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n.13 ano V - 12/04/2004

(próxima edição: 19/04/2004)

 

/+/ A VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO - CHEGOU A HORA!!!

 

Uma das grandes máximas do sábio chinês diz, com muita propriedade, que "a vingança é um prato que se come frio". E a nação vascaína, que já espera pacientemente há pelo menos 3 anos pela "hora do troco", ou seja, por um título conquistado em cima da flamengada, continua impacientemente olhando praquela sopinha de caldo de urubu ali em cima da mesa. Aliás, não sei nem se a qualidade da sopa é boa ou é ruim, mas o fato é que os anos vão passando, o ódio vai aumentando, e ela continua lá, indiferente, imóvel, gelada e cada vez mais com aquele aspecto sinistro de um pântano tirado de um desenho qualquer do Urso do Cabelo Duro.

 

Na verdade, pra ser mais exato, essa sopa já está na casa de cada vascaíno desde a infame chegada de Tóquio em 1998, quando a flamengada saiu pras ruas em festa como se ela na verdade tivesse ganho alguma coisa. Mas o triste é que a partir dali ela realmente ganharia alguma coisa já no ano seguinte, e o que é pior, em cima da gente (obrigado, Edmundo!), repetindo a dose por mais dois anos seguidos. E os vascaínos continuam quietos, mesmo com títulos nacionais e internacionais históricos conquistados além de um showcolataço de Páscoa em 2000 em cima deles, que aliás junto com o logo do SBT na camisa na final do Brasileirão de 2000 foram as duas maiores sacaneadas da história do futebol mundial em todos os tempos, aguardando uma nova decisão de título contra eles para enterrar definitivamente todas as nossas neuroses (dá-lhe, Rafael Fabro!). E o pior é que nem adianta: podemos ganhar de novo todos os títulos mais importantes do planeta, mas enquanto não comermos aquela sopinha após conquistar um título em cima deles, nenhum vascaíno irá dormir, de fato, feliz. Como eles não dormiram desde que ficaram entupidos com cocadas na goela no bi-vice deles em 1988, quando então só iriam acabar com a indigestão em 1996.

 

Agora estamos aí de novo, VASCO e flamengada frente a frente na "final das finais". E o VASCO, ao contrário dos últimos anos, não entrou com nenhum tipo de vantagem contra eles. E o que é pior: já perdeu o primeiro jogo por 2x1, tornando o segundo jogo um "tudo ou nada" de fato e de direito quando, dependendo do placar, até uma vitória vascaína poderá levar o jogo para uma sinistra decisão de pênaltis. Ou seja, se antes o VASCO tinha a vantagem do empate nas mãos e acabou entregando o ouro, dessa vez vamos ver se eles retribuem tanta gentileza nos últimos anos e entregam esse ouro pra nós.

 

Time por time, está tudo nivelado com uma ligeira vantagem pra eles já que o Felipe resolveu voltar a jogar o que sabe. Aliás, ontem ele só jogou os primeiros 45 minutos já que no segundo tempo, a exemplo de TODO o time rubro-negro, andou em campo e não acertou mais nada, graças também a boa marcação do Ygor. Pena que no VASCO apenas o Beto, o Valdir e o Victor Boleta estavam MUITO afim de jogo, tentando solitariamente furar a defesa rubro-negra que se fechou com trocentos urubus postados na frente da área. E pena também que o jovem Júnior, de apenas 17 anos, só tenha entrado no segundo tempo, quando surpreendeu meio mundo ao entrar num jogo já praticamente perdido e jogar um belo futebol como se fosse um veterano, com muita personalidade chamando a responsabilidade para si, ajudando na criação e esbanjando disposição pra conter o ímpeto dos urubus. Se o Geninho o havia tirado do time depois daquele clássico pavoroso onde o time estava perdidinho contra esse mesmo urubu na semi-final da Taça Guanabara, após a exibição de ontem com certeza ele já deverá iniciar a decisão no domingo como titular.

 

Ao contrário do jogo contra o tricolor do plano de saúde na final da Taça Rio, o VASCO de ontem não foi nem de longe aquele rolo compressor que não deixava espaços e atacava em bloco, sendo aí por onde a flamengada deitou e rolou enquanto teve pernas. Aquelas jogadinhas do Felipe com o rápido Jean e os avanços dos laterais pareceu pegar nossa zaga desprevenida e é bom o Geninho dar uma atenção especial a eles para não tomar sufoco no próximo jogo. A saída do zagueirão Henrique nos fez muita falta ali atrás já que o time perdeu o referencial defensivo e vamos torcer para que ele tenha condições de jogo no domingo que vem, até mesmo porque o Wescley foi expulso e a provável zaga deverá ser (preparem o coração!) Fabiano e Santiago. Coitado do Super-Fábio!!! E outro que também fez muita falta foi o Róbson Luiz, que também tomara que se recupere logo já que o Cadu, que no ano passado estava tinindo, este ano parece ainda não ter se acertado no esquema do Geninho e não vem fazendo boas partidas. Além disso, poderemos ter a volta do Marcelinho, que já está recuperado da contusão só se preparando para jogar este jogo. Se vai dar certo ou não, só os Deuses do Futebol poderão responder, até mesmo porque também já dizia o sábio chinês que "quem com ferro fere, com ferro será ferido". E numa final, numa bola parada vadia perto da área, tudo pode acontecer. 

 

Enfim, a "final das finais" está aí. Pelo clima da saída do estádio, os vascaínos "cascudos" (dá-lhe, Fernando d'Arribada!) saíram de cabeça em pé com a certeza nos olhos de que no domingo que vem o mundo se assombrará mais uma vez com mais uma "virada das viradas" tiradas da cartola do aguerrido elenco vascaíno. Já a flamengada, que foi maioria absoluta no Maraca, após o gol do Coutinho saiu estranhamente em silêncio do Maior do Mundo com uma pulga do tamanho de um bonde atrás da orelha. Como bem lembrou o grande Fábio Ferreira, cruzando aquele mar vermelho e preto que se deslocava em silêncio sepulcral após a vitória num primeiro jogo de final contra o maior rival, citou as palavras do João Saldanha que dizia que o "torcedor sente o cheio da pólvora". E pela cara deles, acho que já sentiram. Afinal, onde explode a pólvora, há poeira. E a poeira, quando baixa, sufoca.

 

Domingo que vem é o dia. Ou se enterram definitivamente todas as neuroses com um desfecho épico (como bem lembrou o Rafael Fabro) ou se crava na medula mais uma facada que talvez até alguns vascaínos "cascudos" não resistam ao ferimentos. E eu estarei lá, faça chuva ou faça sol, porque não quero perder de jeito nenhum a chance de ver a flamengada morrendo asfixiada no meio da poeira. A sopa está na mesa. E eu acredito.

 

FORÇA VASCÃO... E ESPERA URUBU, VOU ENFIAR A POEIRA NO SEU C# !!!

 

EM TEMPO: o Fernando d'Arribada, na sua ótima coluna intitulada "Reminiscências de um cascudo", dizia que nunca tinha visto numa decisão a torcida tricolor maior que a vascaína, no que eu concordo plenamente. E após este último jogo, também podemos dizer que nunca numa final, ainda mais num primeiro jogo de final de campeonato, vimos a torcida vascaína num número tão desproporcional com relação à flamengada. Sinistro. E o pior é que com a vitória, alguém tem dúvida de que eles vão acabar logo com todos os ingressos antes que o torcedor vascaíno (exceto os "cascudos", porque estes irão de qualquer jeito) se decida se vale a pena ir ou não ao estádio? Ou a torcida ajuda e chega junto, ou daqui a pouco a Suderj vai dar aquelas cadeiras amarelas do nosso lado para eles.

 

TEMPO I: aliás, quem foi o débil mental da flamengada que aceitou dividir a renda dos dois jogos das finais? Vide este primeiro jogo, já que como eles ganharam, a maior parte da renda deveria ir pra eles. Como dividiu, a diretoria vascaína agradece aos poucos mais de 15 mil vascaínos que pagaram ingresso e também a mais uns 15 mil urubus que entraram involuntariamente no "intera" da divisão do bolo vascaíno. O mais triste disso tudo aí é que pode se dizer que teve mais rubro-negro "ajudando" financeiramente o VASCO do que muitos que se dizem vascaínos por aí.

 

EM TEMPO II: a flamengada está reclamando até agora da arbitragem. Puro jogo de cena pois como o Isaías já tinha alertado, este juiz tem fortes raízes com o pessoal da Várzea. Se resta alguma dúvida de que o VASCO foi o maior prejudicado pela arbitragem, é só reparar que o digníssimo soprador de apito deu apenas 2 minutos de acréscimo no segundo tempo, mesmo tendo uma confusão de uma hora por causa das três expulsões de jogadores e mais umas cinco horas por causa da expulsão do técnico Abel, que inclusive invadiu o campo para tentar acertar o juiz. E se ele dá mais 5 minutos, que seria o mínimo do mínimo esperado, alguém tinha dúvida que o VASCO empataria o jogo?

 

EM TEMPO III: ainda arbitragem, por que será que a bolinha contendo o nome do Ubiracy Damásio foi retirada pela flamengada do sorteio, o que aliás é proibido? Pra quem não se lembra, o Ubiracy seria o juiz no jogo do tri deles mas estranhamente, algumas horas antes da final, foi trocado pelo "apito amigo" do Léo Féldmengo sob a alegação de que tinha "passado mal". E o Léo, naquele jogo, deu logo um pênalti pro Edílson e ignorou outro claro no Euller no início do jogo. Mas afinal, por que a flamengada tem tanto medo do Ubiracy???

 

EM TEMPO IV: o VASCO que abra bem os olhos nesta final, tanto em termos de arbitragem como de doping. Afinal, se remador anda tomando bolinha pra conquistar título, o que dirá jogador de futebol que anda correndo como louco por aí... Preparo físico, pelo que se viu deles no segundo tempo, não há; logo, se algum deles correr mais do que isso, pode ter certeza de que aí tem.

 

EM TEMPO V: domingo não tem conversa: LUGAR DE VASCAÍNO É NO MARACANÃ!!!

 

EM TEMPO VI: novidades no Sócio-Torcedor. Agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VII: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br .

 

EM TEMPO VIII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO IX: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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