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n.30
ano IV - 22/12/2003
(próxima
edição: 05/01/2004)
/+/ AhhhhDEUS, EDMUNDO!!!
"A
expectativa sempre é trabalhar com tranquilidade e jogar com prazer.
Mas no VASCO não está dando pra fazer isso. Por enquanto, estou
desempregado. Se não aparecer nenhuma boa proposta vou ficar em casa
cuidado dos meus filhos." (Edmundo, jornal LANCE, 19/12)
Na
coluna de hoje ia lançar a tradicional votação do Hidrante de Aço
2003, que é aquele troféu dedicado ao pior dos piores no ano
vascaíno que vai se encerrando. Pois bem, ia. Na verdade, este ano
não teremos mais a votação porque o escolhido já se apresentou de
livre e espontânea vontade na televisão, vestindo uma camisa do
Corinthians, além de ter sua foto estampada em tudo quanto foi
jornal dando a declaração que eu copiei lá em cima. O mico do ano,
ou melhor, o King Kong do ano é do Edmundo e ninguém tasca.
Se a paciência dele se esgotou, a minha também. Já tinha escutado o
Eurico e tantos outros vascaínos declararem várias vezes que com
relação ao Edmundo “ou você o aceita do jeito que ele é ou o
ignora”. Ou ama ou odeia, não há meio termo. Mas, sempre de olho
naquele saudoso “Edmundo 97”, lá íamos todos nós, vascaínos de
coração, aceitando o bravo Animal de braços abertos na esperança de
um revival que nunca acontece, a não ser pelas toneladas de
confusões aprontadas dentro e fora de campo. Ele, por mais que os
vascaínos se recusem a enxergar, é como aquela folha que cai de uma
bela árvore numa tarde outonal. E ela já caiu em 97 e nunca mais
voltará a ser a mesma, mesmo com todos os esforços da nação vascaína
para pegar aquela bela folhinha que está no chão e tentar colocá-la
de volta lá em cima na árvore. Em vão.
Tudo bem, confesso que quando o vi chegando a São Januário de
helicóptero, na festa da sua reapresentação à torcida, vendo
centenas de vascaínos de todas as idades e classes sociais numa
histeria coletiva bradando a plenos pulmões o ensurdecedor “AH É
EDMUNDO!”, uma lágrima correu dos meus olhos e o coração se encheu
de esperança como em outras oportunidades. Eu, que sempre fui um dos
seus mais fervorosos críticos, com toda aquela comoção acabei
realmente me “enganando” acreditando piamente que “agora vai”. Até
já me preparava pra remoer aquelas palavras que havia dito em 2001,
quando o Romário botou o Edmundo (que então jogava no Cruzeiro) e a
FJV no bolso em São Januário, e que despertou o ódio de centenas de
internautas vascaínos como jamais havia visto. Aliás, aqui segue um
trecho pra recordarmos:
“E o showcolate que o VASCO deu no Cruzeiro na quarta-feira passada,
muito mais do que a consagração definitiva do REImário sobre o seu
principal desafeto, já que o Baixinho fez os 3 gols e o Animal
perdeu um pênalti e depois foi demitido dentro do vestiário, foi a
constatação de que o Animal chegou ao sub-solo do fundo do poço. Que
ele seja vascaíno de coração, tudo bem, eu até nunca duvidei, agora
passar a semana inteira na imprensa dizendo que não queria fazer gol
no VASCO e depois no jogo PEDE a bola pra bater o pênalti e ainda
por cima o perde de forma bisonha, foi uma falta de respeito do
tamanho do mundo para com os torcedores cruzeirenses que sempre
confiaram no seu talento. Ali ele assinou a sua demissão sumária e
deu provas, mais uma vez, de que é um desequilibrado e que não é
profissional. Enquanto eu e os verdadeiros vascaínos, após ele
perder o pênalti, gritávamos bem alto em tom de gozação "Ah, é
Edmundo", no fundo do meu coração eu sentia uma tristeza enorme ao
constatar que aquele jogador que levou o time nas costas e ajudou o
VASCO a conquistar de forma soberba o Brasileirão de 1997, está
morto e enterrado. Lastimável.”
É isso aí. A folha caiu e a ficha também. Se o Edmundo, que não
jogou rigorosamente nada este ano, agora vai chutar o balde na
imprensa falando em “profissionalismo” e se auto-proclamando
“desempregado”, que então também faça a parte dele e não venha com
essas conversinhas moles pra boi dormir. Se é pra brincar de ser
profissional, então vamos brincar todos à vera e sem concessões de
parte a parte. Aliás, o sempre brilhante João Carlos Nóbrega já vem
batendo nessa tecla de que já passou da hora do jogador parar de
bancar o profissional apenas na hora de passar no caixa pra receber
o seu salário para efetivamente ser profissional em tempo integral,
dentro e fora de campo. Se o VASCO não paga, está errado, e se o
Edmundo não jogou rigorosamente nada este ano e ainda ficou de onda
pelas peladas da vida, também está errado. Empatou, e aí, como é que
fica?
“Ah, mas se não houver o acordo o Edmundo voltará a brigar na
justiça”, dirá o torcedor preocupado. Na boa, que vá. Isso só prova
o quanto o sujeito é vascaíno e o quanto ele é grato ao clube por
sempre escancarar as suas portas pra que ele volte quando arruma
algum problema por aí. E pra quem viu o Romário, um dos maiores
centroavantes da história (senão o maior), que sempre ganhou um
salário maior que o dele, que tem muito mais moral que ele
(internacional, inclusive), que deu mais títulos ao VASCO do que
ele, que no maior período de crise financeira da história do clube
além de não receber ainda emprestava ao VASCO e ajudava a apartar
greves e unir o elenco, que nunca foi pra imprensa falar mal do
VASCO, que nunca esboçou entrar na justiça pra resolver qualquer
pendenga contra o clube e que sempre tentou fazer o melhor para o
clube, fica aí a resposta eternamente escancarada e escarrada na
cara daqueles que adoram enxergar “vascainidades” por aí. Além
disso, como bem lembrou o Fernando d’Arribada, enquanto o Edmundo
segue pelas peladas da vida, Romário já está tentando viabilizar
patrocínio, jogadores e até um novo fornecedor de material esportivo
para o Fluminense no ano que vem que é quando ele deverá encerrar a
carreira. Profissionalismo por profissionalismo, ainda prefiro o do
Romário e não abro.
Ao Edmundo, que no “calor da emoção” (como sempre) se declarou
“desempregado” e quer sair fora, eu também digo no mesmo “calor da
emoção”: que vá com Deus e pela sombra, e que faça contra o clube
que ele diz amar o que ele acha que tem que ser feito. O que todos
nós, vascaínos de coração, temos que fazer, de uma vez por todas, é
parar de nos enganarmos: o “Edmundo 97” não reencarnará nunca mais.
E ponto final.
EM
TEMPO:
nosso novo técnico Geninho, que terá uma missão duríssima pela
frente, seja muito bem vindo e que você consiga colocar a Nau
Vascaína literalmente na linha em 2004. Mauro Galvão, mesmo com
todos os problemas neste início de carreira pegando um verdadeiro
teste de fogo, obrigado por tudo mais uma vez. Você tem futuro!
EM
TEMPO I:
lá vem as férias e com ela também começam as especulações. De todos
os nomes que estão falando por aí, pra mim bastam confirmar apenas
dois: Ramón e Marcelinho. E vamos que vamos.
EM
TEMPO II:
numa manobra altamente vergonhosa, o presidente da Federação de Remo
(que também é benemérito da flamengada) divulgou uma nota dando o
título de 2003 pra flamengada. Realmente eles perderam qualquer
senso de ridículo pra tentar legitimar uma farsa. É óbvio que o
VASCO já está recorrendo e isso aí ainda irá consumir várias brigas
nos tribunais. Mas a armação grosseira e rasteira, que permeou todo
o campeonato pra dar o título à flamengada de qualquer jeito, só
denigre e afasta cada vez mais as pessoas deste que é um belíssimo
esporte. Lamentável.
EM
TEMPO III:
All Trash Games. O pior dos piores (e também o melhor dos melhores)
da COPA CASACA! DE FUTSAL se encontraram no último sábado para um
jogo comemorativo na quadra de São Januário. Jogavam a Seleção do
CASACA! contra o Resto do Mundo (com dupla interpretação). Entre
várias caneladas e mal tratos na bola, o jogo transcorria
traquilamente para o final do primeiro tempo. Eis que o Cíclope
Honorato (o pior e mais violento zagueiro da história da competição)
recebe a bola sozinho no meio de campo. Quando todos esperavam que
ele fosse isolar a bola de primeira (o que faz sempre), ele, com
muito esforço, consegue dominar a bola e parte com ela para o
ataque. Nisso, surge o bravo Maganha e ANDA em sua direção para
tentar interromper o ataque do Resto do Mundo, até mesmo porque ele
era o último homem. E aí acontece o bizarro e o improvável: o
Honorato coloca a bola entre as pernas do dublê de hidrante que,
mais preocupado em ajeitar o topete, não consegue ANDAR atrás do
Honorato para brecar a jogada. Honorato completa o “ovinho” na
sequência e, cara a cara com goleiro, fechou os olhos e mandou uma
bicuda indefensável no canto fazendo um golaço! Na boa, só acreditou
quem viu o lance. Na hora o jogo foi interrompido e o Honorato foi
erguido pelos companheiros saudando aquele que talvez tenha sido o
primeiro gol da sua carreira. E o Maganha, bem, essa aí depois do
ovinho bizarro nunca mais foi visto. A última notícia é que o tênis
preto dele de futsal foi encontrado no meio de uma fogueira na
esquina de São Januário...
EM
TEMPO IV:
se você
ainda não escolheu o presente de Natal, o CASACA! está com uma
promoção interessante: por R$90,00 (mais sedex) você pode escolher
três fitas de vídeo dentre todos os vídeos disponíveis na promoção.
Por enquanto os mais vendidos são: o Brasileirão 2000 (o do tetra),
Mercosul 2000 (o da virada de 4x3 no Palmeiras) e o Cariocão 2003 (o
da letra do Léo Lima).
EM
TEMPO V:
por falar nisso, um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO para todo
mundo!!!
EM TEMPO VI: e
você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
.
EM TEMPO VII:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na
rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!
EM TEMPO VIII:
os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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O L T A R
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