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n.02 ano VI - 31/01/2005

(próxima edição: 21/02/2005)

 

/+/ AH! ALEX DIAS!!!

 

Os detratores do futebol carioca, principalmente aquela corja velha conhecida de guerra que habita as redações e os bastidores esportivos dos meios de comunicação "cariocas", devem estar se rasgando por inteiros de cabo a rabo até agora. Primeiro, porque mais um ano se inicia e eles ainda não conseguiram a tão sonhada transferência para São Paulo para fazer a cobertura do Paulixão e assim ficarem mais perto dos chefinhos e acionistas. E segundo, porque o "falido, decadente, morto e enterrado" Cariocão 2005 é um sucesso de público e renda. Pois é, podem até xingar a mãe e chamá-los de ladrões que eles nem ligam, mas falar que o Cariocão é um sucesso pra eles é crime passível de pena de morte! Azar o deles!!!

 

Todo o ano é a mesma lenga-lenga com os "especialistas" em administração esportiva e outros tantos pseudo-jornalistas que se acham os "deuses" falando pelos cotovelos que a solução para o futebol profissional no Brasil é transformar os estádios em shopping centers, botar banco de couro nas arquibancadas e cobrar R$ 100,00 o ingresso mais barato para tirar o futebol do buraco. Eles são os mesmos idiotas que não conseguem perceber que há várias diferenças entre o que acontece numa Inglaterra (em todos os sentidos) e o que acontece no Brasil. Aliás, eles devem bater palmas de pé para quem inventou que em pleno Rio de Janeiro (com 40 graus positivos na sombra) deve-se trabalhar de terno porque nas grandes empresas lá fora (com 10 graus negativos) também se trabalha. É rigorosamente o mesmo raciocínio. São uns brincalhões, né?

 

Conforme já amplamente debatido com maestria pelo Fernando d'Arribada e pelo João Carlos Nóbrega no CASACA!, todos esses "papas" se esquecem de uma coisa: o futebol é do povo. E para o povo (aliás esta palavra deve causar náuseas nos "papas" lá no alto dos seus gabinetes com ar-condicionado) voltar aos estádios, a equação mágica sempre foi muito simples: preços acessíveis, bons jogadores dentro de campo e uma fórmula de disputa onde haja finais. O resto é EStorinha pra boi babão dormir roncando! E se nos últimos anos o Cariocão já vinha sendo um sucesso de público, este ano a coisa já está tomando proporções bíblicas por causa da promoção Gol de Placa onde o povo, ao trocar notas fiscais de R$ 50,00 e pagar R$ 1,00 por uma raspadinha, ganha acesso ao jogo do seu time. E assim, desde a primeira rodada, o povo carioca vai dando uma aula para esses idiotas ao lotar praticamente todos os estádios por onde os grandes clubes cariocas vão passando. As teses de mestrado barato deles começam a serem rasgadas e enterradas. Eles simplesmente não conseguem entender mas a verdade é que o hábito de ir aos estádios aos domingos, que aos poucos estava sendo assassinado por essa corja com um monte de blábláblá, voltou mais forte do que nunca.

 

Por isso que deu mais gosto ainda ir ao Maracanã lotado de vascaínos (e também com muitos botafoguenses) para assistir ao primeiro clássico da Taça Guanabara onde, mesmo com as duas equipes ainda querendo se acertar, a massa foi em peso para prestigiar os seus jogadores. Claro que os amantes do puro futebol-arte e em especial a nação vascaína ainda tinham o fator REImário, com 39 anos completados na véspera, que voltava ao templo do futebol com a camisa vascaína como grande atração, mesmo com o total desprezo dessa corja. Aliás, se essa corja já não consegue aceitar que os cariocas encham os estádios enquanto que a paulistada deixa os seus às moscas, também devem estar se rasgando porque o pay-per-view do Cariocão (e aqui não entra o povo, para a alegria dos coveiros do futebol) está vendendo na proporção de 6x1 contra o Paulixão com Tevez & Cia. Verdadeiro showcolate na arquibancada e também na poltrona!!! E eu já adianto pra eles: a torcida vascaína, campeã mundial interclubes em compra de pacotes pay-per-view, puxa mais uma vez pra cima a compra dos pacotes pra ver a despedida do REImário junto com as outras torcidas porque efetivamente o Cariocão é o campeonato mais charmoso e com a maior rivalidade do Brasil. A CBF, antes de vir com pontos corridos em campeonatos de 300 rodadas e ingressos nas alturas, deveria se espelhar melhor no "falido, decadente, morto e enterrado" Cariocão para entender do que é e como é que é um campeonato que o povo gosta. E o resto, como diz o Dr. Fabro, é paisagem.

 

EM TEMPO: voltando a falar no empate em 1x1 no clássico, a festa que a torcida vascaína fez no Maracanã foi algo cinematográfico, começando 2 horas antes da bola rolar e se estendendo até depois do apito final. Verdadeiro espetáculo como há muito tempo não se via! E o time, que no primeiro tempo teve uma atuação bizarra de tão apática, no segundo tempo com as entradas de Róbson Luiz (no lugar do Leozinho) e do Rubens (no lugar do Júnior) melhorou muito e foi junto no embalo dos gritos que vinham das arquibancadas, dominando amplamente o Botafogo e que só não chegou à vitória porque aquele juizinho-ladrão-de-uma-figa não deixou ao inventar trezentos impedimentos, não marcar um pênalti claro sobre o REImário e ignorar várias faltas a nosso favor. Mas o resultado acabou sendo justo pela mediocridade que o VASCO apresentou no primeiro tempo onde só a botafogada jogou.

 

EM TEMPO I: REImário, pra variar, foi ovacionado por toda a nação vascaína e principalmente pela Força Jovem, que puxou o corinho de "parabéns pra você" e esqueceu aquela palhaçada de Edmundo. Em campo, o Baixinho foi um espetáculo à parte. Tocando de primeira, dando belos passes, arrumando faltas e chutando ao gol (aliás chutou uma única vez (fora as faltas) onde o Jéferson (goleiraço) fez uma defesa sensacional), foi sempre perigoso e atraía a atenção de praticamente toda a defesa botafoguense. Mostrou que ainda será muito útil ao VASCO neste campeonato dando aquele toque de categoria que só um gênio como ele é capaz de proporcionar. Duvida? Então pega o teipe do jogo e dá uma olhada, logo no início, num fantástico drible de corpo onde ele deixou dois botafoguenses na mão para em seguida fazer um lançamento de mestre para o Alex Dias. Enfim, pro REImário só faltou mesmo o gol, mas a nação vascaína, principalmente aqueles que não queriam o Baixinho em São Januário, saíram do Maraca falando exatamente sobre os mesmos três assuntos: a boa atuação do REImário, o juiz ladrão e o golaço de placa do Alex Dias.

 

EM TEMPO II: na boa, ao sair do estádio me senti plenamente culpado por ter pago apenas R$ 1,00 para assistir ao jogo. Confesso que ainda fui na bilheteria mas como ela estava fechada, desisti. Afinal de contas, o golaço antológico de placa que o Alex Dias fez na botafogada definitivamente não é desses que a gente tem a sorte de ver todo dia ao vivo bem debaixo dos nossos narizes, e que com certeza vale muito mais do que o R$ 1,00 do ingresso. Aliás, nem deveria se chamar ingresso mas sim couvert artístico! Numa tabela magistral com o REImário (sempre ele), o Alex saiu na cara do goleiro Jéferson e, num toque de gênio, deu um chapéu imortal no goleiraço botafoguense para completar em seguida de cabeça e estufar as redes. O Maraca veio literalmente abaixo e eu só me lembro de ter ajoelhado na cadeira mas, antes de falar amém, a massa vascaína em puro êxtase já tinha me derrubado e me jogado longe, me misturando aos vários vascaínos que já rolavam arquibancada abaixo com os copos de cerveja e biscoito voando pelos ares naquela verdadeira catarse coletiva que só os golaços de placa proporcionam. Imediatamente os vascaínos cascudos de arquibancada se lembraram de outro golaço imortal, quando o REImário roubou a bola do Leandro para dar um lençol no goleiro Zé Carlos e também completar de cabeça nos jogos finais de 1988, liquidando a vitória de 2x1 do VASCO sobre a flamengada.
E ainda antes, quando o Roberto deu um chapéu histórico num botafoguense e estufou as redes sem deixar a bola cair no chão num gol que ganhou placa e foi considerado uma dos mais belos da história do Maraca. Só quem estava mesmo no estádio (e eu só não estava lá no gol do Roberto) é que entende qual é aquela sensação da surpresa absoluta quando o jogador dá o balãozinho no beque para logo em seguida estufar as redes. Definitivamente a magia do futebol é isso. E o Alex Dias, que na primeira vez que balançou as redes do Mário Filho foi pra fazer este golaço de placa, realmente é um abençoado. Não é a toa que já estamos cantando e continuaremos cantando por muito tempo: AH! É ALEX DIAS!!!

 

EM TEMPO III: e a flamengada, que já tinha tomado um pau do Olaria, novamente fez história ao apanhar do Cabofriense. Alô, Márcio Braga, cuidado com a segundona, hein?  ;-D))

 

EM TEMPO IV: um bom carnaval para todos e que o VASCO esteja nas finais da Taça Guanabara quando a festa de Momo acabar. Have fun.

 

EM TEMPO V: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VI: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!

 

EM TEMPO VII: os cães ladram e a Caravela (com REImário no comando) passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

http://bailedeloslocos.zip.net

 

 

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