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n.01 ano VI - 24/01/2005
(próxima edição: 31/01/2005)
/+/ REIMÁRIO SEMPRE REIMÁRIO
Para a felicidade geral da nação
vascaína e dos amantes do puro futebol-arte, o maior centroavante da
história do futebol mundial e um dos maiores craques de todos os
tempos que o universo futebolístico já viu, o imortal REImário está
de volta ao lar que o apresentou para o mundo. Estendam o tapete
vermelho para o Baixinho e sua corte passarem!
É óbvio que o REImário que está
chegando não será nem sombra daquele moleque arisco e matador do
começo de carreira que infernizou as defesas de meio-mundo por aí
afora com as suas arrancadas geniais e os seus gols fantásticos.
Entretanto, REImário será sempre REImário e, se aos 39 anos não tem
mais aquele fôlego de garoto, com certeza o faro aguçado ainda está
lá, intacto, como na temporada de 2000, esperando o vacilo do
adversário para fazer mais um gol antológico. Ele está acima do bem
do mal pois quem é rei nunca perde a majestade.
Mas o mais curioso é como a corja que
habita as redações esportivas da flapress “vende” a imagem do craque
imortal. Para quem é vascaíno, nenhuma novidade pois já tínhamos
visto esse filme antes. Quando o Roberto Dinamite ia encerrar a
carreira, e o Eurico o trouxe de volta a São Januário para disputar
o seu último campeonato pelo VASCO, os “jornalistas” enchiam o saco
em páginas e mais páginas com pérolas educadíssimas do tipo “Roberto
já perdeu o bonde da história” ou então, a melhor e mais comum de
todas, que “ele deveria se espelhar no exemplo do Zico, que se
encerrou a carreira no auge”. (Antes que eu me esqueça: Zico é o
cacete!) E, na época, muitos que se dizem vascaínos caíram no conto
da flapress e foram para as arquibancadas e sociais vaiar o craque
vascaíno se esquecendo de uma pequena palavra que não existe no
dicionário da flapress: gratidão. Independente do Roberto na época
estar bem ou mal, ele tinha que encerrar a carreira jogando no VASCO
e ponto final. E assim encerrou, com o título do Cariocão invicto de
1992 para desespero dessa corja (incluindo aí também muitos dos que
se diziam "vascaínos").
Agora acontece o mesmo com o Baixinho
mas com um agravante: se o Roberto sempre foi político e a flapress
ainda assim o esculachava, com o REImário o buraco sempre foi muito
mais embaixo pois ele nunca pensou em agradar a, b ou c; pelo
contrário, sempre bateu de frente com eles, fazendo-os de gato e
sapato e, por isso mesmo, usando-os como poucos jogadores jamais
fizeram. O grande “problema” do REImário é que ele sempre desafiou
quem quer que aparecesse pelo seu caminho e, invariavelmente, dentro
das quatro linhas ia lá, inundava a rede e calava a boca de todo
mundo. E aí os inimigos se rasgavam enquanto os apreciadores do puro
futebol-arte iam ao delírio.
REImário está de volta e é muito bem
vindo. Grato ao clube que o lançou, ele volta sem se preocupar com
salário e continuará jogando por prazer para pôr o ponto final em
letras douradas na sua magistral carreira. Ele, que na época em que
o VASCO passou o maior aperto financeiro da história do futebol
brasileiro, com massacres diários de todos os lados, se manteve em
todos os momentos fiel ao clube enquanto muitos conhecidos que juram
de pé junto que são vascaínos abandonaram a Caravela. Sem assinar
nada e sem ninguém lhe pedir um tostão, ele emprestou dinheiro ao
clube para atravessarmos aquele deserto e começarmos a dar volta por
cima. E nunca falou um “ai” contrário ao clube em todo esse período.
O VASCO é grato a ele assim como ele é
grato ao clube. O maior centroavante da história nasceu aqui e vai
encerrar a carreira aqui. E isso não tem preço. Aos inimigos, o
velho recado mais forte do que nunca: Os cães ladram e a Caravela
(com REImário no comando) passa!
EM TEMPO:
REImário antes do jogo contra a Portuguesa recebeu no gramado das
mãos do presidente Eurico Miranda a camisa 11 vascaína. O Baixinho,
pra variar, se emocionou bastante ao voltar a São Januário como
jogador para encerrar sua vitoriosa carreira exatos 20 anos depois
da sua estréia no futebol profissional vascaíno. Nada mais precisa
ser dito a não ser uma efusiva salva de palmas!
EM TEMPO I: pra variar também, a nossa
querida Força jovem resolveu aprontar e quase estragar a festa
quando uns débeis mentais resolveram ressuscitar aquele corinho de
"AH É EDMUNDO". Óbvio que o estádio inteiro se revoltou e xingou a
FJ e começou a gritar o nome do REImário. Repito: se não querem
ajudar, também não atrapalhem. Só lembrem-se que REImário foi o
maior centroavante da história do futebol mundial em todos os
tempos, nascido, criado e que vai se aposentar em São Januário. O
resto é despeito. E o Edmundo, fala sério, né? Como é que a torcida
tem a coragem de gritar, ainda que numa espécie de provocação
babaca, DENTRO DA NOSSA CASA o nome dum cara que sempre que estava
por baixo voltava pra ser recebido com festa por aqui mas que, no
primeiro mal entendido, largou o time na mão para ir jogar gamão
(até rimou!) na praia (entre outras coisas)? E que sempre processou
o clube que ele diz amar sem nunca ter posto um centavo aqui dentro
(ok, não era obrigação dele... assim como também nunca foi do
REImário)? E pior: processou o clube que fez das tripas coração para
tirá-lo de DENTRO da cadeia quando ele matou algumas pessoas num
acidente de trânsito? Pois é, INGRATIDÃO em letras garrafais é isso
e o resto é estorinha pra boi dormir. Mas não adianta, quanto mais
me lembro das atitudes (dentro e fora de campo) e os títulos do
REImário com a camisa vascaína e comparo com tudo o que aconteceu
com o Edmundo, cada vez mais me convenço e aplaudo de pé o REImário
e ignoro o Edmundo. Mesmo tendo achado que o Edmundo, apenas pelo
que jogou em 97, tenha sido um dos maiores da história em todos os
tempos. Gritar "AH É EDMUNDO", principalmente dentro de São
Januário, é estuprar o bom senso e valorizar a ingratidão.
EM TEMPO II: quanto ao jogo de estréia
no Cariocão num 2x1 de virada, pouco a acrescentar já que há tudo
por fazer. O time não jogou bem e os destaques foram o Júnior (que
entrou no segundo tempo) e o Alex Dias, que se movimentou bastante
no ataque procurando as jogadas o tempo inteiro e perdeu vários
gols. Mesmo assim já caiu nas graças da galera que o aplaudiu o
tempo inteiro. Quando essas bolas começarem a entrar aí sim é que
ele vai se consagrar de vez! Já o Allan Delon, ao contrário do ótimo
treino que havia feito na sexta-feira, não foi tão bem e pouco
criou. Mas tem bola para comandar o meio de campo vascaíno.
EM TEMPO III: já o REImário fez um gol
covardemente anulado pelo bandeira inventor e perdeu outro quando
roubou a bola do zagueirão e chutou bem rente à trave. Saiu para dar
lugar ao Marco Brito, que acabou com justiça fazendo o gol da
vitória. Aliás, o Joel pode até manter o Marco Brito ao lado do
Allan Delon para os próximos jogos que parece que vai dar caldo!
EM TEMPO IV: pra corja da flapress que
adora dizer que "em São Januário sempre há um pênalti amigo para o
VASCO decidir as partidas", fica registrado para quem interessar
possa que neste jogo o juiz INVENTOU um pênalti no segundo tempo
(que o zagueirão isolou) e anulou um gol legítimo do REImário. e o
campeonato está apenas começando...
EM TEMPO V: e o colunista social Renato
Prado, aquele que no final do ano passado isolou a bola fora do
Maracanã ao botar na capa do GLOBO o furo furado de que REImário
tinha parado de jogar futebol, ressurgiu das trevas muito preocupado
com a capacidade de público em São Januário e com a aplicação com
rigor do Estatuto do Torcedor. Mas o bravo RMP que fique tranquilo
porque lá estiveram quase 20.000 vascaínos, conforme foi divulgado
pelo placar eletrônico (não só o público como também a renda), sem
nada de superlotação. Em compensação, ele não teve NENHUM interesse
em comentar sobre o jogo da véspera no Maracanã, onde o Estatuto do
Torcedor foi rasgado na organização do jogo Botafogo x América já
que, além da confusão generalizada nas roletas e falta de ingressos
e informação, até agora ninguém sabe qual foi o público pagante e
nem a renda. Mas o VASCO é que o "clube dos bandidos" e vida que
segue...
EM TEMPO VI: parabéns à flamengada pelo
inédito VICE conquistado no dificílimo Torneio Internacional de
Verão quando, após uma vitória sensacional sobre o glorioso Joe
Public de Trinidade e Tobago (que mais parece nome de pub do que
outra coisa), conseguiu perder a finalíssima para o time B (repito:
TIME "B") do Volta Redonda. E o pior é que a flamengada ficou tão
eufórica com a conquista que os jogadores resolveram repetir a dose
e tomaram uma senhora sova de 3x0 do glorioso Olaria na estréia do
Cariocão! Esse ano promete!!!
EM TEMPO VII: também não entendi esse
palco todo para dançar can-can que estão dando para "o bolha"
(grande citação do Fábio Ferreira). Estão dando mole ao quererem
diplomar mais um palhaço para entrar no picadeiro. E se insistirem
nisso, estou até vendo a mais nova dupla em ação: a Gordinha e o
Carequinha. Com todo respeito mas acho que há coisas infinitamente
mais importantes para se fazer.
EM TEMPO VIII: e não é que o bolha
sifu!!! ;-D))
EM TEMPO IX: e
você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO X:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM RJ 1360 Khz. Até lá!
EM TEMPO XI:
os cães ladram e a Caravela (com REImário no comando) passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
http://bailedeloslocos.zip.net
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O L T A R
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