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n.08 ano VII - 20/03/2006

(próxima edição: 03/04/2006)

 

/+/ PASSA A RÉGUA!

 

Acabou. O VASCO liquidou a flamengada por 2x1 num jogo em que poderia ter dado de cinco sem maiores problemas, mas mesmo assim, infelizmente, deu adeus ao Estadual 2006. Terminou a competição em quarto lugar no seu grupo com 9 pontos, que aliás foi a mesma pontuação da Cabofriense, que foi a primeira colocada no outro grupo e está classificada para as semi-finais. Injustiça? Matematicamente sim, mas futebolisticamente não. Para um time que passou (principalmente) toda a Taça RJ entregando o ouro aos bandidos em jogos praticamente ganhos, e que inclusive não soube jogar lá no alçapão contra esta mesma Cabofriense quando amargou uma derrota por 2x0, para não falar nos jogos bizarros em São Januário, terminar a competição despachando a flamengada não é de todo ruim - mas não se classificar para a segunda fase com tanto time medíocre por aí, é.

 

Como já disse outras vezes, no cenário atual do futebol carioca, o time vascaíno, individualmente falando, nunca deixou nada a desejar a nenhum outro time da competição. Por exemplo, na Cabofriense vimos o Têti ganhar praticamente sozinho do VASCO na última quarta-feira, e ele quando esteve em São Januário não jogou 1/100 do que jogou aquele jogo e era execrado pela torcida. O Sorato, nosso histórico artilheiro, fez os dois gols mas se o VASCO anunciasse a sua contratação a torcida protestaria. No Madureira, outro time classificado, jogam o veteraníssimo Dejair mais o Muriqui e o André Lima, que também não jogaram nada enquanto estiveram em São Januário, assim como o Santiago (de triste lembrança) e o Bruno Lazaroni (campeão carioca em 2003), que foram praticamente expulsos pela torcida mas que estão classificados pelo América. Do nosso lado, o goleiro Roberto, o Ives, o Ramon, o Morais, o Edílson, o REImário e o Valdiram são titulares absolutos em qualquer time no RJ. Acho que o nosso grande problema, e que terminou o campeonato sem nenhuma solução aparente (não sei se culpa do treinador, dos jogadores ou de todos eles), foi o nosso sistema defensivo como um todo que sempre fez questão de entregar o ouro, além da apatia e da falta de tesão irritante em meio time que durava vários minutos ao longo das partidas - que era justamente o tempo suficiente para o adversário marcar um gol e complicar de vez a nossa vida. Se o VASCO tivesse jogado apenas metade dos jogos nesta Taça RJ com a mesma disposição e a mesma seriedade apresentada na ótima vitória contra a flamengada, agora estaríamos tranquilos para disputar a segunda fase e chegarmos na final do campeonato. Mas pena que o time acordou tarde demais, assim como também entregou ouro demais durante esta competição relâmpago, e agora ficou literalmente a ver navios. Repito: pior do que não se classificar, é não se classificar no meio dessa mulambada toda. E o time vascaíno conseguiu não se classificar nos dois turnos!

 

É chegada então a hora de passar a régua, de repensar todo o departamento de futebol e tomar as ações necessárias para que a torcida não seja obrigada a ver novamente um time empacado, que promete mas que não consegue engrenar de forma alguma, e assim se torne presa fácil para as marmotas histéricas que insistem em associar num balaio de gato único o péssimo resultado da "vitrine" que é o TIME de futebol dentro de campo com o excelente trabalho feito de forma independente para que o CLUBE continue forte e de pé.

 

EM TEMPO I: o Ygor jogou bem novamente e fez mais um gol (dois gols em dois clássicos), assim como o Morais também fez um golaço ao fazer um fila desde o meio de campo! Mas o destaque vascaíno no clássico foi mesmo o Edílson, que fez o que quis dentro de campo, e se o Valdiram estivesse um pouquinho só inspirado para ajudá-lo, a flamengada teria levado de cinco de novo!

 

EM TEMPO II: moral da história: além do VASCO, o favoritíssimo "Carrossel Tricolor", verdadeira "máquina" de jogar futebol, e também a flamengada, com todo o "planejamento" do departamento de futebol comando pelo Kléber Leite e exaltado em verso e prosa pela flapress, também estão fora da competição. Só não entendi o porquê  da palavra "fracasso retumbante" vir apenas associada ao VASCO.

 

EM TEMPO III: Márcio Guedes dá a receita da vitória: "Até os pequenos do Rio... mostram o caminho: preparação mais longa e centrada na competição, salários enxutos e pagos em dia e até uma escolha mais apurada dos veteranos". OK, MG, vamos lá: quanto à preparação, impossível para os clubes grandes pois como eles disputam o Brasileirão até dezembro e tem que dar férias aos jogadores, os pequenos aí levam vantagem pois desde novembro eles já podem iniciar a preparação. Quanto aos salários enxutos, concordo, e é a política do VASCO já há bastante tempo. E quanto aos veteranos, no VASCO praticamente só há o REImário, já que o Ramon e o Edílson chegaram no final. Mas será que o MG, com todo o conhecimento dele, se dirigisse um clube iria pedir a contratação do Válber (que estava praticamente aposentado), do Dejair (que não jogava nada há trocentos anos) ou ainda do Sorato (que também há muito não jogava nada)? Pois é, amigo, falar agora é fácil!!!

 

EM TEMPO IV: se REImário ainda não chegou aos 1.000 gols, a dupla vascaína Adriana Behar e Shelda já chegou às mil vitórias! Tá lá no site oficial do VASCO:

 

"Mais uma vez, Adriana Behar e Shelda colocam seus nomes na história do Vôlei de Praia mundial. Nesta sexta-feira (17/03) em Guarulhos-SP, durante a 3ª etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, a dupla vascaína conquistou a milésima vitória na carreira.

As octocampeãs brasileiras alcançaram a marca ao derrotar Sandra Mathias/Elaine por 2x0 (18-10 e 18/15). De manhã, as recordistas haviam superado Nina/Cris também por 2x0 (18-11 e 18-13). Com esses resultados, as medalhistas olímpicas passaram para as quartas-de-finais do torneio, e voltam a jogar neste sábado no mesmo local.

Foi a primeira vez em toda a história do Vôlei de Praia mundial que uma dupla consegue atingir 1000 vitórias. Para isso, Behar e Shelda precisaram disputar 1203 partidas, o que dá um excelente aproveitamento de 83%. Em dez anos de parceria, as atletas já conquistaram 114 títulos".

 

EM TEMPO V: e você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2176-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VI: desde novembro de 2002, toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!

 

EM TEMPO VII: P### que pariu, eu quero ver o REImário fazer 1.000!!! Faltam 36!!!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

http://bailedeloslocos.zip.net

 

 

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