Novela de Lilian de Abreu

Capítulo 6:

CENA 1 – MANSÃO – EXT/NOITE.
Júlio e Paulo esperam Cláudio do lado de dentro do quintal. Minutos depois Cláudio aparece com uma caixa na mão.
Paulo - Pô cara, você demorou!

Cláudio - Não foi fácil arrumar isso.
Júlio - Estou até com medo de perguntar o que é.
Cláudio – Verão quando entrarmos.
Paulo – Se Clarice nos deixar entrar.
Cláudio toca a porta. Está aberta.

CENA 2- MANSÃO – INT/NOITE.
Cláudio, Paulo e Júlio estão sentados no centro da sala. A caixa está aberta. Um tabuleiro está armado.
Júlio – Que droga é essa?
Cláudio – Jogo de ouvija.
Júlio - Continuo na mesma.
Cláudio – Serve para se comunicar com os mortos.
Júlio – Eu sabia! Vindo de você não devia ser uma boa idéia.
Cláudio - Cale-se! Dêem – me suas mãos.
Júlio – Há! Essa é boa! Ainda quer pegar na minha mão.
Cláudio – Está me desconcentrando...
Cláudio pega na mão de Júlio com raiva. Paulo dá a mão para eles . Eles fecham os olhos.
Cláudio – Clarice! Clarice! Apareça, comunique-se conosco.
Paulo (empolgado) – Meu amor, apareça...
Júlio - Ei cara, pare de alisar minha mão!
Cláudio (irritado) – Assim não vamos conseguir comunicação.
Júlio – Ufa! Não sabe como isso me alivia. J
úlio, Cláudio e Paulo voltam a se concentrar. Passa-se algum tempo, nada acontece.
Paulo – Eu disse, ela não quer me ver.
Cláudio – Não... o negócio não é você...
Cláudio fica pensativo. Cláudio revira os bolsos.
Cláudio – Está faltando o pentagrama...
Paulo – Ficou com a Roberta.
Cláudio guarda o jogo. Eles saem da mansão. Clarice aparece onde o tabuleiro estava armado. Ninguém a vê.

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