
Capítulo 27
Penúltimo Capítulo
É
madrugada. Marta desce até a sala e não encontra Marcelo. Ela vai até a
cozinha que está vazia pois, Carla e Neide já havia ido dormir. Ela escuta a
porta bater e corre até a sala novamente. Encontra Marcelo com roupas de
moletom.
Marta:
Onde esteve e, que roupas são essas?
Marcelo:
Acredita que tive que sair correndo até o continente. Tiveram uma urgência no
escritório e tive que ir até lá. Não te avisei porque estava conversando com
Beatriz. Me molhei todo e me troquei no escritório mesmo.
Marta:
Fiquei preocupada.
Marcelo:
Me desculpe, não vai mais acontecer. E você e Beatriz?
Marta:
Chegamos a um consenso: ela fica, mas não dirige a palavra à mim. Não posso
também obriga-la a sair desta casa que, bem ou mal, também e dela.
Marcelo:
Está certo. O que ela não podia é ficar se metendo na sua vida como estava
fazendo.
Marta:
É verdade. Nossa, estou exausta. Vou tomar um banho e tomar um chá.
Marcelo:
Eu preparo o chá para você. Tome seu banho, deite-se e eu levo chá até sua
cama.
Marta:
Você é um amor.
Marta
sobe as escadas e Marcelo vai até a cozinha. Ele enche uma chaleira com água e
a coloca no fogão. Marcelo espera alguns minutos e sobe as escadas devagar. No
corredor, ele passa pelo quarto de Marta, entra e escuta o barulho do chuveiro.
Ele sai e pára em frente ao quarto de Beatriz. Marcelo abre a porta. Beatriz se
assusta ao vê-lo.
Beatriz
( deitada na cama ): O que você está fazendo aqui?!
Ele
entra e encosta a porta.
Na
cozinha, a chaleira começa a apitar avisando que a água já está fervendo.
Marta
desliga o chuveiro e pega sua toalha. Se seca completamente e veste seu roupão.
Ela se deita na cama e fica pensativa.
Marta:
O que será que aquele maluquinho está aprontando.
Marta
se levanta e sai do quarto. Ao passar pelo quarto de Beatriz ela escuta vozes.
Marta estranha e se aproxima. Beatriz e Marcelo estão em pé discutindo.
Marcelo:
Tirei aquele detetive do nosso caminho.
Beatriz:
Do que você está falando?! Você não pode entrar aqui!
Marcelo:
Eu sei, mas eu precisava te contar isso. Não vou esperar mais.
Beatriz:
Você vai mata-la?
Marcelo:
Esta noite. Sua mãezinha vai te passar toda fortuna dela e nós vamos poder,
finalmente, sair desta ilha nojenta.
Marta
fica chocada e uma lágrima escorre por seu rosto.
Beatriz:
Já sabe como vai fazer?
Marcelo:
Vou tentar ser limpo e rápido.
Beatriz
dá um beijo apaixonado em Marcelo.
Beatriz:
Não deixe que ela sofra. Estarei aqui, esperando você.
Marta
corre para o banheiro do seu quarto e se tranca.
Marcelo
sai do quarto de Beatriz e desce as escadas até a cozinha. Ele desliga o fogo
do fogão, pega uma xícara no armário e o chá. Ele coloca a água na xícara
e o saquinho de chá. Marcelo pára por um instante e começa a vasculhar os armários
e gavetas da cozinha.
No
banheiro, Marta liga o chuveiro novamente e se senta no vaso pensando em como
fugir daquela situação. Ela tenta controlar seu choro de desespero. Anda de um
lado para outro. Olha para os lados e vê a pequena janela que não é possível
passar. Ela abre lentamente a porta e vai até a janela da quarto, mas, também
é impossível, pois é muito alto.
Marta
escuta passos e corre para o banheiro e se tranca.
Marta
( pensando ): Droga, meu Deus! Me ajude.
Marcelo
entra no quarto e bate na porta do banheiro.
Marcelo:
Amor, já trouxe seu chá.
Marcelo
pega a colher e mistura bem o chá.
Na
cozinha o criminoso deixa o pacote de veneno de rato em cima do balcão.
Beatriz
está em seu quarto aflita. Anda de um lado para outro.
Beatriz:
Chegou a hora. Finalmente vou herdar essa fortuna.
No
quarto de Marta, Marcelo bate novamente na porta.
Marcelo:
Querida, seu chá vai esfriar.
Marta
limpa as lágrimas e grita.
Marta(
tentando controlar-se): Já estou saindo!