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n.28 ano V - 04/10/2004

(próxima edição: 18/10/2004)

 

/+/ ESSA NOSSA QUERIDA IMPRENSA ESPORTIVA DE CADA DIA

 

O jornalismo esportivo nacional, como sempre cansamos de dizer por aqui, a cada dia que passa dá mais provas de que está morto e enterrado. Pra nós, que sempre batemos de frente contra esses "pseudo-baluartes-da-crônica-esportiva" que muitas vezes enchem o rabo de grana às custas de contratos polpudos que passam longe das redações dos jornais, rádio e tvs, não há nenhuma novidade. Mas o mais impressionante é que, mesmo sem terem o que dizer, até mesmo porque já demonstraram "n vezes ao cubo" que desconhecem (ou "querem" desconhecer) totalmente vários assuntos, volta e meia nos deparamos com alguns artistas que insistem em deturpar fatos antigos para formarem "novas" notícias.

 

Foi assim, como muito bem lembrou o sempre atento Leonardo Grillo, na coluna do Panorama Esportivo do jornal O GLOBO do último sábado (02/10). Lá escreveram eles:

 

"Exigência perigosa

Todos os 33 confrontos entre Vasco e Flamengo na história do Campeonato Brasileiro foram disputados no Maracanã. Não é de se estranhar que na tabela deste ano o clássico do próximo dia 24 de outubro esteja marcado para o mesmo estádio, a exemplo do que ocorreu no primeiro turno. Porém, o medo do rebaixamento parece estar afetando Eurico Miranda.

Na última quinta-feira, o cartola vascaíno enviou um ofício à CBF, exigindo que o "mando de campo seja cumprido" e a partida, válida pela 37 rodada, seja remarcada para o Estádio de São Januário.

Soou tão absurdo que a CBF enviou um ofício - ainda não respondido - à Polícia Militar para saber a opinião da corporação sobre os riscos de colocar duas torcidas arquirivais num estádio bem menor."

Como foi amplamente divulgado na época, e isso inclui inclusive o jornal O GLOBO, que também deu amplo destaque à notícia, na semana do primeiro VASCO x Flamengo (o jogo foi no dia 10/07, ou seja, há três meses), o presidente Eurico Miranda ficou revoltado ao saber que a flamengada havia descumprido um acordo verbal de séculos ao exigir, baseado no Estatuto (?) do Torcedor (?!?), que como o mando de campo no Maracanã era deles, logo toda a renda da partida seria da flamengada e assim os urubus falidos mandaram fazer TODOS os ingressos para o clássico apenas com o escudo da flamengada. O VASCO vinha num bom momento, o Pet vinha destruindo todos os jogos, estávamos a 6 seis jogos sem perder (com um showcolate de 4x0 no Botafogo, uma vitória de 3x1 no Inter lá no Beira Rio) e embalados por uma vitória sobre o Vitória de 3x1. Mas a flamengada, devendo até a tataravó para pagar as contas e de olho na renda que os vascaínos iriam fornecer, cresceram o olho e quebraram a cara. Perderam o jogo e a torcida vascaína, atendendo ao apelo do presidente Eurico, não foi ao jogo na quantidade que deveria num jogo desta magnitude e importância. E o Eurico, naquela semana, havia dito que se o mando de campo daquele jogo fosse realmente da flamengada e que se o VASCO não visse a cor de um tostão da renda daquele jogo, o jogo do returno então seria realizado em São Januário e a flamengada não veria um tostão da renda da partida. Simples assim. Mas agora vem esse papo de "medo do rebaixamento". É o popular "se colar, colou" que, para o inteligente torcedor vascaíno, definitivamente não cola mais.

Mas continuando no pantanoso e asqueroso terreno do pseudo-jornalismo esportivo, o grande João Carlos Nóbrega lançou o Prêmio RMP para o "jornalista" (as aspas são minhas) que proferir a maior idiotice do ano. E como o próprio Renato Maurício Prado segue liderando a votação do João, já envio aqui para o distinto amigo uma pérola que o próprio RMP escreveu na última sexta-feira que o deixa praticamente como "hors-concurs-eterno" no concurso. Preparem o saco de vômito porque aí vai ela:

"Os fãs de Armando Nogueira (entre os quais me incluo) têm encontro marcado com o "Machado de Assis da crônica esportiva" na internet."

Pois é, numa terra onde pessoas como Juca Kfouri volta e meia sempre ganham prêmios do "povo do jornalismo esportivo", nada mais natural do que pegar o nome do imortal Machado de Assis (primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras) e jogá-lo no "fundo da privada de boteco de oitava categoria da praça Mauá às 4:00hs da manhã de domingo" como esse cara teve a coragem de fazer. Se colocar os nomes do Machado de Assis e do Armando Nogueira juntos na mesma frase já é dose pra mamute manco com artrose, o que dirá utilizar o ilibado nome do grande Machado para tentar dar uma afagada no ego de um cronista abaixo da crítica. Pobre Machado de Assis, só no Brasil mesmo... E o que é pior: fica tudo por isso mesmo!!!

Enquanto isso, verdadeiros poetas e mestres da escrita como o inigualável Rafael Fabro são obrigados a assistir ao jogo da imprensa esportiva em pé, na geral, tomando chuva na cara e aturando essa mediocridade reinante como se fosse a fina-flor do puro futebol-arte. Pobre de nós.

EM TEMPO I: plagiando aquela célebre piada de argentino (alô, Cremildo!), sabe qual é o melhor negócio do mundo? Comprar um Armando Nogueira (ou um Kfouri, ou um RMP, ou um Calazans, ou um Noronha, etc) pelo preço que ele vale e vendê-lo pelo preço que a imprensa diz (e ele acha) que vale!!!

EM TEMPO II: e o carinha da oposição que o João Carlos havia comentado que vibrava como criança a cada gol do Palmeiras em São Januário no último domingo, também deu as caras no jogo contra o Inter. E saiu cuspindo marimbondo vivo com a vitória vascaína. Vai entender essa gente...

EM TEMPO III: por incrível que pareça, o nome do jogo VASCO 2 x0 Inter foi o bravo Chiquinho. É verdade, só acreditei porque estava lá e vi. O baixinho lateral-direito com a camisa de número 6 e as chuteiras vermelhas da Nike a la Ronaldinho foi o melhor em campo. Aliás, desconfio que ele seja lateral-esquerdo porque sempre que ele jogou improvisado por ali foi muito bem, ou melhor, foi infinitamente melhor do que jogando na sua posição de origem. O Inter não arrumou rigorosamente nada pela esquerda, e ele ainda criou boas chances por aquele setor, dando inclusive o belo passe para o Anderson que resultou no segundo gol vascaíno graças a cabeçada do Muriqui. Vai entender...

 

EM TEMPO IV: e o Pet infelizmente continua não jogando nada e o goleirão Cássio segue fechando o gol. Realmente não dava entender a insistência do Geninho com o fanfarrão do Tadic. Vade retro!

 

EM TEMPO V: e na semana que vem, se Deus deixar, estarei completando 200 colunas escritas e o CASACA NO RÁDIO estará completando 100 programas no ar! E vamos que vamos!!!

 

EM TEMPO VI: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br . E agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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