Capitulo 17

(Ronaldo): - Eu estava na minha sala. Ele veio me visitar porque tínhamos alguns negócios pendentes. Depois ele disse que ia visitar as locações da fábrica. A secretária havia saído por uns instantes e por isso não o viu indo para o interior da fábrica.

            Júlio está escutando a conversa dos dois e não acredita que o pai esteja enganando.  Cláudio entra na sala de Ronaldo.

(Cláudio) (andando de um lado para  o outro): - E agora? O que eu faço? O que a Verônica vai pensar quando descobrir que o marido é um assassino? Ela vai querer ir embora e me deixar logo agora que estou apaixonado por ela. Droga!! Droga!!

            Telmo chega na empresa.

(Telmo): - Isabel... Que desgraça.

 

(Isabel): - Quando eu cheguei o seu Júlio me chammou desesperado. Coitado do seu Moreira.

 

(Telmo): - E como está a investigação?

 

(Isabel): - Parece que foi suicídio. É a primeiraa hipótese que a polícia está dando. Agora a perícia ainda vai vir, e tudo mais.

 

(Telmo): - E foi justo na hora do almoço. Não tiinha ninguém lá, né?

 

(Isabel): - Não. Vou ver como está seu Ronaldo. <

 

            Júlio vai até o pai.

 

(Júlio) (sussurrando no ouvido dele): - O senhor é um ótimo ator.

 

(Ronaldo): - O que você sabe?

 

(Júlio): - Tudo. Eu vi o senhor atirando no caraa.

 

(Ronaldo): - Ah. Ah, não precisa se preocupar não,, que eu te mando um advogado.

 

(Júlio) (não entendendo): - Como assim?

 

(Ronaldo): - A polícia estava na hipótese de suicíídio. Mas como seu nome é o único que aparece, eles estão achando que você é o assassino.

 

(Júlio): - O senhor seria capaz de deixar que euu fosse condenado por uma coisa que não fiz?

 

(Ronaldo): - Claro. É o que você merece. Só me deuu desgostos desde que nasceu.

 

            Ronaldo sai e Júlio não acredita.  Cláudio abre a gaveta do Ronaldo e vê o envelope.

 

(Cláudio) (lendo o envelope): - Importante. Moreira Travassos. Seguradora do Telmo. (pegando o envelope) Deve conter alguma coisa do morto. Vou levar comigo e investigar por conta própria. Se depender da polícia, todo mundo está ferrado.

 

            Cláudio coloca o envelope debaixo da camisa e sai. No corredor, ele encontra Júlio.

 

(Júlio) (pegando a gola da camisa de Cláudio e sacudindo): - Você sabe que sou inocente. Você viu meu pai matando o cara. Preciso que você o denuncie. Preciso que você o denuncie e não deixe que eu vá à cadeia.

 

            Cláudio fica sem entender nada.

 

 

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