TV ANTENA
 

 

CAPÍTULO 11

 NOVELA DE VITOR ZUCOLOTTI

 

Antônio está andando pela cidade, reflete um modo de poder tirar Daniele de seu caminho. Ele não percebe mas já chegou a parte pobre da cidade onde se concentra um grande número de marginais fazendo contraste com as pessoas de bem.

Antônio: Puta merda, olha onde eu vim parar!

Adalto sai de trás de uma arvore: Por que? Não gosta do lugar, não?

Antônio se assusta: Que me matar cara! Não me assusta assim não.

Adalto: Demorou para me encontrar, hein. Claro, sempre foi assim, até na escola era assim.

Antônio: É, mas deixa o passado de lado, agora eu estou precisando de um favor seu.

Adalto: Manda!

Daniele toma banho enquanto Betânia lava a roupa.

Betânia: E você falou com ele?

Daniele se enrolando na toalha: Fui até lá e falei, ele queria que eu tirasse, mas sabe que isso não vai acontecer.

Betânia: E o que você vai fazer?

Daniele: Pedir para ele registrar é que não, porém quero que ele me dê pelo menos uma grana para ajudar na criação, agora se em todo o caso ele não quiser ajudar, ponho a boca no mundo.

Betânia: Faz bem Dani. Muito bem!

Daniele abraça Betânia.

Daniele: Eu Tô com medo do que ele pode querer fazer comigo.

Betânia acaricia a amiga: Não fique assim, estamos juntas, esqueceu?

Daniele olha Betânia, as duas vão se aproximando, até formar um beijo.

No centro da cidade o ônibus chega e para em frente ao Bar Revolução, várias pessoas descem dele inclusive Tadeu.

Dora: Ué! Aquele garoto eu não conheço, será que é novo aqui?

Letícia: Com certeza, conheço todos os garotos daqui e nunca vi esse... esse homem, né? Porque de garoto não tem nada, parece um galã de novelas.

Dora: Meu Deus será que ele é um galã de novelas?

Letícia: Não sei, não! Só sei que ele está vindo para cá.

Tadeu entra no Bar.

Dora: Pois não galã... quer dizer rapaz.

Tadeu: Você sabe onde fica a casa da Elza?

Letícia: A mãe do Fernando?

Dora: Cala a boca Letícia, por que é eu quem tá atendendo o rapaz! A mãe do Fernando?

Tadeu: É! A mãe do meu primo, na verdade ela é minha tia.

Dora: Então você é primo daquele doido... quer dizer do Fernando! Que bom te Ter aqui, quem sabe ele não lhe traz aqui? Uma vez outra, quer dizer, sempre ele vem cá tomar uma cerveja com os colegas da faculdade. Quem diria que aquele traste... digo, o Fernando poderia Ter um primo, tão... tão...

Letícia no ouvido de Dora: Gostoso.

Dora: Gostoso!

Tadeu se assusta: Caramba obrigado!

Dora dá um tapa em Letícia: Sua anta, como me põe para falar um treco desses! Eu quis dizer tão...

Letícia: É gostoso, mesmo!

Dora: Letícia!

Letícia: Desculpa sabe, mas é que você é muito bonito, não tem como não notar!

Dora: O garota olha como trata as visitas.

Tadeu: Poxa gente obrigado! As senhoras também são bonitas.

Letícia: Senhorita, por favor!

Dora dá um cutuco em Letícia: Que mané senhorita! Você tá mais é para lesma de padaria.

Tadeu: Então eu vou indo! Até mais.

Dora e Letícia falam se derretendo no balcão: Até! E volta logo, hein!

Tadeu olha para trás e manda um beijo para Letícia que dá um longo suspiro.

Num cômodo vazio onde só se vê uma mesa Antônio e Adalto conversam sobre o que fazer.

Adalto: Você quer dá um fim definitivo a sirigaita?

Antônio: Quero! Quero que ela vá para o inferno!

Adalto: Fazer ela ir para i inferno eu não sei, mas que posso matar ela, isso eu posso. Cadê a grana, ou melhor quantos vai me pagar?

Antônio: Mil está bom?

Adalto ri: Mil para matar uma mulher? Você tá louco! Vinte mil e não se fala mais.

Antônio: Vinte e mil?

Adalto: Deixa de ser malandro! Todo mundo sabe que você só casou com a Elza para sugar a grana dela.

 
 
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