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n.15 ano VII - 10/07/2006
(próxima edição: 17/07/2006)
/+/ A COPA QUE REALMENTE INTERESSA
Exceto pela Copa de 90, estava difícil aparecer uma Copa do Mundo
tão sem graça e tão sem empolgação quanto esta Copa da Alemanha, que
a bem da verdade foi literalmente um espelho da participação da
seleção brasileira na competição: insossa. A minha empolgação foi
tanta, mas tanta, que contam-se nos dedos os jogos que vi: os do
Brasil, os dois últimos de Portugal (exceto a disputa de terceiro
lugar), os jogos da Alemanha contra Argentina e Itália, outros do
Zidane, a grande final e só. E está de bom tamanho, né?
Concordo que pode até parecer absurdo um fanático por futebol e
amante do puro futebol-arte como eu desaparecer durante a competição
futebolística mais importante do planeta, mas a verdade é que as
Copas do Mundo de uma maneira geral nunca me despertaram grandes
paixões. Torcer pela seleção brasileira numa Copa do Mundo, que só
acontece de quatro em quatro anos, com aquela cabeçada que mal sabe
quantos lados tem uma bola, é mais ou menos como arrumar uma amante
para tentar driblar o casamento. E normalmente se quebra a cara,
como aconteceu nesta última, quando aquele "mulherão-seleção" objeto
de desejo mostrou-se mais fria e sem sal que a pior das barangas da
Praça Mauá. Tô fora. O grande amor da vida é o VASCO, clube com o
qual estou casado desde encarnações passadas e com o qual convivo
diariamente na alegria e na tristeza. Só o VASCO me interessa e não
é um meio-campo com Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Juninho e quetais que
vai me fazer olhar diferente para a seleção; muito pelo contrário,
pois ainda assim serei sempre VASCO. Se a seleção brasileira ganhar,
tudo bem; se não ganhar, tudo bem também. Vida que segue, o Brasil
continuará sendo sempre o país do futebol e não se fala mais disso.
Se não
nutro nenhuma simpatia do outro mundo pelas seleções de uma forma
geral, ainda sim tenho interesse pelos jogadores, principalmente
pelos craques, que são a razão de ser do espetáculo e que ali estão
na hora da verdade para mostrarem ao mundo (sem ou com máscaras) o
seu valor. E dois em especial chamaram atenção: Ronaldinho
Gaúcho e Zidane. Ronaldinho, que atualmente é maior jogador do
planeta, ícone absoluto do futebol-arte e do "joga bonito",
simplesmente não apareceu nesta Copa. Tudo bem que o Parreira
colaborou muito para inutilizá-lo em campo, mas ele como craque que
é deveria ter assumido a responsabilidade de maior jogador do mundo
e ter levado a seleção nas costas, já que chamar a responsabilidade
não é pegar a bola para bater falta e escanteios. Como bem disse (e
tive que concordar!) o Sérgio Noronha: "deram uma mesa, um telefone
e um computador pra ele e ele não quis trabalhar". Decepção total.
Já o Zidane, que de malabarista e mágico como o Ronaldinho nunca
teve nada, muito embora tenha sido um jogador fantástico com um dos
toques de bola mais simples e geniais da história do futebol que já
vi jogar, fez o que dele se esperava: gols, passes milimétricos,
jogadas de efeito, além de levar essa mulambada francesa nas costas.
Só mesmo o "fator Zidane" para explicar como um seleção dessas
conseguiu chegar numa final de Copa. E o que tinha tudo para ser a
sua apoteose, já que era a sua despedida do futebol, com os amantes
do puro futebol-arte em peso torcendo para que ele conquistasse a
Copa, acabou virando também uma senhora decepção quando ele agrediu
o italiano e saiu de campo expulso e vaiado - logo ele, maestro
absoluto que sempre foi ovacionado pelas suas jogadas fantásticas.
Outra decepção. Naquele momento acabou a torcida para a França e o
mundo inteiro se juntou aos italianos na torcida para que o título
fosse para a Azurra. E eles levaram o caneco nos pênaltis e foram
felizes para sempre. Melhor assim.
Terminada a Copa do Mundo, agora
sim vamos ao que de fato importa: a grande finalíssima da Copa do
Brasil, que como tenho dito desde sempre, é a única Copa que
realmente interessa para a nação vascaína. Estamos a pouco mais de
10 dias do dia 19/07 e a expectativa é total. O time já voltou a
treinar, o Edílson já está plenamente recuperado e também já temos
os novos uniformes da Reebok para darmos a volta olímpica de roupa
nova. Os dois ingressos dos dois jogos já estão comprados e agora é
só contar as horas para invadirmos o Maracanã e gritarmos "É
campeão!" naquele que, sem dúvida, será "o jogo dos jogos de todos
os jogos em todos os tempos para sempre". Mas antes disso ainda
pegaremos o Palmeiras e a própria flamengada pelo Brasileirão num
espécie de "coletivo apronto" para a grande final. A hora está
chegando e nada mais interessa!
EM TEMPO I:
palavras
do mestre Rafael Fabro para continuarmos na corrente de exorcismo da
flamengada:
"Se
o Flamengo é uma oceânica ilusão, como eu já havia escrito logo após
o Dia de Santo André (30/06/2004), torna-se com pompa e
circunstância o último dos fantasmas a ser exorcizado pelo Vasco na
Copa do Brasil. Não haveria melhor desfecho para a saga cruzmaltina.
Se alguém ainda acredita em Flamengos fantasmagóricos, os dias 19 e
26 de julho estarão na agenda eterna para lembrarem a todos da
verdade monumental. Ela será construída com a intensidade de cada
simples vascaíno que estará dentro do Maracanã. E assim será
proclamado para toda a eternidade: Flamengos não existem".
Assim está escrito
e assim será. Quem viver verá. Amém.
EM TEMPO II:
o Observatório Vascaíno finalmente
ganhou vida (quase) própria e, a partir de agora, conforme sempre foi
o sonho do Maganha, se tornou um blog apartado do CASACA!. Agora vai
ficar mais fácil e mais rápido pra gente denunciar as sandices e
mentiras que são ditas sobre o VASCO nos territórios inimigos da
flapress. Nós, mais do que nunca, continuamos de olho nessa corja.
Acessem:
http://blog.casaca.com.br/
EM TEMPO
III: e
você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2176-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO IV:
desde novembro de 2002, toda segunda-feira é dia de falarmos de
VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira,
das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!
EM TEMPO V:
os cães ladram, a Caravela passa e flamengos não existem!!!
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
http://bailedeloslocos.zip.net
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