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n.41 ano II - 29/01/2002

(próxima edição: 05/02/2002)

 

/+/ O SENHOR DOS ANÉIS!!!

 

Alguém aí viu o filme A Sociedade do Anel, que é a primeira parte da fantástica trilogia O Senhor dos Anéis, de J.R.R.Tolkien? Não, não se espante caro leitor pois não deixei de falar sobre futebol para começar a falar de cinema; mas é que em se tratando de semana de Seleção (mesmo sendo aquela baba de quiabo felipiniana que reúne a nata da fina flor da mulambada) e após assistir a este belíssimo filme e ao último showcolate vascaíno, não posso deixar da fazer uma analogia com essa birra estúpida que o ardiloso, medíocre e recalcado Felipão (endossada por parte da nossa torcida) possui contra o último e legítimo Guardião do Futebol-Arte: REImário.

 

Pra quem não viu, A Sociedade do Anel conta o início da batalha travada pelo bem contra o mal na tentativa de destruir o Um Anel criado pelo maligno Sauron, rei de Mordor. Com esse Anel - o mais poderoso dos anéis criados em uma era passada para evitar a decadência da Terra Média - Sauron quer dominar todos os povos do universo. E após Sauron ser derrotado por um rei humano, o Um Anel fica perdido durante anos até ser encontrado pelo hobbit Bilbo Bolseiro, que em seu 111º (?!?!?) aniversário o dá para o jovem Frodo, que assume a responsabilidade de destruí-lo e evitar a volta do Anel para as mãos de Sauron. Frodo se une a um grupo de elfos, anões e humanos - a ''sociedade'' -, que o auxilia em sua luta para chegar ao vale onde o Anel foi concebido e onde deverá ser destruído.

 

Ok, mas o que isso tem a ver com o futebol? Pois bem, fazendo uma analogia podemos ver que o "Um Anel do futebol brasileiro" foi criado logo após a conquista do tetra-campeonato mundial nos EUA, quando a Terra Brasilis finalmente atingia o ápice no mundo da bola e dominava o cenário mundial após um longo período de estiagem onde os nossos "treineiros" resolveram abandonar de vez o nosso estilo clássico de puro futebol-arte para dar início à era do futebol-força. É óbvio que o título só veio porque um certo Baixinho, o último Guardião do Futebol-Arte, por pressão popular se intrometeu no meio do "futebol-força", ajudou a levantar o caneco e assim parecia ser ele o novo líder de uma nova era onde só jogaria quem soubesse fazer pelo menos 3 embaixadinhas, não chutasse de canela e não errasse passes de 1 metro. Mas o soturno Luxemburro e o maligno Zé "Forrest Gump" Gagallllo, após pegar carona na aba dos outros e colocar mais um título internacional de graça na sua carreira, re-assumiria o poder e expulsaria o Baixinho do cenário canarinho, mesmo com toda a pressão da torcida que sabia que o Baixinho era o líder natural da nova era e o comandante de novos showcolates.

 

Acuado, lá se foi o Baixinho para o ostracismo da Várzea rubro-negra e o "Um Anel do futebol brasileiro" acabaria sumindo do mapa, assim como sumiu a Taça Jules Rimet, até mesmo porque a sede da CBF é uma tremenda zona. O futebol brasileiro então virou saco de pancada internacional, tomando sacodes de seleções que não ganham nem dos piores times que frequentam os campinhos do Aterro do Flamengo, e o povo brasileiro perdeu de vez a esperança em ver a camisa amarela de novo ditando as regras do futebol mundial. O futebol-arte, a alegria do povo, mais uma vez estava enterrado pra dar lugar ao futebol-de-resultado que, diga-se de passagem, só ganhou sacode.

 

Mas já dizia o poeta que "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Pois é, pra felicidade geral da nação o REImário acabou achando o "Um Anel do futebol brasileiro", voltou para a Colina sagrada onde aprendeu a jogar futebol, conquistou títulos importantes, fez gol como nunca, botou um sorriso largo na cara da nação cruz-maltina e agora se prepara para fechar o ciclo e encerrar de vez a era de humilhações e vexames por qual passa o futebol brasileiro. Para isso, tal como no filme, basta ele voltar pra onde foi criado o anel e destruí-lo; ou seja, na conquista de uma nova Copa do Mundo, após a volta olímpica.

 

Claro que o ardiloso Felipão, ardoroso defensor do futebol-canelada e atual comandante do futebol na Terra Brasilis, também está de olho no "anel" e tudo fará para dominar o mundo com o seu futebol-de-resultado que, diga-se de passagem, só deu vexame até agora. E ele, orgulhoso que é, tenta de todas as maneiras humilhar o Baixinho para enfraquecer a sua auto-estima e assim tentar roubar-lhe o "anel" para, aí sim, dar início a uma Era ainda mais medonha e bizarra onde a fina-flor da mulambada comandada pelos inomináveis Tinga, Eduardo Costa, Cris, Dida, Belletti e Washington ditará as regras no futebol mundial. Se os amantes do futebol-arte acham que o futebol como nós o conhecemos chegou ao fim, esperem até o Felipão colocar as mãos no "anel"!!!

 

O Brasil e o mundo só tem uma chance: levar REImário à Copa do Mundo para que Ele, junto com a sua "sociedade de baixinhos", faturem o título, dêem a volta olímpica e destruam o "anel". Dessa maneira, mesmo com o Felipão também sendo parte integrante da conquista, o ardiloso comandante não conseguirá tomar o poder pois o brilho e o poder da conquista estarão de fato e de direito com o REImário e os seus amigos. E o Baixinho, tão logo destrua o "anel", indicará o seu legítimo sucessor que colocará o Brasil na rota de novas conquistas. E o ardiloso Felipão, aba do Baixinho, se usar a cabeça e conseguir engolir o seu orgulho e o maior centro-avante da história, mesmo sem o poder absoluto nas mãos e a força para implantar a Dinastia Tinga, ainda assim conseguirá emprego pelo resto da sua vida na Terra Brasilis graças ao aval da conquista para ensinar os seus timecos a jogarem feio e a quebrarem os seus adversários. É só ele usar o cérebro (debilitado, é verdade) para perceber que às vezes na vida é melhor ser rabo de tubarão do que cabeça de sardinha.

 

Portanto, se o ardiloso Felipão atropelar o REImário e colocar as mãos no "anel", estará decretado o fim do esporte conhecido como futebol. O Brasil não ganhará mais nada, o povo revoltado acabará por tirá-lo do trono em 6 meses e ele vai acabar sendo exilado para algum vilarejo remoto lá na distante Burkina Faso.

 

REImário, como legítimo Guardião do Futebol-Arte, é a nossa última esperança.

 

EM TEMPO: e o showcolate promovido pelo Baixinho & Cia contra o São Paulo, hein? Virada histórica no Morumbi onde, em apenas 8 minutos, REImário, Euller e Felipe botaram os tricolores no bolso e viraram para 3x2 um jogo que estavam perdendo por 2x0!!! E depois ainda tem gente que não entende porque o VASCO é chamado de "time da virada"!!! Aliás, foi só o Felipão sair do Morumbi arrotando que o "REImário é um jogador igual aos outros", logo após o São Paulo ter feito 2x0, para o Baixinho começar o show, meter dois e lançar bolas com maestria. Como bem disse o grande comentarista Gérson imaginando o "pensamento" do Baixinho: "o Felipão já viu a mulambada que ele queria ver e já foi embora? Então já posso começar a jogar pros amantes do futebol!" É, grande Gérson!!! Aliás, estou com ele e não abro na campanha "Felipão: vai lamber sabão"!!!

 

OBS: o melhor jogo da rodada, com mais craques e com mais emoção foi esse São Paulo x VASCO, por razões óbvias. E o técnico da seleção quis ver apenas o primeiro tempo pra "não dizer que não viu". Em compensação, no sábado, esse medíocre treineiro, foi lá pro sul assistir in loco (e ficou até o final!) ao "sensacional" clássico Figueirense x Atlético-PR. Deve ter ido lá pra ver quem será o novo Cris... É BRINCADEIRA!!!

 

EM TEMPO I: e o lançamento sensacional que o Felipe deu para o golaço do Euller (o terceiro no jogo) foi coisa de Canal 100!!! Parecia até o Gérson ou o Didi!!! E o Super-Euller, o Verdadeiro Furacão, voltou em grande estilo já se enfiando em tudo quanto é canto, dando opção e tabelando com o REImário. Ainda está meio fora de ritmo mas quando estiver 100% voltaremos a ter aquela máquina mortífera que inferniza e liquida a defesa adversária!!!

 

EM TEMPO II: e falando em defesa, a nossa ainda está uma teta. Todo mundo entra como quer por ali, não há proteção na cabeça de área e o Géder, por incrível que pareça, está jogando pior do que o Odvan. Se não tivéssemos um paredão chamado HÉLTON, a coisa estaria muito pior, mesmo tendo um ataque que está conseguindo manter a média de 3 gols por jogo.

 

EM TEMPO III: e o curioso é o Hélton pegando até pensamento e os narradores se limitando a dizer que ele é um "bom goleiro". Enquanto isso o Júlio César, que com muita boa vontade pode-se dizer que está no mesmo nível, só porque joga no lado negro da força e fatura a Suzana Maria Chuteira é endeusado como o melhor do mundo. Essa é a flapress e como se fabrica um ídolo...

 

EM TEMPO IV: e como dizia o Bebum Soares, se o juiz não meter a mão grande o VASCO já inicia qualquer competição nacional com 9 pontos: 3 do São Paulo, 3 do Fluminense e 3 do Botafogo. Freguesia boa e fiel!!! Aliás, se formos fazer um recordar é viver veremos realmente que contra esses três fregueses ou nós ganhamos fácil ou então perdemos ou empatamos porque fomos roubados descaradamente. Sem falar, como neste último jogo, quando ganhamos mesmo sendo roubados descaradamente. Infelizmente virou moda e os "de preto", aqueles sopradores de apito de uma figa, continuam metendo a mão nos nossos jogos e neste último anularam mais um gol legítimo nosso e ainda ignoraram duas penalidades máximas criminosas em cima do Super-Euller e do REImário. Assim fica difícil!!!!!

 

EM TEMPO V: episódio Eurico x Dinamite. Eu sei, já passou, mas como nem pude falar nada na última coluna já que ela havia sido toda escrita após o jogo e eu já estava de viagem marcada a trabalho, só fui ter a noção exata do que realmente aconteceu na terça-feira à noite assim que retornei ao RJ. Resumindo tudo de uma maneira bem simplista, isso aí chama-se crime contra o patrimônio histórico. "Tudo bem" que a guerra-civil-canibal pelo poder já começa a corroer as entranhas do clube, mas o Eurico foi muito otário ao fazer isso contra o Dinamite. O cara é o maior ídolo da história vascaína e ponto final, não há justificativa plausível!!! Na pior das hipóteses ele só deu mais força ao seu adversário político e acabou de queimar o próprio filme. O torcedor comum não quer saber de politicagem (nem eu), apenas de bola na rede... e o Eurico conseguiu isolar a bola mais longe do que o Animal!!!

 

EM TEMPO VI: e quem diria que o Dinamite acabasse sendo reverenciado por toda a corja flapressiriana como nunca havia sido em toda a sua brilhante carreira!!! MUITO curioso.

 

EM TEMPO VII: que a corja da flapress o exaltou porque era CONTRA o Eurico, eu não tenho dúvidas; agora, a torcida vascaína como um TODO ficar ao lado do Dinamite, eu tenho várias dúvidas se também não era por ser mais contra o Eurico do que a favor do Roberto... e como recordar é viver, relembro um dos episódios mais lamentáveis que já presenciei em São Januário:

 

Na época em que o Roberto discutia a aposentadoria fui assistir a um jogo lá em São Januário (era contra um Olaria da vida num domingo à tarde). Junto comigo e com o meu pai, meu vizinho rubro-negro pediu pra ir pra conhecer o nosso estádio e acabamos levando-o numa boa. Chegando lá, fomos direto pras sociais. De repente, surge o Roberto Dinamite em pessoa e começa a andar entre as cadeiras pra procurar um lugar. Meu vizinho se levantou e perguntou: "aquele não é o Dinamite?" e eu respondi que sim, já me preparando pra levantar e ir lá catar um autógrafo do homem-gol. Aí meu amigo fulminou, já com o tom de voz um pouco elevado: "se é ele, por que essa indiferença toda da torcida? Ninguém bate palma? Ninguém grita Roberto? Cadê a gratidão?". Tentei sussurrar um "é porque ele esta meio brigado com o clube" enquanto a galera ao redor cochichava mas ninguém falava nada. Aí ele, rubro-negro doente, puxou um ROBERTO e o meu pai imediatamente acompanhou. Entrei no coro mas infelizmente ficamos apenas nós 3 e mais meia-dúzia gritando a plenos pulmões o nome do ídolo enquanto o resto da torcida nem se mexeu. Meu pai virou pro Roberto e disse: "você não merece essa torcida" e abraçou o ídolo. Fui lá e ganhei o meu autógrafo mas a torcida ali continuou como se não fosse com ela. E o Dinamite continuou lá quietinho, sentadinho e "quase-invisível", como se fosse um estranho no próprio ninho. E o meu amigo, que também pegou o autógrafo do Bob, passou o resto do jogo  todo me sacaneando (como, aliás, sacaneia até hoje): "se é o Zico, duvido que a torcida fizesse isso com ele... duvido".

 

EM TEMPO VIII: aliás, por falar no 4 Copas (também conhecido como Zico, aquele mesmo que ganhou quatro viagens internacionais com a Seleção e voltou de mãos abanando) e na flamengada, que beleza o VICE pro medíocre San Lorenzo. Aliás, como bem lembrou o grande amigo tricolor Gustavo Lagoeiro, a campanha de 2001 do "mengão" foi a mais Forrest Gumpiana (tal como o Zé Gagallllo) da história do futebol carioca. Um timinho medíocre que, aos trancos e barrancos e com a ajuda da "sorte" e dos "de preto", acabou papando alguns títulos e causando esse frenezi na flapress. Mas como Deus é justo, esse ano forrest gumpiano rubro-negro acabou e começou nos pés do Cássio. Sim, já que foi através do pênalti horrorosamente cobrado por ele na disputa de pênaltis contra o Fluminense na Taça Guanabara, quando eles tomaram pressão durante 91 minutos, que toda essa "saga" começou quando aquela bola "espírita" resolveu entrar. E foi nos pés dele em outro pênalti horrorosamente cobrado que a "saga" se encerrou. Desta vez o Sopro Divino foi mais forte e a bola subiu e foi parar lá na Casa Rosada!!!

 

EM TEMPO IX: e curioso é que em nenhum jornal saiu a palavra VICE... todos eles só queriam saber de idolatrar o "semi-deus" Júlio César (aquele mesmo que outro dia foi lá pegar 5 bolas vascaínas no fundo das redes) como se o jogo tivesse sido apenas um mero detalhe insignificante!!! Essa é a nossa querida imprensa pseudo-esportiva brasileira!!! Aliás, no jornal O DIA de sexta a manchete era "O imperador não merecia isso" e a de sábado era "o show tem que continuar"; e no jornal O Globo vinha lá:  "Saja em dia de Júlio César"!!! É mole ou quer molho???

 

EM TEMPO X: e pra fechar, não custa nada lembrar que a flamengada, após o empate diante do Guarani no Maracanã, completou 164 dias sem ganhar em casa. Isso mesmo: 5 meses e 10 dias. E a flapress, o que diz? Já pensaram se fosse o VASCO??? Mas como o Juninho é só sorrisos, o Leonardo é um "gentleman", o Júlio César é um galã e o Athirson é o queridinho, aí tudo são flores... e viva a libertinagem de imprensa!!!

 

EM TEMPO XI: REImário é rei.

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.turmadafuzarca.com

 

 

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