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n.24 ano VI - 08/08/2005
(próxima edição: 22/08/2005)
/+/ BOTANDO A CABEÇA
PARA FORA DA ZONA
Após a enxurrada
positiva de e-mails depois da sensacional virada contra o São
Caetano no último sábado, resolvi seguir o conselho dos amigos para
o jogo contra o Figueirense: fiquei em casa vendo o jogo pela tv.
Resultado? VASCÃO 2x1 (gols de REImário e Morais) e o time
finalmente fora da zona de rebaixamento. Pior que daqui a pouco vão
começar a me sacanear como "pé-frio" só porque nas duas últimas
vitórias em São Januário eu lá não estava, mas tudo bem, podem
sacanear à vontade já que, ao contrário de muitos "vascaínos desde o
ventre da mãe", invariavelmente me faço presente na esmagadora
maioria dos jogos do VASCO, seja em São Januário ou no Maracanã.
Assim sendo, tanto posso ser pé-frio como pé-quente, pois como dizia
aquela antológica música do Raul Seixas, "não existe certo nem
errado / todo mundo tem razão / porque o ponto de vista é que é o
ponto da questão". E além do mais, como já venho repetindo há algum
tempo, esse time do VASCO é totalmente imune a qualquer tipo de
superstição!
Voltando ao jogo,
minutos antes da bola rolar o repórter do Sportv chegou junto do
REImário e botou na mão dele o ingresso da inesquecível final do
Cariocão de 1987, ocorrida há 18 anos atrás (mais precisamente em
09/08/87), lembrando aquela conquista que foi o primeiro título de
relevância na carreira daquele centroavante baixinho que então era
apenas uma promessa de craque e que logo iria se transformar no
maior centroavante da história do futebol mundial em todos os
tempos. REImário se espantou com a notícia e com o ingresso, mas
logo abriu um sorriso largo, o mesmo sorriso que todos os vascaínos
que estiveram naquela célebre final imediatamente também abriram.
(Início da sessão flashback a la LOST) Na hora me veio a lembrança
do meu pai desesperado me caçando num campo de pelada lá perto de
casa pois já era 13:00hs e eu ainda não havia aparecido para
almoçar. Logo que me viu já veio me dando esporro na frente de
todos: "tu és um irresponsável de estares a jogar bola até essa
hora, vais para casa almoçar já senão não irás comigo ao Maracanã"!
Pronto, falar que eu não iria a um jogo do VASCO com ele, ainda mais
numa final de campeonato, era o pior dos castigos - pior até do que
não me deixar jogar bola! Corri para casa, almocei e tomei banho ao
mesmo tempo (nem me pergunte como) e entrei como um raio no carro
que já estava ligado do lado de fora da casa com um bandeirão
pendurado. Chegamos até antes da preliminar começar, o Maracanã já
tinha um bom público e fomos para as cadeiras azuis, bem embaixo das
cabines de rádio, e ficamos ali dando gargalhadas ao ver o Pelé e os
Trapalhões fazerem as cenas que entrariam no filme "Os Trapalhões e
o Rei do futebol". Mas se o Renato Aragão & Cia nos davam alegrias,
na preliminar o "filme" acabou sendo diferente já que o time de
juniores do VASCO acabou tomando um gol no final (se não me engano o
gol foi do Nélio) e assim tivemos que aturar a flamengada dando a
volta olímpica. Mas daí para frente foi só alegria que culminou,
ainda no primeiro tempo e bem diante do gol onde fica a flamengada,
na ótima jogada iniciada pelo próprio Romário (naquela época ele
ainda era Romário) que achou o Roberto Dinamite livre na área, e
este dominou a bola com carinho e só escorou com afeto para o Tita
entrar fuzilando sem dó as redes do Zé Carlos. (Vale lembrar que
neste gol o Tita, na comemoração, correu para o banco de reservas e
botou a camisa na cabeça, gesto este que logo seria imitado em todo
o planeta mas que NUNCA foi creditado ao então jogador vascaíno por
NENHUM cronista). Festa em metade do Maraca, compramos logo aquelas
tradicionais "faixas de campeão" e ficamos sacaneando a flamengada
até depois da volta olímpica, passando pela tradicional volta para
casa com direito a foguetório e pelo clássico uso da camisa do VASCO
por cima do uniforme até tomar uma advertência do diretor do colégio
no dia seguinte. Talvez a lembrança tenha até afetado o REImário,
pois naquele clássico time de 87 jogava aquela que pra mim foi uma
das melhores defesas que vi jogar, com o Fernando e o Donato (só
perdia para o Mauro Galvão e o Odvan). E agora ele olhava para trás
e via a zaga mais vazada do campeonato. Ainda tínhamos o
super-paredão Acácio, os laterais Mazinho e Paulo Roberto ("o
lateral do cruzamento certo", como adorava dizer na época o Deni
Menezes na rádio Globo), no meio jogavam o Henrique (que era
horroroso), o Luís Carlos, o magistral e absolutamente
sem-comentários Geovani, e o Tita; e na frente o então ídolo Roberto
Dinamite e o futuro ídolo Romário. Melhor impossível! (Fim da sessão
flashback a la LOST)
A vitória de 2x1
contra o Figueirense foi ótima mas o jogo em si foi horroroso,
podendo dizer que com o Renato de técnico foi tão ruim quanto aquele
contra o Atlético-PR, mas a diferença é que o time do Figueirense
foi de uma inoperância só e, se por acaso o Edmundo tivesse jogado,
de repente ele até teria feito um gol pois a gente estava tentando
de todas as formas entregar o ouro lá atrás. Aliás, vamos ver se o
Renato esquece de vez esse negócio de jogar com 3 zagueiros pois se
com 2 ninguém se entende lá atrás, o que dirá colocar mais um para
acabar de ferrar tudo! E foi isso que acabou acontecendo na derrota
de 3x2 para o Fluminense, quando sem meio-campo para segurar a bola,
nos limitamos a ficar rebatendo bolas para frente de maneira
atabalhoada e dando todo o campo do mundo para os tricolores. É
óbvio que tivemos boas chances de ter liquidado aquela partida no
contra-ataque (Alex Dias perdeu dois gols e o Diego, que fez um
belíssimo gol, acabou perdendo outro no final) mas temos que manter
a bola a maior parte do tempo LOOOOOOONGE da nossa área; afinal de
contas, como já dizia o sábio chinês, "só há duas coisas certas na
vida: que todo mundo vai morrer um dia e que a defesa do VASCO vai
levar gol". Entretanto, é fato que o time segue melhorando e o
Renato já começa enfim a definir o seu time-base, o que já vai por
si só facilitar e muito o seu trabalho.
Tenho absoluta
convicção de que esse time vai engrenar e não iremos passar mais
esse sufoco que foi neste turno quando ficamos mais de um mês na
zona de rebaixamento. Agora teremos mais dois jogos difíceis pela
frente, quando pegaremos o Paysandu (lanterna) lá no Mangueirão e
depois o Atlético-MG (vice-lanterna) em São Januário. São dois jogos
para o VASCO ganhar e terminar esta primeira fase do Brasileirão
longe da zona do rebaixamento. É óbvio que a nossa situação ainda é
complicada já que, mesmo fora da zona, estamos com os mesmos 18
pontos do São Paulo (que está na zona), e embolados com mais alguns
ali na frente. Mas como o time vem apresentando melhoras e o nosso
ataque vem funcionando, é só a gente parar de levar gols em escala
industrial que o panorama irá mudar.
EM
TEMPO I:
REImário fez um belo gol numa arrancada entre os dois zagueiros do
Fluminense para tocar a bola de leve por cima do goleiro. Gol de
almanaque, desses obrigatórios que todo garoto deveria assistir o vt
para aprender como é que se faz as coisas na frente do goleiro.
Aliás, com esse gol ele já passou o Zico (135 gols) na lista dos
maiores goleadores do Brasileirão e com o gol de pênalti de ontem
ele já soma 137 gols em 225 jogos (média de 0,61 gols por jogo),
ficando apenas atrás do Roberto Dinamite, que marcou 190 gols em 326
jogos (média de 0,58 gols por jogo). E como dizia o Maganha
sacaneando a flamengada, "os 3 maiores artilheiros do Brasileirão já
vestiram a camisa do VASCO"!!!
EM TEMPO II: finalmente vou ter que
concordar em alguma coisa com o Márcio Guedes. Ele disse que a
contratação do zagueiro chileno Vergara pelo VASCO é uma boa aposta
e que todos os clubes deveriam mesmo apostar nesses zagueiros
chilenos, uruguaios e argentinos porque normalmente eles jogam com
seriedade e com uma raça acima da média brasileira. Agora é esperar
para ver. E torcer!
EM TEMPO III: como sempre, assino mais
uma vez embaixo da brilhante coluna do João Carlos Nóbrega sobre a
questão as associações de última hora. Aqui vai apenas um pequeno
parágrafo da sua magistral coluna intitulada "Dá aqui a água
sanitária":
"Enquanto a competência do MUVR para puxar tapetes através de
táticas terroristas é comprovada a pleno vapor em cada centímetro de
reportagem de jornal, a incompetência política, a falta de visão de
futuro, é tácita, quando nos deparamos com a oportunidade que
perderam com o Sócio-Torcedor do Vasco. O incentivo a seus quadros
para que adquirissem os títulos, quem sabe de uma só vez (caminho
mais barato que o convencional) foi tática descartada junto ao
rancor estúpido com que celebram as derrotas vascaínas nas suas
reuniões repletas de sorrisos. Essa sim era a “oportunidade de
ouro”. A pergunta que fica é: será que é com esse tipo de
clarividência que pretendem administrar o Vasco? Dispensa-se".
EM TEMPO IV: Pela milésima vez: quando
acabou a eleição passada, o próprio Roberto disse que os vascaínos
que estavam insatisfeitos deveriam se associar imediatamente.
Entretanto, na hora de "coçar o bolso", ninguém parece tão
insatisfeito assim. O clube deu de mão-beijada o Sócio-Torcedor e vi
muito "vascaíno desde o vente da mãe" fazendo campanha para ninguém
aderir ao Sócio-Torcedor e sim ir direto até a secretaria do clube e
PAGAR MAIS CARO para comprar o título, coisa que nem assim era
possível. Agora vem esse negócio do muv querer botar na marra aos 54
minutos do segundo tempo seus correligionários para dentro. Como bem
concluiu o João Carlos:
"O
vascaíno precisa estar atento. Assim como seria indesejável que a
adesão de novos sócios estivesse sendo “controlada” com fins
políticos, não se pode deixar de nomear de golpe branco a pretensão
de inflar o clube na última hora, com gente que vai pagar (ou terá
financiado) um ano de taxa administrativa e, depois, como sempre,
vai abandonar o título. O Vasco não precisa de sócios de ocasião,
não precisa de “capital especulativo”, dispensa volatilidade. Ou se
constrói um quadro social sólido, seja por que via for, e o nosso
modelo de Sócio-Torcedor era um caminho excelente, ou se assume que
estamos diante de meras jogadas políticas de bastidores. Os nervos
hipócritas estão expostos. A água sanitária não vai apagar as
pegadas do passado. O MUVR deixou rastros. Muitos".
EM TEMPO V: como nas próximas duas
semanas estarei longe do RJ, então a minha próxima coluna será só no
dia 22/08 assim como também a minha volta ao programa de rádio. E de
preferência com o VASCO bem distante da zona do rebaixamento para
não ter que voltar com aquela novela chata chamada "No meio da
zona", como bem lembrou o Marcelo Lages (comandante do futebol de
mesa do VASCO). Até lá!
EM TEMPO VI: e
você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO VII:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!
EM TEMPO VIII:
os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
http://bailedeloslocos.zip.net
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O L T A R
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