|
n.18 ano VI - 20/06/2005
(próxima edição: 27/06/2005)
/+/ SINAL AMARELO LIGADO
Desde quarta-feira
estava longe do RJ, isolado num desses paraísos tropicais para mais
uma convenção de trabalho, totalmente alheio ao mundo e distante da
internet, dos jornais, celulares e quetais. Com relação ao VASCO
então, particularmente, não vi nada, não ouvi nada e também nem fiz
muita questão de saber nada nesse período, muito embora eu vestisse
sempre a camisa e o calção vascaíno em todas as peladas que rolaram
com a rapaziada nas horas de folga. Aliás, estava tão desligado das
coisas vascaínas que achava que iria chegar ao RJ no domingo pouco
antes do jogo contra o Palmeiras! Que idiota... E toda essa
tranquilidade e a paz de espírito que se apossaram de mim nesse
período acabaram assim que cheguei ao aeroporto, dando lugar à mais
alta ansiedade quando corri que nem um maluco para pegar as malas o
mais rápido possível e disparar logo para casa para ver o jogo. Em
vão. Quando avistei meu pai no saguão, o mundo já começava a acabar
na segunda frase: "Fala, filhão, tudo bem? Tu vistes o papelão do
VASCO"? Como não sabia de nada pois achava que estava chegando ainda
a tempo de ver o jogo, pensei que tivesse sido algum escândalo
extra-campo e perguntei a que papelão ele se referia. "Porra, o
VASCO tomou de 5 do Palmeiras e tu não sabes de nada"! Ora bolas,
óbvio que não sabia de nada! Parei, olhei para a cara dele
totalmente incrédulo, meio que sem entender o porquê daquela fúria
em tom de esporro e falei que ele devia estar de sacanagem. E aí a
porrada quase estancou: "De sacanagem estão esses jogadores que não
jogam porra nenhuma e esse treinador muquirana. O time começa
ganhando de 1x0 e deixa o adversário enfiar 5 gols! Tirando o
Romário e o Alex Dias, o resto parece um bando de mocinhas que estão
lá de sacanagem"! E deita de falação na minha orelha até chegar em
casa. Que belíssima recepção!
Como não vi o jogo e
nem os gols, apenas o resultado frio, dilacerante e inapelável de
5x2 (o segundo em 2 anos!), me recuso a comentar sobre a partida
como alguns por aí que adoram falar de "ouvi dizer". Então apenas me
limitarei a concordar com o companheiro e mestre João Carlos
Nóbrega, que viu o jogo e escreveu isto aqui na sua última coluna no
CASACA! - e que aliás tem sido a tônica nas últimas colunas:
"Não
me parece verdade que o time recue por opção, como aconteceu diante
do Coritiba e do Palmeiras. A realidade é muito mais preocupante: o
time recua porque é encurralado, não consegue manter a posse de
bola, seu meio–campo não sabe jogar e, quando não há meio jogando,
laterais não jogam, atacantes não jogam, ninguém joga. O time é
pressionado o tempo inteiro e, lógico, em jogo de ataque contra
defesa, leva os gols. Leva um, leva dois e, depois disso, sabe que
não pode reagir por falta de qualidade na armação de jogadas e
desiste. É goleado. E nomeia a vergonha. (...) Também não me
parece saudável que o treinador vá para a imprensa apontar culpados.
Além de covardia, dá margem para o surgimento de heterogeneidade de
objetivos no grupo – uns querem ganhar, outros querem derrubar. E,
não é novidade para ninguém, essa turma que é profissional às pampas
na hora de freqüentar o caixa eletrônico e esquece dos deveres
durante a madrugada, é chegada a um golpismo quando a vaidade
própria é afetada, o orgulho é ferido. Nada pior do que levar aos
fofoqueiros de plantão da mídia esportiva conclusões que devem
permanecer ali, entre as quatro linhas. (...) Além disso, exatamente
nas carências fundamentais não se tem buscado solução – o meio-campo
do Vasco, repito, não sabe jogar, comprometendo o desempenho do time
todo. Assim, se quisermos escapar de luta contra o rebaixamento
precisamos que o time jogue. E só vai jogar se encontrar solução
para o seu meio-campo".
Um meio-campo que
saiba manter a bola e municiar o ataque. Estamos falando nisso desde
o início do campeonato e pelo visto ainda continuaremos falando por
um bom tempo. A diretoria bem que está tentando achar um mas está
feia a coisa. E o Marco Brito, atacante que o Joel num dos seus
raros acertos botava pra jogar de quarto-homem de meio-campo, depois
que se recuperou da contusão foi liberado para ir para Portugal. E o
Dominguez, pelo que meu pai falou, parece que jogou bem. Mas ainda é
pouco, a coisa está feia e uma goleada desses sempre abala o grupo e
derruba qualquer astral. O sinal amarelo está ligadíssimo.
EM
TEMPO I: outra
coisa que pelo visto ainda continuou repercutindo foi a nota do
Roberto Dinamite, ou melhor, Sr. Carlos Roberto sobre a última
reunião do Conselho Deliberativo, este que pelo visto é mais um dos
que gostam de comentar de "ouvi dizer" já que lá não estava para dar
a sua opinião ao vivo e a cores. Quem estava lá, como sempre, foi o
nosso companheiro e mestre Fernando d'Arribada, um dos mais
fervorosos fãs que o jogador já teve em sua carreira nos gramados,
que emitiu um comentário dos mais desgostosos (e o qual assino
embaixo): "Há
muito tempo escuto dizer que os ídolos não devem ser olhados muito
de perto. Depois de comparecer à última reunião do Conselho e ler a
nota assinada pelo ausente conselheiro Roberto Dinamite, cheia de
maledicências, inverdades, prefiro por enquanto olhá-lo à distância
para enxergar apenas o jogador lá no passado, o craque que tornou
mais feliz e deu algum sentido à minha infância pobre. Justos
ressentimentos não justificam mentiras".
EM TEMPO II: e para finalizar esta
questão da "ditadura da Colina", o Presidente do Conselho
Deliberativo e Grande Benemérito do VASCO, Sr. João Carlos Gomes
Ferreira, que é uma pessoa das mais íntegras, como foi atacado
também deu uma resposta no site oficial do clube sobre esta questão.
Vou publicar aqui apenas um pequeno trecho que esclarece algumas
coisas sobre a postura dessas pessoas "perseguidas" e desmistifica
algumas coisas que andaram saindo por aí:
"(...)
Em
segundo lugar, o acusado, o associado José Henrique Ferreira Coelho,
por cinco vezes foi procurado em sua residência pelo oficial
notificante do 5° Ofício do Registro de Títulos e Documentos, para
notificá-lo sobre a instauração da comissão de inquérito, dar-lhe
ciência das acusações que contra ele pesavam e para dar-lhe o
sagrado e constitucional direito ao contraditório e à ampla defesa.
Nestas cinco vezes, porém, o acusado recusou-se a receber o
funcionário do 5° RTD, dando ordens ao porteiro de seu prédio para
que não o deixasse subir ao seu apartamento, como consta da certidão
fornecida por aquela repartição. Da mesma forma, recusou-se o
acusado a receber essa mesma notificação, remetida pelo 5° RTD por
SEDEX e com AR, como igualmente consta da certidão acima referida.
Portanto, o que na verdade se vê é que o acusado recusou-se a
exercer o direito de defesa que lhe foi reiteradamente oferecido
pelo VASCO DA GAMA, bem ao contrário do que, mentirosamente, afirma
o Sr. Roberto Dinamite. Essa postura do associado José Henrique
Ferreira Coelho dá a exata dimensão da forma como este senhor trata
as coisas do VASCO DA GAMA, e, o que é pior, sendo ele, como diz o
Sr. Roberto Dinamite, “vascaíno desde o ventre da mãe”. Este tal
“vascaíno desde o ventre da mãe”, hoje com quarenta e cinco anos,
somente se associou ao nosso clube em 1998, quando já estava com
trinta e oito anos, mesmo assim porque recebeu o seu título de sócio
proprietário diamante de presente de um grande vascaíno".
É mole ou quer molho?
EM TEMPO III: e o nosso amigo pé-frio RMPink,
hein? O Brasil acabou de tomar uma naba do "poderosíssimo" México
pela inexpressiva Copa das Confederações. Como dizia o personagem
Kiko do seriado humorístico mais tosco da história da tv (Chaves):
"eu te disse, eu te disse".
EM TEMPO IV: aos leitores,
principalmente os que solicitaram respostas nestas três últimas
semanas (e não foram poucos, pelo contrário!), está tudo guardado
ali na minha caixa postal e aos poucos, conforme a correria no
trabalho for diminuindo, irei respondê-los, ok?
EM TEMPO V: quem xerocopiava ou pegava documentos internos do clube
para passar para a flapress e assim ajudar a achincalhar a imagem do
clube na época da CPI do VASCO (que não deu em nada) merece ser
recebido em São Januário com tapete vermelho, rosas e champanhe? Na
boa, todos que ficaram contra o clube naquela época e principalmente
os que participaram da "conspiração" no apedrejamento público do
VASCO não são vascaínos e merecem ser tratados como tais.
EM TEMPO VI: aliás, dá pra explicar
como é que um clube sem patrocínio, "falido", sem mecenas, "sem
sócios", "sem craques", onde "toda a diretoria rouba o clube", que
"não forma atletas nas categorias de base" para vender no
profissional, que não tem ajuda da prefeitura para ganhar estádio e
com a mídia jogando inverdades toda semana para queimar o filme do
clube, como
é que esse clube mesmo assim se mantém de pé, com o seu patrimônio
crescendo a olhos vistos e impecavelmente conservado, com os
salários dos jogadores do time profissional rigorosamente em dia,
com as dívidas fiscais equalizadas e com todas as atividades no
clube a pleno vapor?? Como é que pode? Dá para explicar?
EM TEMPO VII: e
você, "vascaíno desde o ventre da mãe" ou não, quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO VIII:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!
EM TEMPO IX:
os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
http://bailedeloslocos.zip.net
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Gostou?
Quer receber uma nova edição gratuitamente toda segunda-feira?
Então
basta mandar um e-mail em branco para:
[email protected]
(o
seu cadastramento será feito automaticamente)
+++++++++++++++++++++++++++++++++++
V
O L T A R
|
|