isso. (Sombra 1) - Bem... não venha com delongas. Quero que você seja prático e direto. (Sombra 2) - Eu serei! (Sombra 1) - Então vamos! Onde está o dinheiro?
Houve um silêncio longo. A segunda pessoa afastou o casaco que vestia e retirou a arma que tinha na cintura. Apontou-a na direção do visitante. Este encarou-o estupefato.
(Sombra 1) - Vai me matar? Claro! Um covarde como você só poderia fazer isso...
O tiro foi certeiro. Não houve som. O revólver era protegido com silenciador. O corpo morto caiu no chão com o peito ensangüentado. Na sua face, uma expressão de terror.
*
A colunista da revista "FOX" estava em uma busca de suas matérias. A Informação era de que um dos moradores do bairro São Bernardo havia sido premiado na loteria federal. No entanto, Cíntia não sabia onde o referido morava. Resolveu pedir informações. Seguiu até uma casa impotente e espiou pela janela para ver se havia alguém ali dentro. O que viu, porém, fez o seu sangue gelar.
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Ricardo estava abraçado à Ágata. A moça pousava sua cabeça no ombro do amante. Ele chamou-a delicadamente.
(Ricardo) - Ágata!
A moça virou-se para ele.
(Ricardo) - Tenho um presente para você... (Ágata) - Um presente? Ah, Ricardo...
Do bolso do casaco Ricardo tirou uma caixinha azul. Abriu-a cerimoniosamente.
(Ágata) - Oh!
Eram alianças.
(Ricardo) - Quer se casar comigo, Ágata? (Ágata) - Querubim! Ah, meu Querubim! Claro que quero! É o que mais quero nesta vida!
Ricardo colocou a aliança no dedo dela. A moça fez o mesmo. Em seguida, ambos se beijaram apaixonadamente.
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Max era investigador da polícia de São Paulo. Naquele momento ele estava ao telefone recebendo informações que, por suas expressões, pareciam ser boas.
(Max) - Repita para mim, Fábio! Com todos os detalhes! (Fábio) - A menina foi encontrada com essa tal de Carolina. É uma moça jovem, de uns 25 anos. É de família rica. A menina parece estar bem e tem tudo o que precisa. A moça a trata como verdadeira filha. (Max) - Fale mais, Fábio! Fale mais... (Fábio) - Ainda não sei detalhes. Quem me informou isso foi a governanta da casa. A Carolina parece estar em serviço. (Max) - E a menina? Você viu a menina? (Fábio) - Sim! É uma menina linda... (Max) - E se parece com a mãe? (Fábio) - Muito! Realmente não há como negar! (Max) - Oh, céus! Depois de cinco anos, finalmente chegamos ao final desta busca! Muito obrigado, Fábio! Fique esperando pela dona da casa. Assim que ela aparecer por aí, me ligue que eu corro já para o local. (Fábio) - Pode deixar, Max! Farei como quiser...
O investigador desligou o aparelho e sorriu para si mesmo.
(Max) - Finalmente a Ágata será minha...
*
No prédio da revista "FOX", Cíntia entrou como um furacão. Passou pela recepção sem anunciar e subiu pelo elevador. Logo, atingiu o terceiro andar.
(Cíntia) - Célia!
Célia era outra colunista da revista. Uma mulher jovem e atraente.
(Célia) - Aconteceu alguma coisa, Cíntia? (Cíntia) - Célia... sim! Algo te-rrí-vel! TERRÍVEL!
Célia espantou-se a parou de digitar os textos no computador. Encarou a companheira com um olhar do tamanho de um fundo de garrafa.
(Célia) - O... o que foi? (Cíntia) - Fui testemunha! Testemunha! Você sabe o que é isso, Célia? (gritando) TESTEMUNHA! (Célia) - Oh, Deus! Testemunha de quê? De quê? (Cíntia) - Um assassinato! (Célia, levando as mãos à boca) - Santíssimo Pai! Eu não posso acreditar...
Continua no próximo capítulo... |
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