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n.03 ano VII - 23/01/2006

(próxima edição: 30/01/2006)

 

/+/ COADJUVANTES DE LUXO

 

Domingo, como diz aquele sambinha vascaíno, fui ao Maracanã, que é o quintal da casa da torcida vascaína, como bem lembrou o mestre Rafael Fabro. Quintal, bem entendido, porque a nossa casa, a mais bela das belas, é e será sempre o Monumental Estádio de São Januário - muito embora alguns ditos vascaínos não consigam localizá-lo nem no mapa. Mas tudo bem, após uma longa reforma, que ainda continua, lá fui eu vestido com a tradicional camisa preta número 11 do REImário junto com outros trinta mil vascaínos (contra pouco mais de quinze mil botafoguenses, já que só foram vendidas arquibancadas e cadeiras superiores) nos reencontrar com o templo sagrado do futebol que, como grande atração, tinha uma gramado novinho em folha. E realmente o gramado é brincadeira: é disparado um dos melhores tapetes (literalmente) em atividade no planeta hoje e só não joga lá quem realmente não sabe.

 

Tudo bem que para os amantes do futebol a reabertura do "templo" por si só já é suficiente ainda que vazio, mas ainda tinha muito mais, pois o nosso querido VASCO estava em campo capitaneado pelo imortal REImário, o maior centroavante da história do futebol mundial em todos os tempos para sempre. Só de ver o REImário trocando meia-dúzia de passes naquele gramado já valeu o ingresso. Um palco digno para o maior entre os maiores. E Ele não decepcionou a torcida que o idolatra, afinal de contas, qualquer festa de futebol sem gol do REImário não é festa, ainda mais em se tratando da reabertura deste espetacular cartão postal do Brasil. O Baixinho Imortal, inspiradíssimo, arrebentou e meteu três gols, sendo um antológico quando Ele deu uma varada de primeira sem deixar a bola cair num cruzamento que veio da esquerda, e ainda por cima teve um gol de placa estranhamente anulado, que ninguém até agora conseguiu explicar o quê que o juiz marcou no lance, quando Ele meteu de cobertura uma bola bem lá de trás da entrada da grande área. Uma pena. Como também foi uma pena, ainda no primeiro tempo, quando Ele colocou praticamente com mão a bola no ângulo dando um toque lá do bico da grande área para o ótimo goleiro Max fazer uma defesa de almanaque. E o Max ainda faria mais uma defesa antológica quando o Alex Dias, numa das raras vezes em que foi visto em campo, roubou a bola da defesa na entrada da área e tocou de canhota por cobertura para o Max espalmar quase tendo um estiramento em todo o corpo. Realmente foi uma pena a nossa defesa ter cochilado em dois lances capitais, quando entregou o ouro numa saída de bola infantil e na outra quando o Wagner Diniz deu de presente para os botafoguenses um dos pênaltis mais evitáveis dos últimos tempos. Se todo mundo tivesse entrado no pique do REImário, do Morais e do Abedi, que em apenas 45 minutos jogou mais que o Fábio Baiano nas três primeiras partidas, com certeza o resultado desta partida teria sido 5x3 para o VASCO ao invés de ter sido para o Botafogo, como melancolicamente acabou sendo. E aí sim a festa da reabertura do "maior do mudo" teria sido completa com a vitória vascaína (que não veio) e com mais um show com direito a três gols deste gênio imortal chamado REImário.

 

Infelizmente coube à torcida vascaína, apesar de toda a alegria e da presença majoritária nas arquibancadas, o papel de coadjuvante de luxo nesta festa de reabertura do Maracanã quando tínhamos tudo para sermos os donos efetivos da festa, sobretudo por causa do Baixinho Imortal que é sempre um espetáculo. Perdemos o primeiro clássico de bobeira, com direito até a gol espírita daquele Rui, mas ainda temos mais dois jogos pela frente para garantirmos a classificação para as semi-finais. Nada desesperador, por enquanto, desde que a defesa e o meio-campo não voltem a cochilar na marcação, assim como o Wagner Diniz e o Alex Dias não tenham atuações tão nulas como a desta tarde-noite. O Abedi não pode ficar de fora deste time e o Ramon, se já estiver em forma, pode pegar a camisa de titular e entrar no próximo jogo. E o REImário, bem, o REImário se garante de qualquer jeito. Bola nos pés dele é gol e agora faltam 53.

 

EM TEMPO I: Alex Dias, que caiu fácil na pilha do seu "sócio" e empresário, foi o personagem da semana por causa daquele senhor mico de ter entrado na justiça contra o clube para forçar a barra para sair do VASCO e ir para o São Paulo. Curioso que não vi ninguém na imprensa contestando os métodos da diretoria são-paulina, tão transparente, ao aliciar jogadores na surdina. Afinal de contas, se o São Paulo é cantando em verso-e-prosa como o clube mais rico do Brasil atualmente, será que ele não tem dez milhões de reais para depositar na conta do VASCO e assim levar o Alex Dias de uma forma mais ética e transparente? E o VASCO é que é o clube dos bandidos...

 

EM TEMPO II: Não sendo isso bastante, ao se deixar cair na pilha do seu "sócio" e empresário, que desde que o jogador chegou ao clube ele surge para dizer que o jogador têm trocentas propostas de outros clubes, acaba sendo o jogador o único a ficar com o filme queimado com a torcida. E pela quantidade de e-mails que recebi nesta semana, e pelo que se andava comentando nos foruns da vida, achei até que a torcida fosse pegar mais pesado com o jogador. Tirando algumas vaias no jogo do meio de semana na vitória de 2x1 contra o Volta Redonda, contra o Botafogo ele teve seu nome efusivamente gritado antes da partida e, mesmo praticamente não tendo sido visto em campo, não foi vaiado. Aliás, ele precisa definir urgentemente se vai querer continuar mesmo jogando pelo VASCO ou não porque nestes dois últimos jogos ele praticamente não fez nada.

 

EM TEMPO III: durante a semana também muito se falou do REImário ter emendado o feriadão e não aparecer no clube para ir lá para a Cabofolia, que é o carnaval fora-de-época da cidade de Cabo Frio. Mas é aquilo que eu já havia falado lá atrás: o Baixinho se garante. Fosse qualquer outro jogador, ou torcedor, como os vários invejosos que fazem questão de odiar o maior centroavante da história do futebol mundial em todos os tempos para sempre, se tivesse passado uma semana num evento desses com certeza teria passado em branco com uma atuação pífia num jogo como o clássico desta tarde. Mas o REImário foi lá e deixou três bolas na rede. Definitivamente ser REImário, que faz quarenta anos na semana que vem, é para quem pode e não para quem quer. E o restante é folclore para alimentar ainda mais a gloriosa história deste magnífico jogador que, sem sombra de dúvidas, é o último dos moicanos.

 

EM TEMPO IV: e você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO V: há 3 anos, toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!

 

EM TEMPO VI: P### que pariu, eu quero ver o REImário fazer 1.000!!! Faltam 53!!!

 

EM TEMPO VII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

http://bailedeloslocos.zip.net

 

 

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