Capitulo 18

(Júlio) (pegando a gola da camisa de Cláudio e sacudindo): - Você sabe que sou inocente. Você viu meu pai matando o cara. Preciso que você o denuncie. Preciso que você o denuncie e não deixe que eu vá à cadeia.

 

            Cláudio fica sem entender nada.

 

(Cláudio) (colocando a mão na barriga para não deixar cair o envelope): - Calma. Calma, seu Júlio. Eu sei que foi seu pai quem matou o senhor.

 

(Júlio) (gritando): - Isso não adianta!!! Você têm que falar com o delegado que foi meu pai quem matou.

 

            Nisso, o delegado chega com 3 policiais mais Ronaldo.

 

(Ronaldo) (apontando para Júlio): - Lá está ele, senhor.

 

            Júlio corre dos policiais. Ele se entranha pelos corredores da empresa e nenhum policial o pega.

 

(Delegado): - Mandem uma ordem de busca. Temos que deter esse assassino.

 

            Júlio sai correndo pelas ruas próximas do prédio. Viaturas atrás de viaturas estão em busca dele.

 

(Júlio) (correndo / pensando): - Tenho certeza que aquele cara vai denunciar meu pai. Ele não vai encobri-lo.

Agora, se ele fizer isso... se encobertar o meu pai pelo assassinato e eu parar atrás das grades... coitado dele. Vai me pagar com juros e correção monetária.

 

            Júlio sai correndo.        

 

Ronaldo chama Cláudio até sua sala.

 

(Cláudio): - Senhor... como pode? Matar o moço...<

 

(Ronaldo) (corta): - Cláudio. É por isso mesmo que eu o chamei. (levantando-se da cadeira e indo até Ronaldo) Estou disposto a te dar tudo... escutou bem, Cláudio? Tudo que você quiser... para não me denunciar a polícia.

 

            Cláudio fica de boca aberta com a proposta.

 

 

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