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n.44
ano II - 26/02/2002
(próxima
edição: 05/03/2002)
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E A CARRUAGEM VIROU ABÓBORA!!!
Não
teve choro nem vela, nem uma calcinha de renda amarela bordada com o
nome dela. Inclusive, poucas foram as testemunhas que se deram ao
trabalho de assistir ao enterro da invencibilidade vascaína, que
já durava cento e tantos dias, naquele chiqueiro azul em algum
lugar de São Caetano do Sul. Pois é, a carruagem virou abóbora e
o futebol mais uma vez faz jus ao título de que é um baú de
surpresas ao usar um dos piores times do campeonato pra pregar uma
peça desse porte pra cima da Caravela vascaína. Fazer o quê??
Imediatamente
os recalcados, os invejosos e os inimigos do puro futebol-arte, em
puro êxtase, irão encher o saco querendo saber por onde andaram o
REImário, o Guardião do Futebol Arte, e o Felipe, o Monstro
Sagrado da Canhota de Ouro, que estiveram em campo mas nem viram a
cor da bola. Claro que a alegria desses "felipões da
vida" reside justamente no fato dos craques consagrados não
jogarem nada para que eles, fina flor da mediocridade, possam
descontar a sua inveja em cima do fracasso dos outros, até mesmo
porque eles desconhecem o significado da palavra sucesso.
Mas,
e daí? Terá sido essa medíocre pelada o começo do fim? Afinal, o
VASCO também possui uma fina flor da mulambada "de
respeito" que adora fazer a diferença e comprometer os
resultados. Aliás, não custa nada lembrar que os nossos cabeças
de área/bagre - Donizeti (o Pior do RJ), Jamir e Bóvio - não
estão jogando rigorosamente nada e este ano foram peças totalmente
nulas em todos os jogos que disputaram. Os adversários, que são
medíocres mas não são bobos, estão deitando e rolando entrando
por ali tabelando com uma facilidade angustiante. É numa dessas que
nascem os Alex Mineiros da vida e similares... Mas, pra ser justo,
apenas o Rodrigo Souto, mais uma revelação da Colina, tem atuado
bem naquele setor e merece já uma chance de titular já que os
outros até agora não jogaram 1/10000 do que ele vem jogando. E
olha que ele ainda nem jogou essa bola toda!!!
E
como se não bastassem os cabeças de área/bagre literalmente
batendo cabeça, a nossa zaga também "faz o favor" de
acompanhar o nível dos nossos "seguranças" e vai de mal
a pior. O Géder, aquele que eu em estado puro delirante dizia que
era melhor do que o bravo Odvan - o inigualável Deus do Bico -
parece que está precisando trocar o óleo nas juntas porque a cada
jogo que passa ele dá a impressão de que não consegue mais
articular os movimentos. Sinistro. E o pior é que ele está
começando a pegar a manha do nefasto Nelson Patola, aquele mesmo
que adorava proteger a bola pra receber a falta e não acertava um
passe pra frente.
Mas
o pior mesmo é que o Géder, apesar de toda a sua disposição e
força de vontade, já começa a "contagiar" o jovem João
Carlos, nossa grata revelação do Brasileirão passado, que não
está conseguindo mais se posicionar direito e só tem tomado bolas
nas costas. Ou entre as pernas, como naquele primeiro gol do São
Caetano onde o time azul entrou tabelando como quis por ali e só
não entraram com bola e tudo porque tiveram humildade. Pobre
Hélton...
É
aquela velha história: com o REImário, o Felipe, o Léo Lima (que
vem caindo de produção assustadoramente) e o Euller jogando
1/10000 do que sabem, o VASCO continua sendo o último foco de
resistência do puro futebol-arte e será campeão com um pé nas
costas de todas as competições que disputar. Agora, se estes
"quatro da frente" vacilarem (o que não é a regra, é
verdade, mas volta e meia acontece), pode ter certeza que o VASCO
só não sairá de campo derrotado graças aos milagres de São
Hélton já que, os "quatro de trás", com certeza
vacilarão. Infelizmente.
Mas
a torcida pode ficar tranquila que o VASCO continuará sendo
"mais carruagem do que abóbora" neste campeonato e
dificilmente não nos classificaremos. Aliás, este showcolate (3x0)
veio em boa hora pro time calçar novamente as sandálias da
humildade, botar a cabeça no lugar e correr pro abraço. Até mesmo
porque será muito melhor encarar a flamengada (jogo-chave da outra
semana) vindo de uma vitória simples contra a Portuguesa do que se
viesse tentando sustentar a invencibilidade. Dos males, o menor.
EM
TEMPO: aliás, o jogo que melhor define o que é o time do
VASCO nesta temporada ainda é aquele 3x2 contra o São Paulo. Uma
defesa que entrega fácil quando pressionada e um ataque demolidor
quando o nosso Quarteto Fantástico resolve jogar bola.
EM
TEMPO I: totalmente atrasado, mas tenho que me manifestar
sobre o que o Felipe fez nos 2x1 da suada (pasmem!) classificação
contra o Sergipe pela Copa do Brasil. Coisa de cinema. Aliás, como
bem disse aquele repórter da rádio Tupi: "o jogo de futebol
começou quando o Felipe foi substituído, porque até então era
espetáculo". OK, vá lá que o Sergipe nem é grandes coisas,
longe disso, mas um jogador ganhar sozinho um jogo onde o resto do
time esteve muito mal é qualquer coisa de fantástico. Detalhe:
gripado e jogando debaixo de um temporal!!! Inclusive, não me
lembro de ter visto num jogo recente um jogador que tenha tentando
dar 80 dribles e tenha conseguido concluir os 80!!! Ou melhor,
lembro sim, um VASCO x San Lorenzo em São Januário onde esse mesmo
Felipe tentou e concluiu mais uns 200 dribles!!! Enfim, os amantes
do puro futebol-arte, mais uma vez, agradecem.
EM
TEMPO II: e por falar em temporal, não custa nada falar
da dengue - essa doença causada por esse mosquitinho sem vergonha
que está assolando o Rio de Janeiro. A propósito, você sabe qual
é o tempo médio de vida do mosquito transmissor? Isso mesmo: 30
dias. Aliás, já se passaram mais de 6 gerações de mosquitos que
até agora ainda não viram a flamengada ganhar no RJ e outras 3
gerações ignoram completamente a palavra "vitória" no
dicionário rubro-negro... É realmente impressionante.
EM
TEMPO III: pergunta que não quer calar: por que SEMPRE
que os mexicanos da Nueva Media aparecem aqui no RJ, exatamente no
mesmo dia o Jornal Nacional e os jornalecos impressos - a famigerada
flapress - detonam uma série de denúncias contra o Eurico? Por que
será, hein???
EM
TEMPO IV: mudando para a "bola ao cesto", não
bastasse a Nau do Hélio Rubens continuar singrando firme e forte
rumo ao TRI-Brasileiro, agora também já estamos no caminho do TRI
da Liga Sul-Americana. A primeira fase aconteceu lá no Uruguai e o
VASCO liquidou os três times que apareceram pelo caminho: Gimnasia
y Esgrima (ARG) por 91x81, Provincial Llanquihue (CHI) por
109x59 e Biguá (URU) por 96x80. Mais uma vez, sem alarde da
pseudo-imprensa esportiva brasileira, o "falido e
decadente" basquete vascaíno segue comendo pelas beiradas e
com certeza irá novamente acabar de entupir a nossa já abarrotada
sala de troféus.
EM
TEMPO V: os cães ladram e a CARAVELA passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.turmadafuzarca.com
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V
O L T A R
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