| TV ANTENA | ||
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CAPÍTULO 1 |
NOVELA DE PEDRO GARCIA |
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CENA 1 Quarto escuro.
Fernando está totalmente inquieto em sua cama, pois não consegue dormir,
por causa das marteladas e do barulho da construção ao lado de sua casa.
Ele se levanta, irritado.
FERNANDO (saindo do quarto): Ah, mas é hoje que eu mato alguém! CENA 2 Sala da casa de Fernando. Elza, lê um jornal, sentada no sofá. Fernando entra, irritado. FERNANDO: Mãe, cadê o facão? ELZA: Pra quê, filho? FERNANDO: Pra matar aqueles malditos pedreiros! ELZA: Ah, bom! Lá no armário da cozinha! Fernando entra na cozinha. Depois de alguns segundos, volta e vai saindo da casa, com o facão na mão. FERNANDO: Obrigado, mãe! Fernando sai. ELZA: De nada, filho! E boa matança!...O quê?! CENA 3 Construção de uma casa. Vários pedreiros estão trabalhando. Fernando chega irritado. FERNANDO: Parem de martelar essa droga, senão eu meto o facão em cada um de vocês!! Ouve-se uma voz feminina. Uma voz doce. A voz de Fernanda. FERNANDA: Posso ajuda-lo em alguma coisa? Fernando olha para lado e vê o lindo rosto de Fernanda. Seus olhos brilham de encanto. Ele nem consegue falar. FERNANDA: Posso ajuda-lo em alguma coisa? FERNANDO (babando): Hã... FERNANDA: Você está bem? FERNANDO: Você nem imagina quanto! FERNANDA: O que disse? FERNANDO (limpando a baba do queixo): Não, não, nada! FERNANDA: Você mora nessa casa? FERNANDO: Sim, sim! Moro! FERNANDA (estendendo a mão): Fernanda Campos! FERNANDO (estendendo a mão que segura o facão): Fernando Lima! Fernanda olha para Fernando como se perguntasse o que fazer. FERNANDO (se dando conta do facão): Ah, desculpa... Fernando toca o facão para trás. FERNANDO (apertando a mão de Fernanda): Fernando Lima! FERNANDA: Fernando, é? Que coincidência! FERNANDO (com jeito de abobado): É...É... FERNANDA: Então você mora aqui? Que legal! Seremos vizinhos então! Eu vou morar nessa casa que estão construindo! FERNANDO (animado): Você vai morar aqui?! MAS QUE ÓTIMO!! FERNANDA: O quê? FERNANDO: Digo...Que legal! Então seremos vizinhos! Er...Você vai se mudar dentro de quanto tempo? FERNANDA: Acho que mês que vem! Ou no outro! FERNANDO (desanimado): Só mês que vem? FERNANDA: Sim, por quê? FERNANDO: Nada... FERNANDA: Está gostando da casa? FERNANDO: Como se interessasse... FERNANDO: Que foi? FERNANDO: Nada, nada! Eu digo, sim, está ficando muito bonita! FERNANDA: Gostaria de conhecer por dentro? FERNANDO:...Com você? FERNANDA: Sim, quero te mostrar o que já está pronto! FERNANDO: Com certeza! Vamos! FERNANDA: Vamos! Fernanda sai e Fernando a segue. CENA 4 Cozinha da casa de Fernando. Antônio e Daniele se beijam e abraçam. ANTÔNIO: Ai, Daniele... DANIELE: Ai, Toninho... ANTÔNIO: Ai, Daniele!! DANIELE: Ai, Toninho!! ANTÔNIO: Ai, Daniele! Você a cada dia fica mais gostosa! DANIELE: Ai, Toninho! Você a cada dia fica mais... Ouve-se passos perto da cozinha. Antônio e Daniele se "desgrudam" rapidamente. Elza entra, com envelopes na mão. ANTÔNIO (fingindo): Entendeu, Daniele? Lave melhor as minhas roupas, elas estão vindo com um cheiro nada agradável! DANIELE: Sim, senhor! Daniele pisca para Antônio, e ele pisca para ela. ELZA: Isso mesmo, Daniele! Aliás, o que você está fazendo aqui? O quarto do Fernando está imundo! Vai trabalhar, vai! DANIELE: Sim, senhora! Daniele sai. ELZA (entregando dois envelopes para Antônio): Chegou o correio, querido! ANTÔNIO: Obrigado, querida! Antônio olha um envelope. ANTÔNIO: Ih, mais uma carta da minha mãe! Ai, que mala! Antônio bota a carta no lixo e pega a outra. ANTÔNIO:...Alexandre Pereira Júnior? ELZA: Quem é? ANTÔNIO: Não sei! Mas sabe que esse nome não me é estranho... Antônio abre o envelope e começa a ler a carta. Lê um pouco e se assusta. ANTÔNIO (assustado): Ah, meu Deus!! ELZA: Que foi? ANTÔNIO: Esse cara, esse tal de Alexandre, é um antigo amigo do meu pai! ELZA: E daí? ANTÔNIO: E daí que ele tá cobrando uma dívida antiga enorme do pai! ELZA (pegando a carta da mão de Antônio): Deixa eu ver...Meu Deus, Antônio! Mas a gente não tem como pagar isso! Como é que a gente vai fazer? ANTÔNIO: Elza, eu acho que...eu acho que a gente vai ter que...dar a casa!
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