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Capítulo 06 (Ticiano) (surpreso): - Caramba... quanto tesouro há aqui, meu pai. De quem será tudo isso?
Nisso, um velho, com uma lata num cordão pendurado no pescoço aparece. O nome dele é Silva.
(Silva): - Isso é meu, Ticiano. E ninguém vai tirá-lo de mim. Ninguém. (Ticiano): - Fantasma?!
No hospital...
(Alberto): - E então, Lucas. Vai entrar na paranóia do fantasma também? (Lucas): - Se nunca o tivesse visto diria que foi uma alucinação, mas... eu já o vi outras vezes. (Alberto): - Então tá fora do plano? (Lucas): - Não!! Se é pra ficar milionário, não. Daniel que se prepare, pois não vai ter fantasma que nos impeça de ficar com o Edifício das Cifras.
Enquanto isso...
(Silva): - Seu irmão não está mais confiando em você, não é? (Ticiano): - É, seu Silva. Desde que ficou rico está diferente. (Silva): - Pois vou dar uma amostra a Daniel que aqueles dois estão armando uma cilada pra cima dele. (Ticiano): - E como vai fazer isso? (Silva): - Vamos assustá-los. Só isso. (Ticiano): - Mas... será que estaremos fazendo o correto? (Silva): - Somos fantasmas, meu caro. Se todos acham que aqui é sombrio, vamos fazer disso um lugar sombrio, oras.
Marta e Angélica estão retocando a maquilagem no banheiro.
(Angélica): - Menina, a sala nova da gente está mil vezes melhor que aquele outro edifício. (Marta): - É mesmo. Se a nossa sala é daquele tamanho imagina a do diretor geral.
Nisso puxam a descarga.
(Angélica) (desconfiada): - Viu alguém entrar? (Marta): - Não.
Elas vão olhar e não vêem ninguém. Quando elas voltam para as pias todas elas começam abrir do nada.
(Marta): - Ang... Angélica... (Angélica) (com os cabelos em pé): - Fantasma!!!
As duas saem apavoradas do banheiro e param debaixo da mesa na sala delas. Depois... (Daniel): - Pelo amor de Deus!! Como fantasmas no banheiro? (Marta) (passando um lenço no rosto): - Então como a descarga abriu sozinha e as pias também? (Angélica): - Só falta dizer que foi alucinação coletiva. (Daniel): - Isso mesmo. Foi alucinação de vocês.
As duas não acreditam o que ouviram de Daniel. Dias depois...
Alberto e Lúcio estão atrás de um caminhão na saída do edifício...
(Lúcio): - São quase 6 e meia. (Alberto): - Depois daquela confusão em torno dos fantasmas, todos saem assim que bate 6 e trinta. E Daniel é o último a sair.
Dentro das salas e da redação do jornal, todos começam a guardar suas coisas. O relógio está marcando 18:25.
(Marta): - Já guardou tudo, Angélica? (Angélica): - Claro. Quero ser a primeira a pegar o elevador hoje. Ainda mais agora que até os assessoristas estão dando o fora mais cedo.
Bate 18:30. Correria geral das salas e das redações. Daniel observa tudo. Todos os funcionários correm para os elevadores e muitos descem pelas escadas. Do lado de fora, Alberto e Lúcio observam a multidão saindo as pressas do edifício. Depois, Daniel sai. Ele fica na entrada esperando o carro.
(Alberto): - Olha lá, Lúcio. Ele está na mira? (Lúcio) (mirando a arma): - Está.
Ticiano aparece e observa.
(Alberto): - Agora!!!
Lúcio atira.
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