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n.26
ano IV - 17/11/2003
(próxima
edição: 24/11/2003)
/+/ CAMPEÃO DE TERRA E MAR
”Parabéns para você / nesta data querida /
muitas felicidades / muitos anos de vida” (torcida vascaína
cantando o tradicional ”Parabéns” pra flamengada que, no dia do
seu aniversário, teve que engolir em seco o HEXAcampeonato vascaíno
no Remo conquistado no último sábado)
Tudo armado na Lagoa. Literalmente. Era dia de aniversário
da flamengada, o deck deles (que fica bem ao lado da linha de
chegada) estava bastante cheio de torcedores, “torcedores” e
cabos eleitorais por causa dos candidatos a presidência da urubulândia
que estavam aproveitando a final do Remo pra fazerem o “bailão”
das suas campanhas (especialmente o Márcio Braga) e, além disso,
pra fechar com chave de ouro, após 5 anos seguidos de showcolates
vascaínos, estava na hora de quebrarem a qualquer custo a hegemonia
vascaína no esporte. Enfim, era o sábado que todo rubro-negro
pediu a Deus.
E o pior é quase deu certo. O VASCO, que tinha 3 vitórias
de vantagem e nos treinos havia conseguido resultados muito bons,
estava confiante que era só botar os barcos na água e remar com a
velha raça habitual que o título estava garantido. Doce ilusão. E
não bastou muito para que os vascaínos começassem a perceber que
havia mais coisas entre o céu e a lagoa do que poderia supor a
nossa vã filosofia. Logo na terceira prova, onde o VASCO era super
favorito no Double Skiff feminino (onde remavam as campeoníssimas
Caroline Beloni, Kyssia Cataldo, Amanda Costa e Anne Machado),
curiosamente na saída o barco do Corínthians (e o quê o Corínthians
estava fazendo como convidado numa prova que vale pelo
campeonato????) dá uma fechada num dos barcos de uma das nossas
duplas. Com uma dupla nossa praticamente fora, a outra também não
conseguiu pegar o barco das rubro-negras que chegou voando baixo em
primeiro. Zebra total. Em terra firme, dirigentes vascaínos
solicitam imediatamente o exame anti-doping nas atletas
rubro-negras. Em vão.
Ué, mas como não houve exame anti-doping???? Explico: no
Remo não há exame anti-doping já que o custo é relativamente
alto e a federação não tem como arcar. O VASCO, sabedor que a
flamengada iria fazer o possível e o impossível pra nos tirar o título,
requereu com antecedência que os exames fossem realizados. A Federação
falou que não tinha dinheiro e o VASCO então foi lá e PAGOU
(repito: PAGOU) todos os custos para que os exames fossem feitos. Se
o problema era dinheiro, então não havia mais problema. Mas por
uma dessas “incríveis coincidências da vida”, no sábado o
material pra fazer os exames na regata não apareceu. Quem tinha que
levar os exames disse que esqueceu em casa e o pessoal da federação
(notórios rubro-negros) também alegou “esquecimento” pra
cobrar do pessoal responsável o transporte do material. Mais verniz
na cara, impossível. Aliás, a cara-de-pau era tanta que, a certa
altura, uma atleta urubulina ao receber os corinhos de “dopada”
vindos da torcida vascaína, sem a menor cerimônia virou-se pra
amiga e falou: “se querem fazer o exame (anti-doping), podem fazer
à vontade. É só eu ir lá beber 2 litros de água que não vai
aparecer nada”. É mole ou quer molho???
O sinal vermelho entre torcedores, atletas e dirigentes
vascaínos, que já estava ligado há muito tempo, agora estava
acompanhado das sirenes de emergência no mais alto volume. Se alguém
acreditava que a prova seria limpa, estava aí escarrado na cara de
todos que aos vascaínos caberia apenas o papel de palhaço pra
alegrar a festinha rubro-negra. Mas eles não perderiam por esperar.
A super-dupla Gibran e Vaval iniciaram a reação vascaína
com uma vitória no 2 Sem Senior A e, logo em seguida, o jovem
Thiago Leite conseguiu uma vitória sensacional no Skiff Junior B,
atropelando com muita raça tudo e todos na reta final e levando a
galera ao delírio. Depois desta vitória épica, a torcida vascaína
já gritava “É HEXA” e a certeza do título ficou cada vez mais
cristalina entre os presentes. Ainda faltavam 6 provas. E os nervos
começaram a ficar à flor-da-pele.
A flamengada ganharia mais 3 provas, o Botafogo uma (aliás,
o que houve com o Botafogo? Ou era a flamengada mesmo que estava
“impossível”??) e iríamos agora pra penúltima prova. O número
de vitórias válidas pelo campeonato já estava rigorosamente igual
(21x21) e, se a flamengada ganhasse esta prova e a última (o VASCO
era o favorito na última), eles virariam pra 23x21 e, mesmo que
eles perdessem a prova que está sub-júdice (quando a remadora
vascaína Kyssia Cataldo obteve a vitória), eles já seriam campeões
porque mesmo que o VASCO ganhasse no tribunal (e vai ganhar SE não
houver mais armação) só poderíamos chegar a 22 vitórias.
Momentos de tensão. Os barcos largam e os rubro-negros
ganham de ponta a ponta. A grande parte da torcida urubulina, que
estava lá no deck em frente à sede deles, corre em euforia pro
lugar da premiação aos gritos de “é campeão”. A torcida
vascaína calou-se a espera da última prova. Mas mal começou a
entrega das medalhas, eis que surge o anúncio de que esta prova
também estava sub-júdice porque um atleta urubulino que competia
na categoria estreante já havia disputado competições
anteriormente. Festa da nação vascaína. O placar voltava a ser
21x21 sendo que, SE não houver armação no tribunal com relação
a esta prova, a vitória também será dada ao VASCO. Os ânimos se
acirraram, as torcidas se provocavam e o clima de tensão era
evidente no rosto de todos. Tudo seria decidido no último barco.
Haja sofrimento!
É dada a largada e, na reta final, por meio barco de
vantagem, a embarcação vascaína (que leva o nome Eurico Miranda e
até hoje não perdeu uma regata) cruza a linha na frente dos
urubus. Os vascaínos vão ao delírio. A flamengada tentou criar
tumulto mas os gritos de “HEXACAMPEÃO”, “PARABÉNS PRA VOCÊ”,
“VICE DE NOVO”, “ADEUS MENGO” e “CAMPEÃO DE TERRA E
MAR” os colocou nos seus devidos lugares.
Moral da história: contra tudo e contra todos (inclusive
a federação), o VASCO dentro d’água venceu e sagrou-se HEXA
CAMPEÃO Estadual de Remo em 2003. É óbvio que ainda serão
julgadas estas duas provas que estão sub-júdice (e se a justiça
for realmente imparcial, o VASCO ganhará as duas), mas independente
disso, fica o resultado cristalino conquistado unicamente na base da
raça e da dedicação dos ATLETAS vascaínos que, apenas com braços,
pernas e corações, conquistaram mais um importante título para o
VASCO. E título, no dia do aniversário da flamengada, é mais
gostoso ainda!
TEM QUE ATURAR: CAMPEÃO DE TERRA E MAR!!!
EM TEMPO:
e pensar que os muvianos haviam dito semanas atrás que o Remo vascaíno
havia acabado. Francamente. Aliás, vindo de quem chega até a beira
da Lagoa e pergunta “quem é o barco?”, nenhuma novidade. Mas o
pior é que eles tinham razão: o VASCO acabou com a flamengada!!!!
;-D))
EM TEMPO I:
quem ganhou o título de melhor frase do dia foi o nosso bravo
colaborador Leonardo Grillo. Quando a flamengada cruzou em primeiro
na penúltima prova, ele, que havia até levado o cachorro de estimação
pra dar uma força pro VASCO, virou-se pra mim e disse: “Eduardo,
vou embora porque não vai dar certo ficar até o final pra ver a
festa da flamengada”. Mal o sujeito subiu no carro e partiu,
anunciou-se que a prova estava sub-júdice e daí pra frente só
quem fez festa foi a torcida do VASCO!!! Mas ele merece um bom
desconto porque acabou mostrando ao mundo a belíssima irmã da
esposa que quase parou a Lagoa e interrompeu as regatas!!! Dá-lhe,
Grillo! ;-D))
EM TEMPO II:
mas engraçado mesmo foi a “torcida” urubulina, com remadores
inclusive, fazendo os gestos da Força Jovem achando que eram da Raça!!!
Sem comentários. E depois ainda ficaram sentadinhos, quietos,
esperando até o final da premiação a hora em que os candidatos
urubulinos iriam dar os 10 paus por terem “torcido”. Tem que rir
com esses caras...
EM TEMPO III:
aliás, logo que o Eurico apareceu pra fazer a entrega da premiação,
a flamengada começou a gritar “ROBERTO”. Um dirigente vascaíno
não perdoou e emendou de primeira: “pois é, seus manés, então
mais do que nunca vocês foram VICE DE NOVO!
EM TEMPO IV:
e o Maganha, pra variar, na ânsia de querer me sacanear acabou
metendo os pés pelas mãos. Disse que nenhuma previsão minha este
ano se realizou. Mentira. A única previsão que fiz este ano se
realizou, que foi o título Estadual, fartamente escrita e
documentada em colunas e listas de discussão sob o mantra da vitória
“VAMU SER CAMPEÃO, PORRA!”. A que ele se referia, que na
verdade não foi previsão mas sim uma grande brincadeira pra botar
pilha, que foi a do ser “campeão com um mês de antecedência”,
essa deu água mesmo. E o resgate histórico da lendária musiquinha
“Pau do Nariz”, antológica por sinal, foi a melhor de todas!!!
Agora, “Prophecy Music” é demais, hein? Valeu, Maganha!!!!
;-D))
EM TEMPO V:
e o Bebeto de Freitas, hein? Agrediu um torcedor botafoguense e os
“moralistas” nem tocaram no assunto. Ah, se fosse no VASCO...
EM TEMPO VI: e
você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até
interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar
eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você,
assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais
tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br
.
EM TEMPO VII:
e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o
programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio
Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!
EM TEMPO VIII: os
cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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O L T A R
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