Capítulo 36

(Ronaldo): - Venho me dizer que está tudo bem, Gustavo? Estou livre?

 

(Gustavo): - Sinto muito, senhor Prado, mas... o senhor está preso.

 

            O policial coloca as algemas em Ronaldo que está sem reação.

 

(Ronaldo): - O que significa isso?

 

(Gustavo): - Está preso, senhor.

 

(Cláudio): - Mas... qual o crime?

 

(Gustavo): - Assassinato de Adriano Nirbetton.

 

            Pedro anda pelas ruas sem rumo, sem saber para onde ir. Está desesperado, pois sua mãe o havia achado e não queria voltar.

 

(Pedro): - Tenho que fugir... tenho que fugir.

 

            De noite, no hotel do Cláudio...

 

(Cláudio): - Meu filho... eu já havia até esquecido e...

 

(Maria) (corta): - Esquecer do seu filho? É  o cúmulo, Cláudio.  

 

(Cláudio): - Você têm é que ficar calada, Maria. Sabe muito bem que não é nenhuma santa. Por sua culpa ele fugiu.

 

(Maria): - Foi melhor ter fugido do que ir morar com um pai desnaturado igual a você.

 

            Na delegacia, Ronaldo está sentado no chão da cela imunda, cheirando a mofo, enquanto outros 4 presos jogam dominó.

 

(Ronaldo) (pensando): - Droga, droga e droga!!! Tenho que fazer com que Isabel cale a boca. Vou pedir ao Cláudio que dê bastante dinheiro a ela ou então... que a mate.

 

            Na mansão Feltre, estão todos jantando.

 

(Andréia): - Coitado do meu pai.

 

(Verônica): - Ele vai ser transferido em 4 dias para o presídio.  E o Júlio nem sabe.

 

(Andréia): - Júlio é o culpado, mãe. Ele matou o detetive Moreira.

 

(Verônica): - Ninguém sabe, filha. Quando seu pai for a julgamento é que saberemos. Enquanto isso, é melhor que o Júlio fique na Suíça mesmo.

 

(Sávio): - Ele vai pensar duas vezes antes de voltar, gente. Vai esperar o julgamento e quando acabar tudo, dependendo do veredicto, Júlio estará de volta ao Brasil. Agora, só não entendo porque a polícia federal não mandou uma carta de extradição.

 

(Verônica): - A polícia... não sabe onde o Júlio está.

 

(Sávio) (surpreso): - Não?

 

(Andréia): - Não, tio. E esperamos que o senhor mantenha isso em sigilo.

 

(Sávio): - Claro... claro. (pensando) Que ótima notícia. Se tiver julgamento, e se o Ronaldo for inocentado, usarei esse recurso e o Júlio não ficará com minha Hellen. Muito bem, Sávio... muito bem.

 

            Pedro continua andando pelas ruas. Ele entra numa rua deserta, onde têm travestis, garotas e garotos de programa. De repente, um sujeito forte, coloca suas mãos no ombro de Pedro.

 

(Sujeito): - Tá afim de um programa?

 

            Pedro olha assustado para o sujeito.

 

 

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