Capítulo 41

 

(Diretor) (para o policial): - Chamem o Exército, a Aeronáutica... seja lá o que for, mas chamem senão não vamos ter pedra sobre pedra.

 

            Do alto, o pátio da prisão está como um formigueiro. Cheio de gente lutando e tentando sobreviver.

 

            Pedro está almoçando. Está de cara feia. Rodrigo o observa. Pedro não dá bola e continua comendo.

 

(Rodrigo): - Tá bom!!! Vai continuar de cara feia??

 

(Pedro): - Estou contente como uma serpente. Tennho motivo pra está aborrecido? Claro que não. Dois caras armados chegam aqui, ameaçam entregar minha cabeça para o chefão, tenho que dar toda minha economia pra eles... tudo normal. Acontece no dia-a-dia. É normal.

 

(Rodrigo): - Já disse que vou te pagar.

 

(Pedro): - Não estou falando disso. O susto que passei aqui foi fenomenal.

 

            Na prisão, vários presos correm para todos os lados. A polícia começa invadir a prisão. Os bombeiros vão logo atrás na tentativa de apagar o incêndio. 22 por 2 se esconde perto de Ronaldo e Caixa-preta.

 

(22 por 2): - Caixa, matei o Bafão.

 

(Caixa-preta): - O que?

 

(Ronaldo): - Ele tinha me pedido pra matar vocês ddois.

 

            Uma bomba explode perto deles e eles saem correndo. Na mansão Feltre, Verônica e Andréia estão sentadas quando Sávio chega correndo.

 

(Verônica): - O que foi, Sávio?

 

(Sávio) (nervoso): - Ocorreu algo excepcional.

 

(Andréia): - Fala logo, tio.

 

(Sávio): - A prisão onde está o Ronaldo... tá coomo naquele filme Pearl Harbour. Pura guerra. Não pára de passar na televisão. Temos que ir correndo para lá.

 

            No hotel de Cláudio...

 

(Cláudio) (assistindo Tv): - Ronaldo deve estar entrando em curto-circuito. Bem-feito. Otário. Tomara que morra naquela guerra aí eu  fico logo com tudo.

 

            Ele começa a rir. Jandir está deitado. Maria está assistindo a rebelião no presídio pela Tv.

 

(Maria): - Amor, o negócio na prisão tá feio.

 

            Jandir se levanta sem responder a Maria. Ele se arruma e ela fica só vendo sem falar nada.

 

(Maria): - Onde vai?

 

(Jandir): - Vou sair.

 

            Jandir vai para a garagem. Maria observa e pega sua bolsa.

 

(Maria): - O que essa safado estará arrumando? AAh, eu vou descobrir.

 

            Jandir tira o carro da garagem, sai e pára na esquina um pouco distante onde um amigo dele o pára. Maria continua olhando. Nisso, um táxi passa. Ela faz sinal, o táxi pára e ela entra.

 

(Maria): - Siga aquele carro que está parado na esquina.

 

            Jandir prossegue  e Maria vai atrás.

Verônica, Andréia e Sávio estão saindo de carro quando Hellen chega. Ela vai até eles.

 

(Hellen) (aflita): - Estão sabendo da rebelião?

 

(Verônica): - Sim, minha filha. Estamos indo pra láá. Entre no carro, vamos.

 

(Hellen) (entrando no carro): - Eu vim aqui justamente pra saber se tinham notícia do Ronaldo. Aquilo lá está em pé de guerra.

 

            Na prisão, os policiais começam a controlar a rebelião. Ronaldo e outros detentos são levados para as celas e trancados.

 

(Ronaldo): - Parece que acabou...

 

(22 por 2): - Nunca vi coisa igual.

 

(Caixa-preta): - Minha irmã deve estar quase enfartanddo.

 

(Ronaldo): - Ih, cara. O pior é isso. O pessoal láá de casa deve estar preocupados. Devem vir tudo pra cá.

 

            Na mansão Feltre, o telefone toca e Nair, a cozinheira vai atender.

 

(Nair): - Ninguém atende esse telefone não? Serrá que foi todo mundo pra prisão? (atende o telefone) Sim?

 

(Júlio): - Nair? É o Júlio.

 

(Nair) (surpresa): - Júlio, meu filho. Há quanto tempo. Aconteceu uma tragédia. Está tendo uma rebelião horrível na prisão onde seu pai está. Tua mãe mais sua irmã e seu tio foram correndo pra lá pra saber do patrão. Acabaram de sair.

 

(Júlio) (surpreso): - Sério? Coitado dele. Tem notícia de quando começa o julgamento dele?

 

(Nair): - Pelo que andei escutando é daqui a 4 meses, seu Júlio.

 

(Júlio): - Sabe se a polícia ainda está atrás dee mim?

 

(Nair): - Eles desistiram de te procurar, Júlioo.  Acho que deixaram a culpa cair toda sobre seu pai.

 

(Júlio): - Não, Nair. Ele é o único culpado. Fuggi pra não me prenderem por um crime que sei que não cometi. Bem, depois eu ligo de novo pra saber do meu pai. Tchau, Nair.

 

(Nair): - Tchau e cuidado aí no estrangeiro, heein.

 

            Enquanto isso, Jandir pára o carro no restaurante Narten e entra. Regina o vê e corre até ele.

 

(Regina): - Que bom ver você, meu amor.

 

(Jandir): - Estava morrendo de saudades.

 

            Maria chega, paga o taxista e sai do carro.

 

(Maria) (pensando): - O que ele estará fazendo aqui?

 

            Ela entra. O restaurante está cheio de gente. Ela vai olhando até que chega num corredor. Ela entra no corredor e vê a porta do almoxarifado aberta. Ela entra e toma um susto. Ela pega Jandir e Regina transando.

 

(Maria) (gritando desesperada): - O que significa isso???

 

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