A PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS

       Precisamos nos alimentar bem para termos boa saúde. Isso é o que ouvimos freqüentemente. Mas o que é alimentar-se bem? A princípio é difícil decorar aquelas várias quantidades, cada uma referente a um nutriente diferente. E nutriente, o que é mesmo?

            Para facilitar o entendimento por parte das pessoas do que é ter uma alimentação que preencha as necessidades do nosso organismo, os especialistas em saúde criaram, há muito tempo atrás, a Roda dos Alimentos, que mais tarde foi aperfeiçoada e transformou-se em Pirâmide dos Alimentos. Há mais de um tipo de pirâmide, mas que diferem muito pouco entre si.  

             A Pirâmide dos Alimentos nos dá mais segurança sobre a refeição que oferecemos aos nossos filhos, se ela está correta e se a quantidade que eles estão comendo é suficiente.

            A Pirâmide divide-se em 6 grupos. E iremos nos concentrar nas necessidades das crianças de 2 a 6 anos. Na sua base encontra-se o grupo 1. Esse contém os grãos, ou cereais, as raízes e tubérculos (massas, pães, batata, aipim, arroz, farinhas em geral, bolachas, etc.). Esses alimentos são ricos em carboidratos e nos dão energia para desempenharmos as várias atividades ao longo do dia ( dormir, ler, estudar, praticar esporte, pensar,etc). Em geral, são recomendadas 6 porções de alimentos desse grupo, distribuídos ao longo do dia, sendo que cada porção equivale a, por exemplo: 1 fatia de pão, ½ xícara de arroz ou massa cozidos, 1 batata média, ½ xícara de milho, 1 xícara de cereal matinal, etc. Para as crianças entre 2 e 3 anos essas porções podem ser um pouco menores.

            O 2º andar da pirâmide divide-se em 2 grupos. O grupo 2 e o grupo 3. Esse andar é o responsável pelo maior fornecimento de vitaminas e sais minerais ao nosso organismo. Esses também são chamados de alimentos reguladores. O grupo 2 (grupo dos vegetais folhosos e legumes) deve ser oferecido às crianças numa quantidade de 3 porções ao longo do dia.Um exemplo de porção seria: ½ xícara de cenoura fatiada e cozida, ou ½ xícara de abobrinha crua e picada, 1 xícara de alface, ou 1 xícara de chicória, etc. Como dá para perceber, os vegetais folhosos são servidos em quantidades que variam em torno de 1 xícara. Já os legumes ( do tipo beterraba, pepino, brócolis, cenoura, abóbora, etc) podem ser oferecidos numa quantidade menor, mais ou menos ½ xícara. Para facilitar o consumo por parte das crianças, que em geral não gostam desses alimentos, deve-se oferecê-los na forma de sopas, cremes, bolinhos, pastéis, etc. 

            O grupo 3 é o grupo das frutas. Elas devem ser servidas em 2 a 3 porções ao longo do dia, sendo que 1 porção equivale a uma fruta de tamanho médio do tipo laranja, maçã, pera, bergamota, ou 1 fatia de mamão, melão, ou abacaxi, ou mesmo ¾ de xícara de suco de fruta, por exemplo. A quantidade não tem tanta importância quanto a oportunidade da criança estar experimentando sabores novos e variando a sua alimentação. Qualquer preparação que torne o consumo de frutas mais prazeroso é válida também. Pode-se usar de criatividade e oferecê-las na forma de salada de fruta, cremes, musses, sorvetes, etc.

            No 3º andar da pirâmide, temos os alimentos construtores, devido ao papel que desempenham no nosso corpo. Esse andar divide-se, também, em 2 grupos: o grupo 4 e o 5. O grupo 4 é o grupo do leite e seus derivados ( iogurte e queijo). A criança deve consumir de 2 a 3 porções diárias desses alimentos. Cada porção equivale a 1 copo de leite integral, 2 fatias de queijo, ou 1 pote de iogurte. Nesse caso, assim como nos demais, vale a criatividade, pois esses alimentos podem fazer parte de várias preparações, como pudins, cremes, suflês, etc.

            O grupo 5 é o que abrange as carnes, ovos leguminosas e frutas oleaginosas, como as nozes. As crianças precisam comer de 2 a 3 porções desses alimentos no decorrer do dia, entendendo-se por uma porção o seguinte: 1 pedaço pequeno de carne ( seja ela de gado, porco, peixe, ou galinha), ou 1 ovo, ou 1 concha pequena de feijão ( ou lentilha, ou grão de bico, ou ervilha). As frutas oleaginosas são menos consumidas entre nós, principalmente entre as crianças, porém são ótimas fontes de proteína.

            O 6º grupo, aquele que encontra-se lá no topo da pirâmide e, portanto, o que deve ser consumido em menor quantidade é o grupo das gorduras e açúcar. Como já ingerimos gorduras contidas nos demais grupos, não precisamos acrescentar muito mais gordura à alimentação diária. Porém, não vamos, com isso, tornar monótona a dieta da criançada. É perfeitamente aceitável alguma fritura ao longo da semana, mas que não se torne uma constante. Que seja permitido à criança experimentar outros pratos, outras formas de preparação do mesmo alimento. Não precisamos exagerar na quantidade de margarina, manteiga, ou maionese nos sanduíches, nem acrescentar muito óleo ao processo de cozimento dos alimentos.

            O açúcar também deve ser usado com moderação, sendo válido no sentido de tornar mais apetitoso determinado alimento. Não esqueça que as crianças habituadas desde pequenas com os alimentos in natura não sentem falta do açúcar.

            Assim, a Pirâmide dos Alimentos está completa. Com ela podemos ter  uma visão de como deve ser a distribuição dos alimentos ao longo de um dia, bem como a quantidade aproximada que as crianças necessitam. Com ela podemos afirmar e confirmar aquilo que já ouvimos várias vezes e no fundo sabemos - Quanto mais variada for a alimentação, mais completa e saudável ela será.

Daisy Lopes Del Pino

Hosted by www.Geocities.ws

1