![]()
Eu estava casada com o Marcelo há apenas 10 meses. Comecei a trabalhar em uma empresa (Senso) dia 21 de outubro de 1999, para apenas fazer um bico (20 dias), mas acabei sendo registrada e efetivada. No meio do mês de novembro, estava vindo de manhã para o serviço de ônibus, encontrei uma amiga que estava sentada e eu fiquei em pé conversando com ela. Depois de uns trinta minutos, comecei a sentir um mal estar danado, comecei a ficar pálida, minha vista escureceu, e todos no ônibus (gente que eu nem sequer conhecia), perceberam e começaram a me abanar. Essa sensação durou mais ou menos 1 minuto. Desci e fui andando de vagar para o serviço. Achei muito estranho, pois isso nunca havia acontecido comigo, e comecei a ficar preocupada pois o dia da minha última menstruação havia sido dia 21 de outubro, dia em que comecei a trabalhar na Senso. Procurei minha ginecologista, e ela deu 80% de chance de ser gravidez. No momento fiquei super nervosa, preocupada, pois eu ainda estava em tempo de experiência, se fosse positivo, e dependendo da posição do meu diretor eu poderia ser mandada embora. O meu marido adorou quando fomos pegar o resultado e a confirmação! Deu pulos de alegria, pois era a coisa que ele mais desejava (O Marcelo sofreu um acidente gravíssimo de carro (março de 1998) no mesmo ano em que nos casamos (novembro de 1998), ele fraturou a bacia e lesou o uretra, ficou 3 meses em cima de uma cama sem poder colocar os pés no chão, e ele tinha medo de ter ficado estéril por sofrer 2 cirurgias na uretra). Eu comecei a ficar mais feliz ainda ao ver ele feliz. Na primeira semana de Janeiro de 2001 eu contei para o meu Diretor, sabem o que ele disse? Parabéns, tomara que seja uma menina, mas agora volta ao trabalho pois precisa ainda mais dele. Juro que me emocionei com o ato dele tão generoso, nem sequer fez perguntas e coisas do gênero.
Bom, passei a minha gravidez muito bem, consultas mensais, não tive nenhum problema de saúde. Mas eu tinha um medo terrível de que eu pudesse perder o bebê! Acho que na verdade toda a mulher tem medo que isso aconteça. Mas quando completei 4 meses comecei a ficar mais tranqüila, minha obstetra falou que os 3 primeiros meses são os de maior risco, passando isso, é muito difícil! O meu único probleminha era a boca! Isso mesmo, eu comia igual a um leão faminto. Passei acho que 50 % do meu dia comendo. E olha que não era gula, e sim fome. Tanto é que a partir de 4 meses comecei a engordar 4 quilos por mês, fiz dieta mas nada adiantava, a minha obstetra já havia desistido. Quando fui fazer ultra-som, o Má foi comigo, juro que fiquei um pouquinho decepcionada ao saber que era menina (todas as minhas amigas haviam tido menino e eu já estava acostumada, sabe?). O Má, ficou alegre, falou que ia ser a namoradinha dele, ficou babando! Resumindo, a minha gravidez foi maravilhosa, mesmo ao engordar 21Kg, o Marcelo me acompanhou em todas as consultas e pré-natais. Foi comigo à loja "Patinho de Ouro" comprar o enxoval e opinou em tudo. Montamos o quartinho dela tudo cor de rosa! O nome já havia sido escolhido: Stephanie (igualzinho ao da princesa de Mônaco), procurei em um monte de site para ver como era escrito. Havíamos também visitado a maternidade "Hospital e Maternidade Santa Joana" (São Paulo), e nós amamos, é lindo o hospital, é voltado 95% à maternidade, adorei. Trabalhei até os 8 meses, um outro probleminha era a minha dor nas costas, insuportável, acho que era de ficar de manhã até a noite em frente a um microcomputador, digitando o dia inteiro e sentada.
No dia 16 de Julho, festa de aniversário da filhinha (Sarah) de meu pastor, eu estava me sentindo muito cansada. Estava conversando com a Marines (mãe da Sarah), e ela me perguntou como eu estava e quando eu ia voltar ao médico. Falei que iria no dia seguinte, dia 17. E ela brincou comigo: Quer apostar como a sua médica vai te mandar para a maternidade? Você vai ganhar a Stephanie no mesmo dia em que a Sarah nasceu! (porque a festa foi dia 16, mas a Sarah nasceu dia 17). E eu estava torcendo mesmo para que isso acontecesse, eu já não agüentava mais aquele barrigão, a vontade de ver meu bebezinho nos braços era muito grande.
No dia seguinte, fui à médica de manhã com o Marcelo e ela fez exame de toque. Disse que eu estava com 2 dedos de dilatação, mas que não tinha passagem para a neném nascer. Na nossa frente ligou para a Maternidade e agendou uma cesárea para às 7 horas da noite. Voltei para casa, arrumei tudo e as 5:30 horas já estava lá, ansiosa para ter neném. O Marcelo estava nervoso, mas preferiu não assistir, disse que não agüentaria.
A única coisa que senti na hora do parto foi enjôo, de resto foi tudo maravilhoso, a sensação é estranha, quando começam a puxar a neném, não dói, mas é estranho. Chorei quando me mostraram a Stephanie na sala de parto, toda sujinha, chorando, tão indefesa! O Marcelo e a torcida organizada (minha mãe, sogra, sogro, cunhada, irmã, etc.), viram logo em seguida , pois no hospital aparecem os neném em um telão, e o berçário tem suas paredes de vidro, falaram que o Marcelo chorava tanto que escorriam as lágrimas no vidro. Antes de eu ir para a sala de recuperação, a torcida foi me ver rapidamente (porque não pode), e foi aquela choradeira. Emocionante. A gente realmente se sente a pessoa mais amada, querida, feliz, abençoada e importante da face da terra. A Stephanie nasceu bem, sem nenhum probleminha, pesando 3,310Kg e 49,5 cm. Me sinto muito, muito, muito feliz em ser mãe da Stephanie, esposa do Marcelo (que é um maravilhoso marido, esplêndido pai). A Tepha é uma criança maravilhosa: inteligente, feliz, saudável, e que faz de nós uma verdadeira família.
Sinceramente, não tenham medo da hora do parto, vale a pena, é maravilhoso. Só tentem se programar, apesar de ser maravilhoso ser mãe, nós temos que nos privar de muitas coisas por eles. Não é fácil! Mas recompensa.
Ingrid, mãe de Stephanie.