|
n.36
ano II - 25/12/2001
(próxima
edição: 01/01/2002)
/+/
O CLUBE DA VIRADA!!!
E
quando a flapress e a turma do arco-íris já se contraíam em
orgasmos múltiplos e convidavam um padre pra vir dar a extrema
unção achando que a vaca vascaína já estava prestes a morrer
asfixiada com a cara atolada na lama do brejo com sininho e tudo,
eis que o destemido gladiador Eurico Miranda, aquele mesmo que a
Globo disse em fevereiro que "em duas semanas estaria atrás
das grades", surge aí no seu melhor estilo rompendo a grande
área adversária, aos 49min do segundo tempo, de carona no trenó
do Papai Noel para esfregar na cara dos adversários o projeto de
sociedade acordado com o grupo mexicano Nova Media!!! Quem diria,
hein??? Pois
é, se o VASCO já era o "time da virada", agora então
virou o CLUBE da virada de vez!!!
Realmente
deve ser muito triste para os adversários armarem um "esquema
perfeito" de morte lenta e gradual para o clube que sempre
peitou o status quo dominante e, quando eles viraram a cara
para estourar a champanhe da vitória, novamente surge das sombras o
eterno Eurico Miranda para botar água na champanhe da corja e
provar mais uma vez que o VASCO continua vivo, firme, forte e cada
vez mais disposto a manter a hegemonia no esporte nacional. Os cães
ladram e a Caravela passa!!! Ainda não foi dessa vez!!!
Pois
é, o clube que estava praticamente falido porque a dona VGL se
recusou a nos dar os nossos US$ 12 milhões não só não quebrou
(mas chegou perto) como continuou a faturar títulos em todas as
modalidades e em todas as categorias, como eu sempre venho
destacando por aqui. Que outro clube "cheio da grana" aí
conseguiu ganhar 1/100 do total de títulos que o CLUB DE REGATAS
VASCO DA GAMA faturou este ano, hein? Nenhum. E isso dói e incomoda
os adversários. Aliás, mesmo com todo aquele carnaval da CPI e de
falcatruas envolvendo o VASCO, com o nome totalmente pichado pela
Globo dia e noite no noticiário, como é que o incansável Eurico
Miranda consegue arrumar uma sociedade com um dos grupos
empresariais mais fortes da América Latina??? Por que os outros
clubes "mais transparentes" até hoje não conseguiram nem
patrocínio, o que dirá parceria??? E olha que eu nem vou comentar
sobre a "Máfia do Passe Livre" que o site www.casaca.com.br
andou denunciando, e que agora o VASCO vai recuperando os
passes de todos os jogadores "fujões" um a um... E isso
dói, e como dói, incomoda e mata de raiva os adversários!!!
É
aquela velha história da Mercosul do ano passado: "quando tudo
está perdido, sempre existe uma luz". E a nossa luz vem da
Cruz de Malta que, quanto mais porrada leva dos adversários, mais
força ela ganha para brilhar cada vez mais intensamente pra nos
conduzir a novas viradas e históricas conquistas. O VASCO enverga
mas não quebra. Se até a Globo com a sua artilharia pesada não
conseguiu aniquilar e dizimar o CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA,
ninguém mais o fará. E a verdade, como sempre diz o Eurico,
prevalecerá. Quem viver, verá!!!
/+/
AH... ESSE MEU VASCO DA GAMA!!!
E nada mais apropriado do que
ouvir as sábias palavras do nosso caro mestre Diniz Félix dos
Santos:
"Ontem, comemorei o Solstício de
Verão junto àqueles que cultivam a Filosofia.
O coral da entidade filosófica
cantou o Natal com várias melodias brasileiras, russas,
norte-americanas,...; seu grupo de teatro encenou trechos de Marco
Aurélio - o imperador-filósofo; pelo piano, passaram Chiquinha
Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Chopin,...; o associado mais
graduado discorreu sobre o significado histórico e mítico do dia
mais longo do ano, para os povos do Hemisfério Sul.
Eu tomava um vinho tinto, feliz
e solidário. Cá, com os meus botões, entretanto, achava que --
também -- era um dia de festa para o Vasco da Gama, cujo
Presidente, nas vésperas, fechara um contrato com a "Nova Media",
nesta época em que as grandes empresas internacionais,
simplesmente, fogem às léguas dos clubes brasileiros.
Discretamente, afastei 10cm a
cortina da janela, e olhei as estrelas. E, em silêncio,
irresistivelmente, declamei (apenas para o meu coração) o poema
que, há exatos 4 meses, escrevi:
21 de DEZEMBRO
Diniz Felix dos Santos (Poema escrito em 21 de agosto de 2001.)
Olha o céu, que o sol em solstício
trará, das luzes do Verão, o início,
e sopros quentes nos ouvidos frios,
Despreza o que pratica o mal, por vício,
o que faz da ética meretrício,
pra ir um pouco a mais em desvarios.
Crê em ti, suporta o inclemente inverno,
tua paixão te exige duro e terno,
sabes que os Deuses são, por ti, unânimes;
enquanto trapos com as cores do inferno,
que dão calor aos de sofrer eterno,
cobrem os crápulas e pusilânimes.
No globo, que de impune ser se apraz,
ressoam deboches de satanás,
e seus vapores turvam (agora) a luz...
Mas, teu caminho de Glória se faz
e nem o demônio há de vencer quem trás
incrustada, no coração, a Cruz."
/+/
SHOWCOLATE NELES!!!
E
o Brasileirão 2001 chegou ao final com o Atlético-PR se sagrando
campeão pela primeira vez na história ao destruir o São
"queridinho da flapress" Caetano com duas vitórias
incontestáveis: 4x2 na Arena da Baixada e 1x0 no
"estádio"(?!?) Anacleto Campanela. E o São Caetano assim
acabou sendo vice de novo pra desespero da paulistada e dos globais
que buzinavam insistentemente que esse título tinha que ser deles
pra "justiça do ano anterior ser feita". Claro que é
aquele velho papo de recalcado já que ninguém entende como um time
que tomou um chocolate no tribunal (a regra é clara) e depois um
vareio de 3x1 no jogo final possa ser "injustiçado". Mas
enfim, era o mote que eles estavam utilizando pra valorizar ainda
mais a presença do até simpático time do ABC nas finais e
sacanear abertamente a nação vascaína. Mas entraram duplamente
pelo cano pois o "Furacão" atropelou a paulistada e
correu pro abraço, e assim eles tiveram que se contentar em bater
palmas pro rubro-negro paranaense.
E
o glorioso Atlético-PR, que mesmo tendo sido o melhor ataque da
competição com 68 gols (quase quebrando o recorde histórico de 69
gols feitos pelo VASCO em 1997) e sendo o time de melhor campanha,
cá entre nós é um time tecnicamente fraco porém movido a muita
disposição. E a torcida vascaína pôde conferir "in
loco" o senhor showcolate que eles tomaram do escrete vascaíno
na primeira metade do campeonato quando, então, eles já lideravam
e despontavam como favoritos.
Por
isso, como homenagem a eles e principalmente para o deleite do
torcedor vascaíno amante do puro futebol-arte, republico a nossa
edição número 19 ano II que foi publicada em 28/08/2001, pra
galera reviver aquela que foi sem dúvida uma das maiores
exibições do puro futebol-arte patrocinadas pelo time cruzmaltino
neste ano. Claro que o "se" não joga, mas se o VASCO não
tivesse sido garfado criminosamente naqueles 8 jogos do
Brasileirão, com certeza estaríamos aí nessa finalíssima e a
coluna "campeã" de hoje com certeza narraria algo bem
parecido com o descrito abaixo. Enfim, em clima de "melhores
momentos", está aberto o recordar é viver:
"E
pensar que o Atlético-PR, o popular Furacão e atual
"queridinho da mídia", chegou aí cheio de marra embalado
por algumas vitórias e crente que ia acabar de afogar a vaquinha
vascaína no brejo com sininho e tudo, mas o time do mascarado Mário
Sérgio só esqueceu de um "pequeno" detalhe: São Januário
ainda é o último foco de resistência do puro futebol-arte!!!
E
o bom público que compareceu domingo a São Januário, motivado na
sua grande maioria pela possível re-estréia do Bebeto após 9 anos
longe do VASCO, sabia que isso era um forte indicativo de que essa
tarde não poderia ser igual às outras. Nas ruas ao redor do estádio,
aliás, não se falava em outra coisa e aquele clima pesado de
outrora simplesmente não se fez presente. Talvez porque a facção
negativa da torcida (essa que só vai a São Januário pra encher o
saco e vaiar NOSSOS jogadores), que ainda se "deleitava"
com a derrota no meio da semana pela Mercosul para o Cerro Portenho
por 2x1, tinha certeza que o VASCO iria tomar uma senhora piaba do
Furacão; ainda mais depois que o bravo Hélio dos Anjos resolveu
efetivar o Géder e o Odvan como titulares porque queria uma zaga
que fizesse "cara feia", chegasse junto e ganhasse todas
as divididas. Aí a certeza de derrota encheu os olhos desses vascaínos
masoquistas que já chegavam ao estádio em "êxtase".
Só
que eles não contavam que, motivados pela volta do Bebeto, os vascaínos
apaixonados pela magia do futebol e pela magia vascaína chegavam em
maior número de todos cantos e, graças ao grande número de crianças
e famílias inteiras presentes, aquele clima negativo foi se
dissipando para dar lugar a uma névoa de esperança como se aquele
jogo fosse a estréia do time no campeonato. E o time, com essa
tranquilidade que emanava das arquibancadas (apesar daqueles idiotas
que vaiam o Odvan, Gilberto, Géder e até o Bebeto continuarem lá
a vaiá-los a plenos pulmões), correspondeu a altura e fez uma
exibição de gala como há muito tempo não se via. Enfiamos um
sonoro 4x0 e só não ganhamos de mais porque não quisemos!!!
O
Géder e Odvan foram dois leões na área, incorporaram os
mandamentos do Hélio dos Anjos e tomaram conta DE FATO do pedaço,
espanando até pensamento, numa das melhores atuações dos dois
(individualmente falando) com a camisa vascaína. Aliás, praqueles
que insistem em dizer que com essa dupla o VASCO não vai longe,
gostaria de lembrá-los que em 1989 fomos campeões brasileiros com
uma trinca que era incrivelmente pior: Célio Silva, Quiñones e
Marco Aurélio!!! Ok, eles são fracos, mas são do VASCO e TEMOS
que incentivá-los!!!
A
molecada (Bóvio, Botti e Siston) também esteve muito bem com
destaque para o Ricardo Bóvio, que tomou conta ali da cabeça de área,
fazendo bem o desarme e com bom toque de bola pra fazer a ligação
com o meio; e o Gilberto, que eu não consigo entender porque a
torcida insiste em pegar no pé dele já que ele é um bom lateral,
pegou uma pedreira pela frente (aquele bom lateral atleticano) e
também se saiu muito bem.
Daí
pra frente foi só alegria: Juninho, o maior meio-campista desta galáxia,
inspiradíssimo e impossível, fez jogadas absolutamente
sensacionais como há muito tempo não se via numa partida de
futebol, deixando os zagueiros em pânico e os vascaínos presentes
com um sorriso de orelha à orelha com tamanha exibição de puro
talento. Aliás, na saída do estádio, um "coroa" entoava
em êxtase para as duas crianças que o acompanhavam e pra quem mais
quisesse ouvir: "se o Juninho soubesse fazer gol, ele seria
maior que Pelé"!!! E ele tem razão na medida em que é
impressionante a facilidade que o Juninho tem pra chegar na cara do
gol mas infelizmente os chutes ou são fracos ou vão longe do gol.
Inclusive, num lance magistral onde o Bebeto o deixou na cara do
gol, ele tentou encobrir o goleiro mas o chute saiu fraco e a bola
parou nas mãos do goleiro. E o REImário, que estava e assistia ao
jogo ali atrás do gol, abriu um sorriso largo e sinalizou com as mãos
como ele deveria ter chutado a bola. O Juninho, humilde que é, foi
até lá ouvir o mega-craque e, enquanto ele bebia água, o Romário
ficou gesticulando a melhor maneira dele colocar a bola por cima do
goleiro. Ainda deve ter lhe falado um "depois no treino e te
mostro" e o Juninho voltou todo serelepe a campo com aquele
sorriso característico de quem joga bola por prazer. (e pensar que
só pela presença desses dois no time ainda tem vascaíno que abre
a boca pra falar mal).
E
com o Juninho esbanjando criatividade, quem deitou, rolou, deu
cambalhota e se lambuzou foi o Euller, O VERDADEIRO FURACÃO, que
fez um senhor estrago em todos os zagueiros. O Filho do Vento também
estava impossível e destruiu sem dó nem pena os pobres zagueiros
adversários que nem viam por onde ele passava tamanha era a sua
rapidez. Aliás, tinha lateral que achava que ele estava na ponta
direita e, quando abria o olho, o Euller já estava lá na esquerda
na cara do gol!!! Fez dois gols, perdeu um pênalti, deu um outro
gol pro Juninho e saiu carregado nos braços do povo.
E
pra fechar, o toque de categoria que faltava: Bebeto. A galera
pediu, o técnico atendeu, o Baianinho entrou no segundo tempo e
deixou ainda maior o sorriso na cara da galera. Jogou muito bem,
dando passes com uma precisão cirúrgica e mostrando que, dos alto
dos seus 37 anos, a categoria e a inteligência continuam intactas.
Claro que é difícil que ele mantenha esse ritmo durante os 90
minutos, mas pelo menos já temos uma excelente opção no banco pro
segundo tempo. E se ele conseguir aguentar os 90 minutos, aí será
só alegria porque ninguém vai conseguir parar o nosso Quarteto
Fantástico: REImário, Euller, Juninho e Bebeto!!! Aliás, quem
quiser saber o que significa a expressão "jogar por música",
é só pegar o teipe do jogo e ver as tabelinhas sensacionais feitas
pela trinca Juninho, Euller e Bebeto. Esse é o futebol que o povo
gosta!!!
Enfim,
o VASCÃO com o APOIO da torcida finalmente fez a sua "estréia"
no Brasileirão e já deu uma palhinha de que se continuar jogando
com essa mesma vontade, o título já está no bolso. Aliás, nesse
time base que o Hélio armou, eu faço apenas uma única correção:
Fabiano Eller ao lado do Ricardo Bóvio. O resto é deixar com
Juninho, Euller, REImário e Bebeto que eles resolvem, para alegria
dos amantes do puro futebol-arte!!!
OBS.
Só pra fechar com chave de ouro, vale destacar o gol histórico do
Fabiano Eller: o time trocava mais de 20 passes ao som de olé, pra
delírio da galera, até que o Euller perdeu a bola lá na frente e
o zagueirão a isolou. Aí ela caiu nos pés do Bóvio, a galera
recomeçou com o olé, e exatos 20 toques na bola depois ao som de
olé, a bola cai magistralmente nos pés do Fabiano que só tem o
trabalho de empurrá-la para o fundo das redes!!! Lance histórico já
que não me lembro de ter visto ao vivo um gol que tenha saído de
uma troca de passes ao som de olé. DELÍRIO TOTAL!!!"
E
DÁ-LHE VASCO!!!
www.turmadafuzarca.com
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Gostou?
Quer receber uma nova edição gratuitamente toda terça-feira?
Então
basta mandar um e-mail em branco para:
[email protected]
(o
seu cadastramento será feito automaticamente)
+++++++++++++++++++++++++++++++++++
V
O L T A R
|
|