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n.04 ano VI - 28/02/2005
(próxima edição: 07/03/2005)
/+/ 5 ANOS DE ALEGRIA
Jogo contra o Fluminense é sempre a
mesma história: é colocar a camisa, partir pro Maracanã e voltar de
lá com um sorriso no rosto. Não tem erro. Em campeonatos cariocas é
até covardia pois, desde 2000, já são 5 anos (7 vitórias, 3 empates
e nenhuma derrota) em que os tricolores vão lá pro estádio apenas
pra fazerem figuração. Se incluirmos também o Brasileirão e o
Torneio RJ-SP, a coisa também não muda muito de figura: 8 vitórias
do VASCO, 6 empates e apenas 3 derrotas. E quando em campo há um
Alex Dias comendo a bola e entortando até a própria sombra, e mais
um tal de REImário, que dizem os recalcados que "não apronta mais
nada em campo", aí mesmo é que é só correr pro abraço. Com um gol de
cada, o VASCÃO detonou o freguês tricolor por 2x1 e agora vai pra 4
pontos, ficando a dois pontos do Botafogo que segue liderando o
nosso grupo nesta Taça Rio.
Independente do tricolor ser freguês
de carteirinha, o VASCO fez dois tempos bem distintos. No primeiro
tempo, os jogadores vascaínos botaram os tricolores na roda,
mandaram e desmandaram no meio-campo, tocaram a bola e fizeram as
jogadas com traquilidade e o time poderia até ter liquidado a
partida naqueles primeiros 45 minutos. O Gomes botou o Felipe no
bolso e o Alex Dias arrebentou, fazendo inclusive um belo gol ao se
antecipar ao defensor tricolor (Marcão), que estava com a bola
dominada, roubar-lhe a criança e estufar as redes sem dó. O Marcão,
inclusive, deve estar procurando o Alex até agora porque, em campo,
ele só viu mesmo o espectro do veloz atacante vascaíno que, com toda
justiça, já caiu de vez nas graças e nos braços da nação vascaína.
Já no segundo tempo a coisa mudou de
figura, principalmente depois que o Ygor se contundiu. Até então o
VASCO continuava bem no jogo e o Alex Dias (e não Gomes, como o cara
do Sportv insistiu), sempre ele, numa outra roubada de bola
sensacional (desta vez sobre o Felipe), arrancou pela direita e
passou a bola pro Róbson Luiz, que imediatamente a passou para quem
sabe muito. E o REImário, naquela arrancada característica, antes da
chegada do zagueiro tricolor, escolheu o canto e fulminou o goleiro
com aquele clássico biquinho da chuteira que até parece fácil e que,
realmente, parece que só Ele mesmo sabe fazer. Bola na rede para
delírio da nação vascaína que, desde o dia 29/10/2001 (último
campeonato dEle antes da volta em 2005), não via um gol do REImário
com a camisa vascaína em pleno Maracanã. E, diga-se de passagem, foi
contra o mesmo Fluminense velho de guerra, só que naquela
oportunidade o VASCO havia sido garfado solenemente e o jogo acabou
2x2, com dois gols dEle, sendo o último (o do empate) naquela
cabeçada clássica entre os zagueirões de três metros de altura da
defesa tricolor. E o detalhe principal: Ele passou 50 minutos em
campo com dor na virilha e só saiu depois que selou o empate. Aliás,
como recordar é viver e quem viu não esquece, segue aqui um pequeno
trecho da coluna feita por mim na época intitulada "A Lenda Viva dos
gramados" sobre aquele que até então teria sido o último gol do
maior centroavante da história do futebol mundial com a camisa
vascaína em pleno Maracanã:
"O
que dizer desse sujeito que, mesmo com todo talento que Deus lhe
deu, não tem vergonha de chutar a bola de bico para estufar as redes
do adversário e fazer um golaço? E que depois, com o time perdendo,
machuca a virilha mas mesmo assim diz pro técnico que a sua "missão
ainda não acabou" e passa 50 minutos em campo mancando, recolhido lá
dentro da grande área se fingindo de morto para, num piscar de
olhos, surgir do nada em "velocidade zero", por entre os zagueiros
que têm pelo menos o dobro da sua altura, para se ajoelhar na
pequena área - como quem pede a benção aos Deuses do Futebol Arte -
e escorar de cabeça, com todo afeto e ternura, a bola que vai
calmamente procurar o aconchego das redes adversárias pra dormir
feliz e contente selando o empate em 2x2. O que dizer??? É Estorinha
da Carochinha???
É como eu havia dito lá em cima: eu só acreditei porque estava lá e
vi com estes olhos que a terra há de comer. E saí do Maracanã
imaginando essa cena, e a atuação do REImário no jogo como um todo,
na época em que não havia televisão. Como é que eu ia falar para os
meus netos que o menor jogador em campo jogou com uma perna só, na
melhor encarnação do Saci Pererê já vista no mundo real, durante
meio tempo e mesmo assim conseguiu fazer dois gols, sendo um deles
de cabeça, já sem nenhuma condição física??? Será que eles iriam
acreditar??? Como é que os narradores iriam contar e recontar aquele
momento sublime em que o mundo parou para ver o REImário, no chão,
empurrar a bola de cabeça para as redes no meio daquela zaga de
"sequóias"??? O que diriam??? Como é que eles iam explicar que um
jogador de meio-metro que quase não se movimenta em campo consegue
estar sempre onde a bola está e, invariavelmente, mesmo marcado,
consegue sempre achar dois centímetros pra empurrar a bola pro fundo
das redes?? Que paradoxo é esse??? É estorinha?? Folclore???
Devaneio de bêbado??? Não, meus caros, é apenas REImário - a Lenda
Viva dos Gramados. Quem viu, não esquece".
Pois é, voltando pra
2005, felizmente aquele gol de cabeça não foi o último dEle com a
camisa vascaína no Maracanã já que ontem, pra desespero dos inimigos
do puro futebol-arte, o mesmo "acabado" REImário de sempre voltou a
balançar para fazer a alegria da nação vascaína em toda a galáxia. E
o tal do Fabiano Eller, que andou enchendo a boca por aí dizendo que
nunca tinha perdido pro VASCO, também só foi achar o REImário em
campo logo depois dele ter feito o gol e corrido pra torcida
tricolor fazendo aquele tradicional gesto de silêncio. Pois é, quem
mandou provocar a fera... Mas aí depois do gol do REImário e da
contusão do Ygor, nosso meio campo sumiu do jogo, dando muitos
espaços para os tricolores que cresceram de produção por ali e deram
uma pressão violenta nos 30 últimos minutos, conseguindo um golzinho
e provocando calafrios até no mais tranquilo monge vascaíno. Mas
felizmente não passou disso.
Final de jogo,
valeram os 3 pontos pela boa vitória (mais uma) no "clássico da
freguesia" e, principalmente, pela raça (item que andava sumido)
demonstrada em todo o jogo e a ótima atuação do time no primeiro
tempo. Se o meio-campo ajudar só um pouquinho, REImário e Alex Dias
vão continuar fazendo um caminhão de gols e a nossa defesa não irá
sofrer tanto. E se esta defesa, nosso calcanhar de Aquiles, se
acertar, aí sim é só esperar o juiz apitar o final de jogo para
darmos a volta olímpica. Ainda há muito para se melhorar mas já deu
pra ficar bem otimista, principalmente pela raça e pelo espírito de
luta demonstrados em campo.
EM TEMPO: o dia em que o VASCO perder
três jogos seguidos pro Fluminense, lá virão os "garotos da corneta"
com aquele papo de que o "Eurico está afundando o clube porque nem
do freguês tradicional a gente consegue ganhar". Enfim, coisa de
criança mal-acostumada que não sabe que até o meio da década de 80
nossos pais e avós tinham verdadeiro pavor de enfrentar os
tricolores. Aliás, antigamente o VASCO perdia pros tricolores dentro
de campo e era massacrado fora de campo nos tapetões da vida.
Curiosamente, depois que o Eurico acabou com a hegemonia tricolor na
Federação e o popular "Rei do Tapetão", que ajudava os tricolores
sempre que a coisa apertava, foi varrido do mapa, dificilmente o
VASCO passou a perder os jogos pra eles dentro de campo - e sem a
ajuda da arbitragem!!
EM TEMPO I:
falando em arbitragem, a flapress tripudiou até dizer chega, mas que
o VASCO foi roubado dentro de São Januário contra o Madureira, isso
foi. O gol de cabeça numa bola que não saiu pela linha de fundo e a
mão na bola do zagueiro quando o REImário ia lhe dar um lençol no
final do jogo - onde na sequência do lance acabou saindo o último
pênalti pro Madureira - foram coisas de cinema. Garfo do bom!
EM TEMPO II:
aliás, com relação ainda ao jogo
contra o Madureira, sugiro lerem a ótima (pra variar) coluna do João
Carlos Nóbrega no CASACA! intitulada "Nota de 3 Reais". É a respeito
da mudança na surdina do bandeirinha que iria fazer aquele jogo,
rasgando mais uma vez o tal do Estatuto do Torcedor. Ou seja, quando
o Estatuto está ao lado do VASCO, ele é rasgado sem a menor
cerimônia (mais uma vez), tripudia-se do clube e está tudo bem. Mas
espera pra ver o dia em que for contra...
EM TEMPO III: falando no falido
Estatuto, pelo que andaram noticiando por aí os "pais" da criança, o
tal do Portela e o Kfouri, estariam dando curso de "dirigente
esportivo" pela bagatela de R$ 1.200,00 por mês. Acho que se o
Governo do Estado patrocinasse a idéia e criasse o "Curso a R$
1,00", com essa dupla encabeçando, ainda assim estaria caríssimo já
que, como qualquer um pode ler nas colunas dos caras, não há nada, a
não ser ódio e rancor, para oferecerem. Acho que eles estão no curso
errado...
EM TEMPO IV: segue o silêncio sepulcral
sobre os "investidores" do MSI Futebol Clube Paulista. Tirando
aquela reportagem da revista CAROS AMIGOS que havia comentado na
edição passada, nenhum veículo da chamada "grande imprensa" se
manifestou. Na boa, não é estranhíssimo??? Agora, se fosse no
VASCO...
EM TEMPO V: e
você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO VI:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!
EM TEMPO VII:
os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
http://bailedeloslocos.zip.net
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O L T A R
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