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n.21 ano VII - 11/09/2006

(próxima edição: 25/09/2006)

 

/+/ DE GRÃO EM GRÃO

 

Há quinze dias o VASCO era o quarto colocado no Brasileirão e tinha acabado de surrar o Internacional campeão da Libertadores lá no Beira-Rio. Era a hora de se preparar para fazer os próximos quatro jogos em casa e então deslanchar de vez para desbancar o São Paulo da liderança da competição. Entretanto, nos primeiros três jogos no Rio de Janeiro, a torcida que compareceu em bom número, tanto em São Januário quanto no Maracanã, saiu com o grito de vitória preso na garganta pois o VASCO empatou os três jogos, todos por 1x1, contra a Ponte Preta, Fluminense e Grêmio, respectivamente. Teria a carruagem virado abóbora?

 

Para o "vascaíno das vitórias", aquele que tinha desistido de torcer para o clube após a Copa do Brasil e que acreditava piamente que o VASCO a essa altura do campeonato já deveria estar frequentando a zona do rebaixamento com louvor, é óbvio que a carruagem não virou abóbora porque pra ele o nosso time nunca foi uma carruagem, mas sim uma ilusão que subiu na tabela porque os "outros deixaram". Aquele velho papo de criança birrenta. Mas para os vascaínos "cascudos", aqueles que estão junto ao clube no dia a dia do pão com manteiga, como bem diz o mestre Rafael Fabro, os resultados foram sim, até certo ponto, decepcionantes, uma vez que nos últimos campeonatos o VASCO vinha obtendo muito mais vitórias dentro de casa do que fora. Neste Brasileirão, especificamente, a banda tem tocado de forma muito diferente. Numa análise fria dos números, baseado nos seis últimos resultados após a última derrota, que por acaso foi em casa para o São Caetano, o VASCO conseguiu três vitórias e estes três empates, fazendo assim a mesma média do líder São Paulo, que é a de dois pontos por partida. E, analisando jogo a jogo, numa inversão de valores dos anos anteriores conforme já dito, vemos que os resultados não foram de todo ruins mas poderiam sim, com três vitórias, serem fantásticos, já que no primeiro turno ganhamos tanto da Ponte Preta em Campinas como do Grêmio em Porto Alegre por 2x1, e depois empatamos com o Fluminense por 1x1. Detalhe: todos os jogos com o time reserva. Ou seja, nestes seis jogos específicos, somando ida e volta, dos dezoito pontos possíveis faturamos dez e não perdemos nenhum jogo, pelo contrário, pontuamos em todos. Para quem quer ser campeão, o caminho é mais do que conhecido: pontuar em todos os jogos, de preferência com a maior quantidade possível de vitórias, fazendo valer o mando de campo. Aquele velho lema de "fazer três pontos em casa e trazer um ponto da casa do adversário" definitivamente neste ano não se aplica ao VASCO.

 

Repito: não é o fim do mundo e nem a "prova" de que o time vascaíno não irá a lugar algum; pelo contrário, mas é bom ligar o sinal de alerta pois queimamos a gordura que tínhamos e, a gordura que poderíamos vir a acumular, não acumulamos. Perdemos assim uma posição e hoje estamos na quinta colocação, a oito pontos do líder São Paulo, mas em compensação a galera que por hora briga conosco pela Libertadores também encostou e já estão aparecendo no retrovisor. Que pelo menos, então, se vença o Goiás no próximo final de semana para não deixarmos de ver uma vitória aqui no RJ e somarmos mais três pontos, até mesmo porque no jogo de ida lá em Goiânia voltamos pra casa sem nenhum pontinho no bolso. E já dizia o sábio chinês que "de grão em grão a galinha enche o papo"...

 

EM TEMPO I: nestes três empates, duas coisas saltaram aos olhos e, ao meu ver, são diretamente relacionadas: nos três jogos o VASCO começou perdendo e acabou empatando e, nos três jogos, o baixinho Mádson entrou no segundo tempo para mudar a dinâmica do jogo e a postura do time - muito embora contra o Grêmio ele tenha entrado no lugar do Andrade, que já tinha feito o gol. Realmente dá gosto de ver um garoto como ele entrar e jogar como se fosse um veterano, com dribles incisivos e passes certeiros, sempre correndo e lançando em direção ao ataque. As oportunidades de gol vascaíno mais que quintuplicam com ele no time e acho que já era a hora do Renato dar uma chance para ele jogar desde o início. O garoto, a princípio, parece que terá um futuro promissor.

 

EM TEMPO II: na Copa Sul-Americana, com aquele frio polar, na primeira partida em São Januário contra o Corinthians o time ficou muito atrás e a derrota acabou nos custando caro. Com a entrada do Mádson no segundo tempo, mais uma vez o time subiu de produção e foi pena que o incansável Jean só tenha jogado o segundo tempo por causa da lesão que ainda o incomodava. Agora vamos para São Paulo tentar reverter a situação mas, como o time tem conseguido boas vitórias fora de casa, vamos torcer para que ela venha e prossigamos assim nossa caminhada nesta competição.

 

EM TEMPO III: nesta última semana, tanto no CASACA! como principalmente no Observatório Vascaíno, o assunto mais comentado foi a questão da TIMEMANIA, a qual o VASCO já disse que não vai aderir, e com inteira razão. Para quem não entendeu ainda o que é, é só ler a última coluna do João Carlos Nóbrega no CASACA! ("Timemania pra quê?") e também os seus posts no O.V., principalmente o editorial "O VASCO e a Timemania", que está tudo lá. Aliás, este editorial foi feito baseado na chutada de balde do nosso "ídolo" Renato Maurício Prado, que saiu atirando pra cima do seu urubu querido. Taí o link:

 

http://blog.casaca.com.br/2006/09/08/o-vasco-e-a-timemania/

 

Após a leitura fica claro não só a distância inter-estrelar do VASCO para os seus co-irmãos, como também a postura de independência do VASCO no cenário brasileiro, que nesse caso é pra quem pode e não pra quem quer. Essa é mais uma faceta do "falido e caótico" VASCO na "pior administração da história". E vida que segue...

 

EM TEMPO IV: a oposição "AO" VASCO também andou falando abobrinhas sobre um "possível" desrespeito ao Estatuto do VASCO por conta da marcação do dia das eleições vascaínas e, pasmem, alguns veículos de imprensa embarcaram nesta canoa furada. O problema é que esse pessoal lê, lê e não entende, ou porque não sabem mesmo, ou porque não sabem contar - a questão é apenas e tão somente tumultuar. E ainda querem administrar um clube... Taí o link:

 

http://blog.casaca.com.br/2006/09/06/os-competentes-e-criveis-nao-sabem-ler/

 

EM TEMPO V: e mais, muito mais, pra gente continuar denunciando as sandices e as mentiras que são ditas sobre o VASCO nos territórios inimigos da flapress, o Observatório Vascaíno é a nossa casa. Acessem:

 

http://blog.casaca.com.br/

 

EM TEMPO VI: e você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2176-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VII: desde novembro de 2002, toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

http://bailedeloslocos.zip.net

 

 

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