TV ANTENA
 

 

CAPÍTULO 9

 NOVELA DE VITOR ZUCOLOTTI

Ainda de noite na cidade de Antônio de Freitas uma forte chuva começa a cair sobre a região. Giovanni acaba de ser despejado de sua casa, não tem para onde ir a chuva o molha cada vez mais.

Giovanni: O meu Deus! O que foi que eu fiz para merecer isso? Definitivamente, esse não é meu dia de sorte.

Giovanni começa a rondar pela cidade, procura ajuda, mas será difícil encontrar, afinal está de madrugada e todos dormem. Todos os bares já fecharam e o temporal mais forte fica. Um raio faz com que uma arvore se parta amo meio do ao lado de Giovanni, que decide se proteger debaixo da marquise. Ele não agüenta e desmaia ali mesmo. Giovanni, caído debaixo da marquise do Bar Revolução.

Logo de manhã Dora mal acordou e já foi folhear suas tão secretas revistas. Letícia sobe correndo as escadas do bar.

Letícia abre a porta sem bater: Dona Dora você não sabe o que aconteceu.

Dora num reflexo quase paranormal joga as publicações debaixo da cama: Não, não sei! Mas eu sei o que eu vou fazer com você! Quer me matar sua loca.

Letícia: Não! Parou por ai! O que aconteceu é muito sério.

Dora: Então cospe para fora, logo! Porque você não fala, incopetente não fala cospe!

Letícia: O seu Giovanni, tá lá em embaixo na calçada do bar.

Dora: Aquele vagabundo! Mas ele vai ver só!

Letícia: Dona Dora, eu acho que ele tá morto! Tá todo molhado e não moveu uma palha quando eu mexi nele.

Dora: Mais essa agora que me faltava! Obrigada tá Deus!

Dora e Letícia vão descendo as escadas até chegar a porta do estabelecimento.

Dora sem nem Ter olhado o pobre: O seu vagabundo! Pode acordando! Minha calçada não é lugar de bebum...

Giovanni não se move. Dora olha para Letícia.

Dora: O que a gente faz?

Giovanni desperta, porém está fraco e não consegue se mover: O Dona Dora, me ajuda! Por favor! Faço tudo que a senhora quiser. Fui despejado de casa, não tinha como pagar o aluguel, não é a toa que não pagava a senhora. Por favor me ajude e esqueça aquela baboseira de que lhe falei.

Dora olha mais uma vez para Letícia.

Letícia responde. Entendeu a pergunta: Acho que devemos ajuda-lo, é um ser humano, isso não se pode negar.

Dora: Tudo bem Giovanni, nós vamos te ajudar.

Giovanni leva a mão até o rosto de Dora numa caricia: Muito obrigado.

Dora fica mais preocupada ainda: Meu Deus! Temos de chamar um médico, Letícia! Ele está ardendo em febre.

Em casa Edgar já tem suas malas prontas para poder fazer a viagem. Lúcia está acorda assustada depois de um pesadelo.

Edgar: O que houve filha?

Lúcia ofegante: Nada! Nada, papai! Foi apenas um sonho! Desculpe se lhe assustei.

Edgar: Com que sonho?

Lúcia: Sonhei que você não era meu pai. Vê, deu para vir isso em meus sonhos agora...

Edgar se aproxima da janela da filha e como se estivesse olhando para algo pensa: Meu Deus! Será que ela descobriu.

Depois de algumas horas as coisas de Edgar já estão prontas e ele acaba de pegar um táxi para ir ao aeroporto.

Lúcia no telefone: Milena? Aqui é a Lúcia! Tudo bem? Que tal você dar uma passada aqui em casa! Estou sozinha, papai viajou, bem que podia-mos fazer uma bagunça.

Fernando sai da faculdade e Fernanda o espera com um carro esportivo maravilhoso.

Fernanda chamando Fernando: Fê! Vem cá!

Fernando pasma e todos olham para ele: Eu? Claro!

Fernanda: Entrar ai! Que tal uma carona.

Fernando admira o carro: Num carango como esse e com uma motorista de peito, assim, pode crer!

Fernanda dá um selinho em Fernando que fica desconcertado: O que foi?

Fernando: É que você me beijou.

Fernanda: Eu não te beijei! Foi só um beijo de amigo, oras! O que tem isso?

Fernando: Nada, se quiser também te dou um, agora!

Fernanda dá partida e liga o som alto.

No aeroporto Edgar ainda pensa no que a filha sonhou.

Edgar está pensativo e entra no avião: Será que isso é algum sinal? Será que a mãe da Lúcia quer que ela saiba a verdade? Mas, não! A Amanda não faria isso comigo, é claro que não!

A escada de embarque é retirada e o avião é ligado. Porém, a algo de errado em uma das turbinas. O avião decola, uma série de crianças do primário vêem pela primeira vez uma avião de perto e ainda por cima, voando. Depois de atingir uma altura, relativamente alta a turbina esquerda do avião explode, depois a cabide do piloto e o avião por inteiro se despedaça no ar.

Na casa Lúcia e Milena conversam.

Lúcia: Engraçado, Milena! Hoje eu sonhei que meu pai não era meu pai.

Milena: Como assim? Se é seu pai é seu pai!

Lúcia: Sei lá! Eu só sei que sonhei com isso, e foi tão real.

A televisão interrompe a programação é dá uma notícia urgente.

 

 
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