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n.35 ano V - 13/12/2004

(próxima edição: 20/12/2004)

 

/+/ A CASA DA FLAPRESS CAIU E O VASCO NÃO

 

"Que me desculpem são-paulinos e santistas, mas não tem jeito. Não vou ficar em cima do muro: o Atlético-PR será campeão do Brasileiro já neste domingo, apesar de jogar em São Januário e do desfalque de Jadson, a revelação do campeonato. O Furacão vai dar uma sapecada no Vasco, porque o time carioca está mais para lá do que para cá e não mete medo em ninguém. Se o Vasco da zona da pasmaçeira é ruim, desesperado, então, deve ser pior ainda". (José Trajano, jornalista, colunista do Lance e chefe da equipe de esportes da ESPN Brasil, mostrando mais uma vez que além de não entender nada de futebol também é um péssimo palpiteiro)

 

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"Vencer o Atlético-PR em casa entrou no rol das impossibilidades matemáticas. Uns até acham o empate tão longínquo quanto Plutão. Para estes sensatos da cabeça aos pés, passar por uma esquina da Rio Branco e ser abalroado por uma girafa está à frente na lista de possibilidades. Esta turma grávida de razão acadêmica desistiu do Vasco. São vascaínos que se tornaram ateus de Vasco, se me permitem a expressão estranha. Não têm mais a mínima fé que seja na camisa cruzmaltina. Abraçaram o vídeo do velório diante do Corinthians e declamam em alto e bom som: “O Vasco vai cair”, “Ir a São Januário pra quê?” ou “Já sabia que tudo ia terminar assim, eu avisei! (...) Os normais, os razoáveis, os que acreditam que o futebol é igual ao vôlei (onde o favorito ganha quase sempre) não acreditarão em virada de rumo. Os loucos apaixonados (conhecidos como burros pelos razoáveis) como eu, irão a São Januário acreditando na girafa da Rio Branco. Prestes a mudar a história do Campeonato Brasileiro de 2004". (Dr. Rafael Fabro, o maior escritor sobre futebol a pisar neste planeta em todos os tempos, em sua coluna intitulada "Acreditar")

 

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Durante a semana que passou a corja que vomita opiniões em suas cUlunas nas mais variadas mídias fizeram o possível e o impossível para transformar o jogo deste domingo numa praça de guerra. Segundo a lógica destes imbecis (até o Márcio Guedes disse em alto e bom tom que lá ainda se vê "práticas nazistas!"), tudo levava a crer que os ônibus atleticanos seriam incendiados com os torcedores dentro, rojões, bombas e pedradas seriam arremessadas no gramado e nos carros dos torcedores de bem, a torcida invadiria até o vestiário para matar a pauladas os jogadores e os juízes, as cabines de imprensa seriam implodidas com os jornalistas dentro e, se o estádio não fosse derrubado para impedir o título do "furacão", o ditador & sua patota com certeza fariam o possível e o impossível para tirar a vitória e o título deles num assalto a mão armada. Ah, claro, sem esquecer também da pressão e da coação onde os torcedores mais selvagens (escolhidos a dedo) das torcidas organizados estariam fantasiados de policiais, gandulas e até de bombeiros, tudo para garantir que o resultado em São Januário fosse qualquer um menos a vitória do Atlético-PR.

 

Entretanto, amigos, o que se viu não foi nada disso, até mesmo porque quem frequenta São Januário e conhece o VASCO sabe que coisas desse tipo jamais acontecem por ali. O que seria a apoteose do Estatuto do Torcedor Anti-Vascaíno, com a interdição de São Januário para sempre, mais a tirada de 8.956.300 pontos do clube com direito a rebaixamento sem escalas para a quinta divisão e mais a prisão do Ditador sanguinário e toda a sua patota foi por água abaixo. Como se diz na gíria, a casa dessa corja de FDPs caiu. E o VASCO, bem, o VASCO não.

 

Quem foi ao jogo, e foram milhares de loucos vascaínos apaixonados, viu que não foi nada disso o que aconteceu, muito pelo contrário. Os vascaínos que invadiram São Januário, fechando por completo a ferradura e fazendo uma festa como há algum tempo não se via, tinham tanta certeza da vitória quanto aqueles vascaínos (que provavelmente deviam ser na sua grande maioria os mesmos de agora) que lotavam essas mesmas arquibancadas e cadeiras nas campanhas inesquecíveis de 97 e 2000, onde qualquer time pensava 5 vezes antes de nos enfrentar pois já sabia que a derrota era certa. Como dizia o Alvarenga, célebre garçon vascaíno do restaurante onde almoço quase todo dia, o VASCO começou a ganhar o jogo no dia em que a diretoria colocou um preço simbólico no ingresso. E é verdade. Isso atiçou ainda mais os vascaínos que começaram a brotar por todos os cantos indo em direção à Colina Sagrada sem medo de serem felizes. Inclusive, quem havia caído de pára-quedas ontem em São Januário, e havia centenas de turistas (pra variar), acreditava piamente que o jogo era uma final de campeonato e o VASCO era o franco favorito.

 

Não, definitivamente (e infelizmente) não era uma final de campeonato, mas a ameaça real de em caso de derrota irmos parar na cara na porta da segundona assustava e transformava a partida num jogo-chave pra nós. E os "vascaínos que acreditam", como diz o Dr. Fabro, largaram tudo o que estavam fazendo e foram para lá. A torcida foi muito mais torcida como há muito tempo não se via (e pode incluir os jogos das finais do Cariocão deste ano). São Januário literalmente tremeu. E, é claro, o tal do Atlético-PR também tremeu. Mais uma vez o tal do "Furacão" virou uma brisa sem vergonha. Se alguém ainda tinha dúvida se camisa e torcida ganham jogos, depois deste jogo não teve mais. O provável melhor time do campeonato não aguentou 10 minutos de pressão de uma torcida acostumada a títulos que encarava o jogo como se fosse uma final, e desandou de vez quando o Henrique estufou as redes e mostrou a Cruz de Malta para todos verem com quem estavam brincando.

 

Aliás, com relação aos jogadores, aquele temor (justificado) de que eles poderiam repetir aquela atuação bizarra do jogo contra o Corinthians foi logo por água abaixo na primeira vez em que o Coutinho pegou na bola. E não só ele como também o Ygor, o próprio Henrique e o Gomes mostraram o que é o VASCO valente, o VASCO da raça, o VASCO lutador, vibrador, que acredita em todas as bolas, que chega em todas bolas e que não dá brecha para o adversário tirar onda com a nossa cara seja onde for, principalmente em nossa casa. O time jogou junto com a torcida, o time vibrou junto com a torcida e o time ganhou junto com a torcida. Sinergia total. E foi tanta sinergia que imediatamente todo vascaíno que estava lá teve a nítida certeza de que se esse time fosse um pouco mais aplicado e empenhado (descontando as invenções que tivemos que assistir) durante o campeonato, hoje com certeza estaríamos brigando pelo título. E mais, se o campeonato fosse com aquela fórmula vencedora de classificar os oito melhores para o mata-mata, não seria nenhuma surpresa a taça vir novamente para nós. Mas, como dizia Monteiro Lobato, "isso é uma outra história que fica para uma outra vez".

 

Enfim, se para os "sensatos" de plantão era mais fácil ser abalroado por uma girafa na esquina da Av. Rio Branco do que o VASCO ganhar do "furacão", avisem para eles não irem para o centro da cidade por esses dias. Afinal, de repente eles poderão ser atropelados não só pela girafa do Dr. Fabro como também por outros bichos fugitivos do zoológico. É só lembrar da capivara que foi querer pegar onda no Arpoador na véspera do jogo.

 

EM TEMPO I: a corja que habita as cUlunas e as redações esportivas por esse Brasil afora devem estar se rasgando até agora. Assim como também aqueles "vascaínos" que se lembraram de convocar a torcida para comparecerem ao estádio para a "hora da verdade" apenas no penúltimo jogo do campeonato. Entretanto, se a tal da "verdade" for aquelas 27 besteiras escritas numa folha NÃO ASSINADA que estava sendo distribuída nas arquibancadas mas que alguém (com medo de ser identificado?) colocou sorrateiramente na minha cadeira enquanto eu estava distraído conversando com os amigos, então eu parei. Engraçado que eu, assim como todo mundo no CASACA!, dá a cara para bater o tempo todo mas infelizmente ainda há pessoas que preferem fazer acusações ou intrigas se mantendo no anonimato. Afinal, têm medo de quê?

 

EM TEMPO II: Márcio Guedes, que esquece que fazer infiltração no joelho do Garrincha foi um belo exemplo de prática verdadeiramente nazista praticada pelo Botafogo dele nos bons tempos (mas o VASCO é que é o "clube dos bandidos"), soltou mais uma sensacional: "Júlio César até poderá continuar do Fla, mas não admitirá mais salários atrasados. E ele ironiza a falta de CTs de verdade nos clubes do Rio. No Fla, segundo ele, houve festa e tudo para inaugurar dois campinhos no eterno projeto do Ninho do urubu. É o futebol do Rio". Espera aí, MG, futebol do Rio é o cacete!!! Esse é o futebol do FLAMENGO!!! Impressionante como sempre que as coisas ruins são da flamengada eles adoram botar o VASCO no bolo do tal "futebol do Rio"; mas se o ruim é do VASCO, aí sim é o exemplo da ditadura e blábláblá...

 

EM TEMPO III: e o nobre soprador de apito, Sr. Wilson de Souza Mendonça, que rouba descaradamente o VASCO, aprontou das suas de novo. "Não viu" dois pênaltis claros e só amarelou os jogadores vascaínos ignorando a violência dos jogadores rubro-negros. E ainda por cima, como exemplo da sua boa intenção, com aquele gramado gigantesco, escolheu justamente ficar embaixo da Força Jovem para fazer o seu aquecimento, torcendo avidamente para que voasse alguma coisa sobre ele e assim a partida ficasse comprometida, e o VASCO punido. Quebrou a cara.

 

EM TEMPO IV: e agora, o que irão dizer os Trajanos, Kfouris, Calazans, Guedes e afins a respeito da vitória maiúscula vascaína conquistada em campo (mesmo sendo roubados pelo juiz a todo instante), da festa sensacional da torcida vascaína nas arquibancadas e cadeiras, e do espetáculo de organização dentro e fora do estádio mais bonito Brasil? E mais, o que irão dizer do "único" time carioca que estava realmente "desesperado" e era o que com toda a certeza do mundo iria cair para a segunda divisão, atropelando qualquer lógica??? Os mercados que preparem os estoques de óleo de peroba porque vai faltar... Essa foi mais uma espinha de bacalhau que ficará entalada na goela desse povo para todo o sempre. Amém.

 

EM TEMPO V: e o nosso querido FUTEBOL CLUBE DO PORTO, pela segunda vez em sua magnífica história, sagrou-se na manhã deste domingo BI-Campeão Mundial Interclubes ao bater o Once Caldas nos pênaltis após empate de 0x0 no tempo normal e na prorrogação. Viva os Dragões! Festa completa da colônia portuguesa que começou de manhã e se estendeu para a tarde com a vitória vascaína que calou a boca dessa corja por aí. E dá-lhe VASCO, e dá-lhe PORTO!

 

EM TEMPO VI: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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