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n.12 ano V - 05/04/2004

(próxima edição: 12/04/2004)

 

/+/ ESPERA URUBU, VOU ENFIAR A POEIRA NO SEU C#!!!

 

"Por tal razão, a torcida anda com o pé atrás, toda mineira, afinal, crer em conjunto, tática cheia de setas pra cá e pra lá não é da índole do torcedor. Ele acredita, desde que o mundo é mundo, no talento, no craque, no jogador decisivo. Acreditar no tal do conjunto é dureza. O torcedor, afinal, é um São Tomé que só crê vendo. Que domingo se faça o milagre e que o conjunto, essa entidade abstrata para muitos torcedores, seja visto em toda sua plenitude" (Rafael Fabro em sua coluna intitulada "O quê esperar desse Vasco e Fluminense?")

 

"Mas hoje tem Vasco e Fluminense decidindo a Taça Rio. O Vasco não jogou rigorosamente nada contra o Friburguense. O Vasco está amplamente desfalcado. O Vasco tem salários atrasados. O Vasco tem jogadores passando fome. Marcelinho está indo pro Flamengo. Geninho não agüenta mais tanto descaso da diretoria. Alex Alves chegou e já vai sair. O Vasco não tem estrutura. O Vasco é um clube dirigido e apoiado por bandidos. Diante disso, parece que será um milagre divino uma conquista e o direito de disputar a final do Estadual. Mas se der zebra, aturem-nos" (João Carlos Nóbrega em sua coluna intitulada "Eu sou honesto, tu roubas, ele rouba...")

 

"Nas três últimas vezes em que VASCO e Fluminense fizeram a final do Cariocão, e por sinal o VASCO ganhou as três vezes de maneira incontestável, os técnicos tricolores eram três ex-jogadores que conquistaram títulos históricos nas Laranjeiras: Edinho (1993), Delei (1994) e Renato "Barriga" Gaúcho (2003). Não sei se essa escrita só é válida para as finalíssimas do Cariocão (como nesses exemplos) ou se em final de turno a coisa também funciona, mas o fato é que ver mais um tricolor histórico como o Ricardo Gomes como treinador do time adversário nesta final de Taça RJ já nos enche de esperança. Afinal, é aquela velha história: se escrita ganha jogo, o título já está no bolso!" (minha última coluna intitulada "Que venha o Flunimed!")

 

Já dizia o grande mestre William Shakespeare que "há muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia". E de fato há. Afinal, como explicar mais esta Taça Rio conquistada em cima do nosso mais novo freguês, o outrora "temido" tricolor das laranjeiras? Pois é, para aqueles vascaínos que até podiam mas que simplesmente optaram por não ir ao Maracanã dar aquela força ao "timeco vascaíno", também apelidado no início do campeonato como a "quarta força do RJ", eles continuam com esta pulga atrás da orelha até agora. Aliás, não só eles, como também 99% da imprensa esportiva que apostava todas as suas fichas na "máquina tricolor de jogar futebol" que iria fazer dali a mais uma semana a "final das finais" naquele que seria o "maior fla x flu da história". Pra eles deixo aqui uma palavrinha: SIFU.

 

Mas voltando a falar sobre as palavras enigmáticas do Shakespeare, ontem por causa do Maganha (sempre ele), que dormiu na pista e só tinha conseguido ingresso de cadeira branca, lá fomos nós e mais o Fábio "Cremildo" Ferreira nos misturar entre os fregueses tricolores para entrar no Maraca lá pela rampa do Belini, que é por onde entram todos os nossos rivais e também por onde entra a galera da cadeira branca. É óbvio que nenhum tricolor abriu a boca pra falar nada, afinal a certeza da derrota já estava estampada em todos aqueles pobres rostos bizarramente enfeitados de pó-de-arroz. Eles sabiam o que o destino lhes havia reservado mas, tal como aquele folclórico português daquela clássica piada da banana - onde o sujeito vê a casca no chão e se lamenta "oh, lá vou eu cair de novo" -  os caras resolveram ir. Paciência, meteram a cara no chão de novo e agora estão lá engrossando as filas nos hospitais e clínicas da vida com queimaduras de segundo grau.

 

Mas enquanto avançávamos, íamos comentando justamente sobre a incrível sequência de títulos vascaínos conquistados em cima dos times tricolores dirigidos por ex-tricolores históricos. "Não sou supersticioso, mas que não há hipótese do VASCO perder hoje com o Ricardo Gomes no banco, ainda mais se jogarmos de calções e meiões negros, não há", comecei eu citando até alguma coisa que já havia escrito na última coluna. "Hoje nem que eles apelem pra João de Deus, Pedro de Deus ou até mesmo o Mel Gibson eles vão arrumar alguma coisa", emendou o Maganha triplicando a confiança. E confiança, aliás, foi a palavra-chave deste título. Os vascaínos que fizeram o seu papel de torcedor e se deram ao trabalho de levantarem a bunda do sofá (dá-lhe Jarbas!) e foram ao Maraca, mesmo que em número inferior aos tricolores, tinham a plena confiança na vitória e não passava pela cabeça dos vascaínos presentes que o VASCO fosse sair dali sem o título na mão. Era só questão de tempo pois como dizia o sábio chinês "estava escrito". Todos sabiam o final, inclusive os tricolores.

 

E assim como os vascaínos que se fizeram presentes acreditaram, Geninho & Sua Turma também acreditaram piamente que eles iriam trazer esse título de qualquer jeito, mesmo contra todas as expectativas negativas de grande parte da torcida vascaína e da flapress, que sempre tripudiava da "quarta força do RJ". E a confiança era tanta que em nenhum momento a molecada se intimidou diante dos "temidos e queridos" Roger, Romário, Edmundo ou Ramon. Pelo contrário, já que o time entrou com uma disposição, uma raça e uma obediência tática como há muito tempo não se via. Nossos jogadores simplesmente atropelaram a "máquina tricolor" e não pararam para socorrer, dando uma canseira danada na Unimed que até agora deve estar maluquinha tentando juntar os cacos do "campeão carioca de 2004" que virou abóbora e acordou com um bi-vice entalado na goela. Azar o deles.

 

Palmas pro técnico Geninho, que está com o grupo na mão, e que provou por A+B que o tal "conjunto" que o Rafael Fabro citava lá em cima, é real e que está funcionando a pleno vapor em São Januário. Palmas para o Fábio, o melhor goleiro desta galáxia, e que ontem inclusive fez uma das maiores defesas da história do futebol ao trocar de mão numa micro-fração-de-centésimos-de-segundos, que é a nossa segurança e certeza de "corpo fechado" nos momentos cruciais do jogo. Palmas para o Henrique e para o Wescley, que estão jogando com mais seriedade e firmeza a cada dia que passa. Palmas para o Claudemir e para o Victor Boleta, que estão com um pulmão "zerado", atacando e voltando pra defesa incansáveis durante o jogo inteiro - com especial destaque para o Victor, que jogou bem em TODOS os clássicos. Palmas para o Ygor, para o Coutinho e para o Rodrigo Souto, que travaram a "máquina tricolor" de tal maneira que até agora eles nem conseguem dar mais dois passos com medo de um deles surgir do nada para roubar a bola - com especial destaque para o Rodrigo Souto, que ontem fez a sua melhor partida desde que subiu para os profissionais. Palmas para o Beto, que a cada partida joga muito mais que na anterior, com muito mais vontade e raça, sendo uma das peças-chave no GRUPO ao não deixar nenhum guerreiro vascaíno esmorecer em campo, e além de tudo voltando a jogar aquele futebol de toques precisos e gols importantes, como no golaço de ontem. Palmas para o Róbson Luiz, que desde o showcolataço de 4x0 nesse mesmo tricolor, vem crescendo de produção com o seu futebol solidário ajudando a montar as principais jogadas de ataque (e ontem, mesmo jogando na frente, também esteve bem). Palmas para o Valdir, artilheiro do campeonato e um exemplo de como todo jogador vascaíno deve se portar quando veste aquela camisa. Palmas para toda a comissão técnica, pois o time está voando baixo como há muito tempo não se via. Palmas para a torcida, que não abandonou o time e foi lá no estádio (os que podiam e que quiseram) dar o seu voto de confiança e saíram de lá mais felizes do que pinto no lixo. E palmas para a diretoria por mais um título conquistado.

 

Agora, Taça Rio no bolso, é hora de preparar a rapaziada para a "revanche do milênio" nesta final de Estadual que é a mais aguardada dos últimos tempos. O próprio técnico Geninho já disse que "o time está pronto para as finais" e, quem viu o jogo ontem, também teve essa certeza. Bota essa mesma rapaziada de novo em campo que não tenho dúvidas que se eles jogarem com a mesma vontade e com o mesmo empenho de ontem, ganharemos esse BI-campeonato com um pé nas costas. Afinal, não custa nada lembrar, perdemos as outras vezes para eles com times muito superiores porque na hora H faltou aquela raça, aquela vibração, aquela aplicação tática e, principalmente, aquela sede de vitória nos olhos de cada jogador demonstrada no jogo de ontem. É como havia dito na última coluna: "final é final e ganha quem tem mais coração, quem tem mais raça, quem tem mais conjunto, quem tem mais inteligência e, às vezes, até quem tem mais talento".

 

Portanto, no domingo que vem quando se inicia o primeiro jogo da decisão contra  flamengada, a obrigação da torcida vascaína é estar em peso lá no Maraca de corpo e/ou alma. Até mesmo porque, como já dizia o sábio chinês, "a vingança é um prato que se come frio". E, como eu havia publicado logo após eles conquistarem aquele ridículo título de "campeão dos campeões da Globo" logo após o tri, "virão três anos de desgosto onde eles não vão arrumar nada". E pela minhas contas os tais "três anos" deles que se iniciaram em julho de 2001 acabam agora em julho de 2004. E "coincidentemente" eles estão aí "de bobeira", com "poeira" e tudo, numa final contra a gente 3 meses antes do término da tal "profecia". Não sei não, mas lembram daquelas palavrinhas do Shakespeare lá atrás? Pois é, acho que está pintando em cores vivas o fechamento com chave de ouro dos "três anos de desgosto". Na dúvida já estou montando acampamento lá em São Januário para ser logo o primeiro a comprar os ingressos para as finais e também já estou afiando a garganta... agora sim: ESPERA URUBU, VOU ENFIAR A POEIRA NO SEU C#!!!

 

EM TEMPO: pra fechar a conta tricolor, duas coisinhas: 1- o melhor plano de saúde é viver, o pior é torcer pro Flunimed; 2- nos últimos 10 anos VASCO e Flu se enfrentaram em 44 partidas. O VASCO ganhou 23, empatou 13 e perdeu apenas 8. Ou seja, jogo contra eles é bicho certo!!!

 

EM TEMPO I: e a flamengada, que segundo noticiado na flapress até domingo passado está um caos por causa da perda da "boquinha" da Petrobrás, salários atrasados, racha no elenco e outros problemas afins, de repente num passe de mágica nesta semana de decisão esta mesma flapress irá se "esquecer" de todos estes problemas. Mais fácil que prever isso só mesmo roubar doce de criança!!! Ah, VASCO, abre o olho...

 

EM TEMPO II: e agora, o que vão dizer os "arautos do comentarismo esportivo carioca" que davam como certo o título nas Laranjeiras???? Só uma palavrinha: SIFU!!!

 

EM TEMPO III: final do Paulixão: Paulista e São Caetano. Final do Cariocão: VASCO x Flamengo. Pois é, cada campeonato tem a final que merece. Só queria ver a cara de idiota do Galvão narrando Paulista e São Caetano como se fosse a final do Mundial Interclubes!!! Fala sério!!! Só mais uma palavrinha pra eles: SIFU!!!

 

EM TEMPO IV: domingo não tem conversa: LUGAR DE VASCAÍNO É NO MARACANÃ!!!

 

EM TEMPO V: novidades no Sócio-Torcedor. Agora o vascaíno tem a disposição DENTRO de São Januário o telefone (021) 2589-4979 para esclarecer todas as dúvidas e regularizar possíveis pendências.

 

EM TEMPO VI: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br .

 

EM TEMPO VII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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