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Capítulo 9 |
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No dia seguinte, todos acordaram cedo na casa dos Diniz. Roberto e Renata foram para o trabalho, Michele para o colégio e Edu para a faculdade. Ao terminar sua aula, Edu pensou em passar na casa de Ana Paula, mas como não queria fazer pressão, desistiu e preferiu esperar a moça telefonar. Chegou em casa e cumprimentou a empregada doméstica: -Olá, Luana! -Olá, Edu, digo, senhor Eduardo! – cumprimentou ela. -Senhor? – riu Edu – Não me chame de senhor que eu me sinto velho... -Aconteceu alguma coisa? – perguntou a moça, notando a expressão triste do rapaz. -Não... só um desentendimento com minha namorada, a Ana Paula. Luana deu um breve sorrisinho e foi para a cozinha. Lá, falou para Maria, a cozinheira: -Maria Juliana! – exclamou ela – Esse homem ainda vai ser meu! – e riu. -Ah, se enxerga Luana! Você é feia pra burro. É gorda, brega e tem esse cabelo duro! – disse a outra. -Ih, olha quem fala. – rebateu Luana – Não sou eu que mais pareço um cavalão corcunda. Ele ainda vai ser meu, o Eduzinho. Disse que se desentendeu com a namorada. As duas empregadas da casa eram as pessoas mais fuxiqueiras que havia. Estavam sempre metendo o nariz nos assuntos dos patrões e tinham uma enorme adoração por falar mal dos outros. Luana era apaixonada por Edu, e nunca gostou de nenhuma de suas namoradas. Débora tentava acordar Bia, que dormia profundamente. -Acorda, Bia! Já são duas da tarde. Bia entreabriu os olhos: -Ahn? -Beatriz, que horas você chegou aqui ontem? – perguntou Débora, severamente. -Ai, Déb. – resmungou Bia – Você fala como se fosse a Cristina. -Mamãe também está dormindo! – disse Débora, triste – Deve ter chegado tarde também. É ela que te dá esses exemplos! -Cala boca, Débora! – disse Bia, esfregando os olhos – Você é patética! -Eu já fui na faculdade e voltei! – disse Débora, ignorando a irmã – Vi o Edu lá. Pena que ele não é da minha turma... -Não quero saber! – disse Bia, que fungava muito. Seu nariz estava vermelho. -Você está estranha! – comentou Débora – Não sei o que está havendo, mas é bom se cuidar. Bia fez cara de tédio.
-Que bom, meu filho! – disse Renata, no almoço, quando Edu contou que se reconciliou com Ana Paula – Não disse? Ela só estava um pouquinho nervosa. E bom você ter me contado que ela é paisagista... Estava mesmo precisando de uma. Pode me dar o número dela? -Claro, mãe. – disse Edu, que já estava mais alegre – Vou falar com ela também! -Edu – falou Roberto, pela primeira vez na refeição – Tem certeza que a Ana Paula é a mulher certa? Edu fez cara de quem não entendeu a pergunta. -Quero dizer... hum... faz pouco tempo que vocês se conhecem e... -Pai! Pare de falar como se eu estivesse preparando meu casamento. Nós apenas nos acertamos! – falou Edu – Mas eu tenho, sim, certeza que ela é a mulher ideal. Nunca gostei tanto assim de alguém! -Hum... Que bom! – disse Roberto, atordoado, continuando a comer. Edu olhou para o pai, estranhando. -Em breve... – disse Ana Paula, para sua rosa vermelha, que estava em suas mãos – Em breve aquele jardim terá o tratamento que precisa...
Continua na próxima semana . . . |