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n.25 ano IV - 10/11/2003

(próxima edição: 17/11/2003)

 

/+/ OS CÃES LADRAM E A CARAVELA PASSA (DE NOVO)

 

”Me surpreendi com o resultado. A eleição mostrou que sou mais forte do que pensava. Sofri perseguição da mídia, enfrentei poderosos, fui traído e ainda estou aqui” (Eurico Miranda, na madrugada do dia 05/11, após confirmada a sua reeleição nas urnas por 1474 contra 1363 votos)

 

Segunda-feira, 3/11, 9:00hs, numa certa padaria num famoso bairro da zona oeste carioca, o seguinte diálogo foi travado entre uma dona de casa (DC) e um dono de padaria (DP):

 

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DP: Soube da última do Eurico? Deu no jornal que ele deu 3.500 títulos de sócio pro pessoal da Barreira (do Vasco, favela ao lado de São Januário) votar nele. Ele está com medo da derrota e assim vai garantir facilmente sua reeleição. Por isso que não dá pra votar nele.

 

DC: Isso é coisa da imprensa pra tentar tumultuar o ambiente na véspera da eleição e assim forçar os que são contra o Eurico a irem lá votar no Roberto. Aliás, você tem direito a voto?

 

DP: Não, e o pior é que meu filho tem direito e vai lá votar no Eurico. Culpa do teu filho, que fez a cabeça dele, e agora serão dois votos batendo palmas pra essa sacanagem do Eurico.

 

DC: Por quê dois votos? O meu filho não vota.

 

DP (espantadíssimo): Ué, não?

 

DC: Não, ele é apenas sócio-torcedor e só votará nas próximas eleições. Aliás, realmente isso foi uma tremenda sacanagem do Eurico: ele preferiu “dar” títulos de sócio pro pessoal da Barreira ao invés de dar pro meu filho e pros amigos dele que certamente votariam nele.

 

DP: ...

 

DC: Já te falei pra duvidar dessas pérolas jornalísticas estrategicamente plantadas pela imprensa. Nós já sabemos como eles procedem. Até logo.

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A dona de casa citada acima é a minha querida mãe, vascaína consciente e um exemplo de ser humano da melhor qualidade, que me falou sobre este diálogo assim que lhe telefonei para informar da vitória da Chapa Azul nas eleições vascaínas. E confesso que ri pra não chorar. Afinal, é realmente muito triste saber que ainda há vários vascaínos que, mesmo após estes últimos anos de intenso bombardeio de mentiras, ainda embarcam no primeiro boato que aparece pela frente e ainda por cima o saem repetindo por aí sem pararem pra pensar na sandice que estão dizendo. Triste. E a sacada da minha mãe realmente foi fantástica (pra variar): se houvesse tido mesmo essa farta distribuição de títulos de sócio, por que não ter começado pela galerinha do CASACA!, esses “vendidos”, já que pelo menos metade dos que compõe as nossas fileiras ainda não são sócios-proprietários?

 

Por isso que nestes últimos anos o CASACA! adotou uma postura extremamente radical de defesa da instituição CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA contra todos os ataques mentirosos vindos da flapress e de todas as suas ramificações. Enquanto muitos se omitiram, resolvemos dar a nossa cara à tapa e entramos na luta sem pensar duas vezes. Acabamos nos transformando no contra-ponto vascaíno, ou seja, um verdadeiro rolo-compressor contra os ataques caluniosos da mídia onde o mais importante sempre foi mostrar a grandeza do VASCO que eles sempre tentaram menosprezar. E, assim como o clube e seus dirigentes, também sofremos toda a sorte de ataques mentirosos que, em menor escala, nos deram uma mostra clara do que acontece por aí nas redações da vida.

 

Mas não desistimos, assim como não desistiram as pessoas que hoje dirigem o VASCO. Os cães ladraram (e ladraram como nunca) mas a Caravela passou. A Chapa Azul venceu e esta é a resposta cristalina que os sócios do VASCO deram a essa corja midiática e até mesmo aos outros clubes e seus torcedores que, mesmo com todas as mentiras plantadas (principalmente nestes três últimos anos), mesmo com tantos ataques à instituição VASCO e ao nosso presidente, mesmo usando como boi-de-piranha através de um reconhecimento tardio e nitidamente de ocasião do maior ídolo da nossa história pra tentar derrubar a “ditadura”, ainda assim os sócios vascaínos foram lá e deram o seu voto de repúdio a tudo isso que foi plantado porque viram com os próprios olhos tudo o que foi feito no clube.

 

Eles até agora não entenderam, e provavelmente vão passar os próximos 3.000 anos sem entender, mas a realidade é uma só: quem decide os destinos do VASCO, mesmo com todos os problemas que possam surgir, são e continuarão sendo, pra todo sempre, os vascaínos. Amém.

 

EM TEMPO: estive lá no dia da eleição. Cheguei por volta das 19:00hs e só saí depois de contado e recontado o último voto. Confesso que não vi a “invasão” dos 3.500 “novos sócios da Barreira”, também não vi nenhuma criança entrando nas cabines de votação e muito menos ninguém de além-túmulo (tal qual naquele célebre filme “A invasão dos mortos-vivos”) apareceu em São Januário. OK, como sou meio distraído, pode ser que eu não tenha reparado. Mas o Roberto e alguns militantes, que estavam praticamente em cima das roletas que davam acesso ao ginásio onde estava sendo realizada a votação, com certeza teriam reparado. Aliás, eles só não repararam naquele malandro que queria votar duas vezes na chapa deles e foi pego em flagrante alegando que “só estava fazendo um teste pra ver se dava pra fraudar as eleições”. E vida que segue.

 

EM TEMPO I: como bem lembrou o João Carlos, o único incidente do dia foi gerado pela oposição quando o Fernandão perdeu o nariz por causa do Áureo Ameno. Sinceramente, aí é dose pra mamute manco com artrose!!! Mas o mais curioso foi ouvir na rádio Globo o Roberto irado fazendo aquele célebre discurso da “truculência & ditadura” quando o repórter o interrompeu pra dizer que um outro jornalista havia visto que quem iniciou a confusão foi o Fernandão... saia justíssima!!!

 

EM TEMPO II: por falar no grande João Carlos, como ele próprio já havia adiantado, o CASACA!, como reconhecimento (mais um) aos serviços prestados ao clube nos últimos anos - todos baseados única e exclusivamente na paixão - foi convidado a participar do Conselho Deliberativo para o próximo triênio e ele foi aclamado como o nosso representante (é bom destacar que o grande Fernando d’Arribada, caso o João enfarte, é o nosso segundo nome na chapa; e o Bira, onipresente, que ficou com a segunda cadeira). Ele terá uma missão duríssima pela frente mas tenho toda certeza do mundo que irá cumprir muito bem o seu papel já que competência e paixão pelo VASCO ele tem de sobra. E pelo seu primeiro “discurso”, podemos constatar isso claramente: “pretendo responder seguindo na luta por um Vasco independente, forte e, principalmente, que aglutine a família vascaína que se nega à omissão, que repudia a desfaçatez e que trabalha e luta apaixonadamente”. É isso aí, João, sucesso!!!

 

EM TEMPO III: e essa vaga no Conselho é emblemática. Desde antes até do site ser montado, ouvia dizer que o VASCO era um clube fechado e regido por uma das mais cruéis e sanguinárias ditaduras da história. Ditadura esta que começou a “ruir” quando uma plebéia como a Ana Maria Vianna deu a idéia e iniciou toda a mobilização daquele célebre e antológico abraço da torcida vascaína ao estádio de São Januário após a queda do alambrado; quando esta mesma Ana liderou um abaixo assinado contra a invasão da Polícia Federal ao clube na época da CPI; quando o Jarbas e o Maganha foram lá pedir autorização para tirarem fotos e fazerem reportagens a custo zero dos esportes amadores e do futebol profissional; e agora quando o CASACA! ganhou uma vaga no Conselho, passando assim a ter voz ativa nas discussões do clube. Na boa, que ditadura é esta que permite que meia dúzia de moleques e mais alguns senhores se infiltrem nesta “panelinha”? A resposta, por mais que tentem dizer o contrário, se resume a duas palavras: paixão e trabalho. Se você é dotado de uma paixão visceral e quer realmente fazer alguma coisa construtiva para o clube, pode ter certeza que as portas estão e estarão sempre abertas. Nós somos o maior exemplo.

 

EM TEMPO IV: ao contrário do que divulgaram por aí, o convite para integrar o Conselho foi feito no sábado, dia 1/11, num almoço no clube com o presidente Eurico. O resto é folclore.

 

EM TEMPO V: “O Vasco nos últimos três anos foi atingido covardemente pelo armamento pesado dos adversários, os agentes externos do caos que agora dão sustentação política ao Dinamite, infiltrados e financiadores da sua campanha. Esse é o ponto mais vulnerável da candidatura do ídolo, que será bem-vinda, quem sabe, futuramente, em outras eleições, quando for fruto do diálogo, da vontade legítima dos torcedores do clube, e não dos senhores da guerra, ou de ressentimentos mal-resolvidos, feridas que ainda não sanaram, quando então poderemos parafrasear a Revolução dos Cravos: Os VASCAÍNOS UNIDOS jamais serão vencidos” (Fernando d’Arribada em sua ótima coluna “A Revolução dos Cravos” publicada no site CASACA!)

 

EM TEMPO VI: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br .

 

EM TEMPO VII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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