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n.30
ano V - 25/10/2004
(próxima edição: 01/11/2004)
/+/ URUBU VIROU GALINHA (DE NOVO)
"Seria uma
honra muito grande fazer um gol que dê a vitória ao Vasco logo na
minha estréia". (O
jogador vascaíno Marco Brito dando entrevista antes do clássico
contra a flamengada)
"Agradeço
a Deus por estar num clube como o Vasco, que dá todas as condições
de trabalho para seus profissionais. Fiquei três meses parado e hoje
posso dizer que sou o homem mais feliz do mundo.
(O jogador vascaíno Marco Brito dando entrevista após liquidar a
flamengada fazendo o gol da vitória)
Durante a semana toda
os jornais não falaram em outra coisa: Felipe & Cia querem "e vão"
atropelar o VASCO para fugirem da zona de rebaixamento. E na ânsia
de encherem as páginas, até o joanete do Felipe (ah, coitado!) virou
assunto de página inteira como motivação para o clássico. Em São
Januário, pra desespero deles, os jogadores resolveram ficar quietos
para não darem munição para os inimigos que pegam um microfone e se
disfarçam de "jornalistas" para criarem celeumas por aí.
"Jornalistas", a bem da verdade, como um belo filhodaputa que o
Maganha relatou que havia aparecido em São Januário na véspera,
sem crachá sem nada, parecendo ser mais um pára-quedista em estado
bruto que devia estar cobrindo a folga de alguém, e que começou a
fazer umas perguntas muito estranhas pro Pet, falando de de 2001 e
por aí vai. E aí do nada, apertou a mão do Pet, agradeceu pelo gol
de falta e foi-se embora. Aí o Pet virou pra ele e disse: "Passa aí
segunda!" Pois é, desnecessário dizer que este fdp não deverá voltar
tão cedo a São Januário...
Mas como eles não tinham nada pra
dizer, ficarem cercando sobre a possível volta do Romário (muito bem
vinda, por sinal) e não conseguiram mais nada. Nenhuma frase de
efeito, nenhuma provocação, nadica de nada. Já a nação vascaína, por
sua vez, questionava duas coisas: se seria uma boa realmente a volta
do Romário, aquele velho craque conhecido de tantos títulos, e quem
era esse tal de Marco Brito, que surgiu no Fluminense e foi parar no
Chipre, e que agora estava treinando em São Januário com boas
chances de estrear no clássico.
Eis que, 90 minutos e um gol depois, o
outrora conhecido como o "popular quem?" agora é celebridade
nacional, "velho conhecido" de todos os vascaínos e persona non
grata entalada nas goelas rubro-negras. Agora todos conhecem de cor
e salteado o Marco Brito, o homem que botou um sorriso do tamanho do
mundo na cara dos vascaínos e que largou várias rusgas de desespero,
apreensão e angústia na flamengada, empurrando-os a passos largos
rumo à segunda divisão. Melhor cartão de visitas, impossível!
Aliás, a festa vascaína só não foi
maior porque o time abusou do direito de perder gols, contabilizando
aí uns dois caminhões de gols perdidos durante a partida! O time
todo jogou muito bem mas se o pessoal tivesse colocado o pé na
fôrma, conforme eu havia pedido na semana passada, hoje estaríamos
comemorando mais um desses showcolates históricos já que o VASCO foi
o senhor do jogo do início ao fim. O Joel, velho pé-quente, deu um
verdadeiro nó tático na flamengada, que em nenhum momento se achou
em campo e em raríssimas vezes chegou a assustar o goleiro Cássio,
que foi apenas mais um torcedor privilegiado assistindo à partida
dentro de campo.
No mais, este magro 1x0 foi uma
homenagem à toda diretoria rubro-negra. Afinal, aquele tal de George
Helal (mais um "popular quem?") se achou no direito de dar um ataque
histérico antes da bola rolar, rodando a baiana porque o Eurico
teria vetado a homenagem que a corja rubro-negra iria fazer ao
ex-jogador Júnior, outro popular "quem?". Helal disse que era um ato
"mesquinho e ditatorial" do presidente Eurico Miranda que, segundo
ele, estaria confundindo "mando de campo" com "dono do espetáculo".
Mas ora bolas, caro Sr. Helal, se esse jogo fosse em São Januário
por acaso haveria festa para homenagear qualquer coisa vermelha e
preta? Óbvio que não. Pois então, se o mando de campo é do VASCO, o
VASCO é que é o responsável por tudo, inclusive pela organização
dessas farofices. E o VASCO, no seu direito, não permitiu.
Mesquinho, Sr. Helal, foram todos os urubus que rasgaram a tradição
e fizeram aquela palhaçada no jogo do primeiro turno (recordar é
viver, o Pet acabou com vocês, lembram?) quando o urubu quis todos
os holofotes e a grana do jogo pra si e se ferraram. E agora, mais
uma vez, se ferraram de novo. Só foi uma pena que o placar tenha
sido também tão "mesquinho", mas acabou sendo uma singela homenagem
à diretoria rubro-negra que se mostrou mesquinha de fato e direito.
Agora o melhor a fazer é ir chorar na cama, que é lugar quente, com
os travesseiros cobrindo os ouvidos para não ouvirem os gritos de "ão,
ão, ão, segunda divisão" ou então, em sua homenagem, o "ei George
Helal, senta no meu pau que eu te levo a Portugal"!!! Na moral,
urubuzada, PASSEM AMANHÃ!!!!!!
FAVELA, FAVEEELA, FAVEEEEEEELA,
SILÊNCIO NA FAVELA!!!!!!!
EM
TEMPO I:
e o Felipe jogou,
hein? Ah, tá, foi o joanete... sei, sei...
EM TEMPO II: o Márcio Guedes, sempre
ele, saiu em defesa do Zico, o "craque" que liderou a seleção quando
ela não arrumou nada durante 20 anos, a respeito do afastamento do
presidente da federação do RJ. Entre outras pérolas, segue esta:
"Mas, no contexto geral, Zico não
esteve tão sozinho. Uma pequena parcela da imprensa esportiva,
marcadamente aquela formada por colunistas, segmento independente e
já com algum tempo na chuva, acabou sendo um importante pólo de
resistência. Só para citar os mais atuantes, Armando Nogueira,
Fernando Calazans, Juca Kfouri, José Trajano, Renato Maurício Prado,
além desse colunista, gastaram, nos últimos 20 anos, milhares,
talvez centenas de milhares de palavras, contra esses predadores. E
foram incomodados por processos inconsistentes de injúria e calúnia
que se aproveitaram de alguns absurdos da nova e draconiana Lei de
imprensa. Quem sabe essa luta não ajudou um pouquinho? Mesmo que, no
futuro, nada dê em nada, já valeu a indignação da turma do ‘bem’...
" . Pois é, se essa é a "turma do bem" que domina o futebol
brasileiro, imagina a "turma do mal"... vá-de, retro!!!!
EM TEMPO III: quer dizer que o pessoal
anda se aproveitando de "alguns
absurdos da nova e draconiana Lei de imprensa"??? Ah, tá, óbvio, pra
quê Lei de Imprensa, né? Afinal, bom mesmo é a tal da LIBERTINAGEM
DE IMPRENSA! Essa sim, show de bola, né? Enfim, melhor ler isso do
que ser cego.
EM TEMPO IV: e
você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
. E
agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone
(021)
2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis
pendências.
EM TEMPO V:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!
EM TEMPO VI:
os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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