Capítulo 38

 

 

(Rodrigo): - Eu gostei de você. Você realmente está precisando de ajuda. Você... você quer ir morar comigo?

 

(Pedro) (surpreso): - Como?!

 

            Isabel entra na sala de Ronaldo e Cláudio rapidamente tira os pés da mesa.

 

(Isabel): - Ainda aqui?

 

(Cláudio): - É. Passei para pegar uns papéis. O Ronaldo vai ser transferido para a prisão em 4 dias.

 

(Isabel): - É, eu sei. Quem mandou fazer essas besteiras todas, não é? Agora ele que agüente.

 

(Cláudio): - Telmo deve estar contente onde quer que esteja.

 

(Isabel): - Ainda não. Tem gente que ainda está impune, mas o tempo trará a tona.

 

(Cláudio) (desconfiado): - Do que você sabe?

 

(Isabel): - Nada... nada. Só acho que o Ronaldo não está sozinho atrás dessas mortes.  E o pior de tudo é que ele jogou a culpa no próprio filho, coitado. O rapaz agora deve estar enfurnado em algum lugar do mundo.

 

            Na rua do botequim.

 

(Pedro): - É muita gentileza sua, mas... não posso aceitar. Como vou morar com um...

 

(Rodrigo): - Vai vir com preconceitos agora?

 

(Pedro): - Claro que não. Mas não tenho nada a oferecer, Rodrigo. Vou morar de favor na sua casa e... acabei de te conhecer. Não, não.

 

(Rodrigo): - Seremos muito amigos.

 

(Pedro): - Mas não vou transar com...

 

(Rodrigo): - Deixa de tolices, cara. Não quero que transe com outros caras, com mulheres e muito menos comigo. Só que encontrei em você um cara legal, que não merece estar jogado as traças como está. Por favor... venha morar comigo.

 

(Pedro): - Está bem. Aceito.

 

            E na casa dele... Casa de dois andares, com 3 quartos, 2 banheiros, um sala ampla e uma cozinha.

 

(Pedro) (observando a casa): - Poxa, nada mal, hein? É sua mesmo?

(Rodrigo): - É. Paguei com minha poupança do banco, tá bom? (rindo) Poupança do banco.

 

(Pedro) (rindo) / (fica sério): - E seu pai? Onde está?

 

(Rodrigo): - Morreu há 8 meses. Enfarte. Bem... você é um tanto alto, acho que algumas de minhas roupas deve dar em você. Vá tomar banho.

 

(Pedro): - Está bem.

 

            Pedro, ainda meio desconfiado de Rodrigo, vai para o banheiro. Tira as roupas e começa a tomar banho.  No restaurante...

 

(Regina): - E então? Gostou da comida?

 

(Jandir): - Muito boa. Sinceramente... adoraria comer aqui novamente.  Além da comida, sua presença aqui é essencial.

 

(Regina): - Ah, senhor. Muito obrigada.

 

            Jandir se levanta e dá um beijo na boca de Regina.

 

(Regina): - Que isso, senhor?

 

(Jandir): - Não me chame mais de senhor. Isso... é um presente meu para você.

 

            No dia seguinte... Mansão Feltre, jardim da mansão, estão todos tomando café ao ar livre.

 

(Verônica): - Você vai ver o Ronaldo, Sávio?

 

(Sávio): - Vou daqui a pouco. Quero vê-lo antes de ser transferido para a prisão.

 

(Andréia): - Já sabe que o Cláudio vai ser o novo diretor geral da Móveis Feltre?

 

(Sávio): - Sim, já sabia. E sinceramente achei ridículo da parte do meu irmão. Será que o Cláudio vai conseguir manter a fábrica?

 

(Verônica): - Tenho certeza absoluta que ele vai conseguir.

 

            10 DIAS DEPOIS... No cartório.

 

(Cláudio): - Estou em pleno acordo em assinar o divórcio.

 

(Maria): - Eu também.

 

(Funcionário): - Então, queiram assinar aqui, e vocês não estarão mais ligados matrimonialmente pela justiça.

 

            Os dois assinam.  Na prisão, Ronaldo está falando com o advogado de defesa dele, o senhor Henrique Oliveira.

 

(Henrique): - Seu julgamento está marcado para daqui a 4 meses.

 

(Ronaldo) (irritado): - 4 meses?! Mais 4 meses dentro dessa jjoça? É o fim do mundo.

 

(Henrique): - Foi o máximo que consegui arrumar. Vai ser levado a júri popular, senhor Feltre. Temos agora que conseguir as testemunhas.

 

(Ronaldo): - O senhor precisa saber que o culpado é meu filho, Júlio. Ele matou o detetive Moreira.

 

(Henrique): - Senhor Feltre. Está sendo levado a julgamento pela morte de Adriano Nirbetton e pelo assassinato do Detetive Moreira. Temos que achar o  seu filho... de uma maneira ou de outra.

 

            Hellen está com Sávio no carro, indo para  o shopping.

(Hellen): - Estou com medo, Sávio.

 

(Sávio): - Mas medo do que, meu amor?

 

(Hellen): - Do Júlio aparecer do nada. Ele vai ficar muito zangado. Será que ele acredita que estamos apaixonados?

 

(Sávio): - Ele sabe, Hellen. E mais: ele não poderá vir para o Brasil até provarem que o Ronaldo é culpado. Senão... quem leva a culpa é o Júlio, entendeu? Deixa ele tranqüilo na Suíça e...

 

(Hellen) (corta) (surpresa): - Ele está na Suíça?

 

            Sávio fica olhando para Hellen sem jeito, já que tinha prometido ficar quieto. Pedro está assistindo TV quando tocam a campainha.

 

(Pedro): - Quem é?

 

            De repente, dois caras arrombam a porta. Pedro vai para trás muito assustado e os dois caras apontam um revólver cada para ele.

 

(Homem 1) (nervoso) (apontando a arma para o Pedro): - Cadê o miserável? Onde ele está?

 

            Pedro fica atônito.

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