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n.20 ano IV - 29/09/2003

(próxima edição: 06/10/2003)

 

/+/ A "BARBÁRIE": DOIS PESOS E VÁRIAS MEDIDAS

 

"Se, em outros estádios, já aconteceram episódios semelhantes, eles foram quase uma exceção e não a regra, como no estádio do Vasco." (trecho da coluna de domingo do Márcio Guedes, no jornal O DIA, passando a mão na cabeça dos outros clubes e dando a entender que em todos os jogos os jogadores adversários são agredidos em SJ, o que nem em delírio é verdade)

 

Mesmo com a mão esquerda ainda vetada pelo departamento médico, após ler tantas sandices publicadas pela flapress a respeito de uma tal "Barbárie na Colina" - onde pelos últimos relatos já chegamos ao saldo de treze jogadores mortos a golpes de porrete, 150 pessoas gravemente feridas sendo algumas ainda em coma no hospital, e mais um ônibus apedrejado e queimado, mesmo catando milho só com a mão direita lá vou eu me manifestar porque não dá pra ficar calado diante da cobertura de certos órgãos de imprensa que vão muito além de uma "simples e estranha má-vontade" contra o VASCO.

 

Mais bárbara que a atitude dos torcedores que agrediram alguns jogadores do Coritiba, jogadores estes irresponsáveis de marca maior (que também DEVEM ser punidos) que achavam que provocar a torcida com uma camisa do Flamengo dentro de São Januário fosse que nem trocar camisa no pátio da igreja após as aulas de catecismo, foi a nota que saiu no dia seguinte ao episódio publicada no jornal O DIA, velho conhecido da galera, que é o principal veículo pra onde a "turma do panfleto" vai chorar sua mágoas e contar suas fofoquinhas. A nota (que aliás dá um belo panfleto pra se distribuir nos próximos jogos, hein?) saiu em destaque amarelo mas estranhamente ninguém assinou, mostrando claramente no seu conteúdo que o jornalismo esportivo já deixou a imparcialidade de lado há muito tempo. Vejamos:

 

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"Conivência

Os argumentos apresentados pelo presidente do Vasco para tentar explicar as cenas de vandalismo em São Januário, na noite de quinta-feira, seriam aceitáveis - e até justificáveis - se os fatos tivessem ocorrido em qualquer outro estádio do mundo. Realmente há incidentes que, por força da paixão, fogem ao controle de seguranças e policiais, e todos já testemunhamos, ao longo dos anos, flagrantes de tumultos, agressões e até tiros em outros eventos esportivos, no Brasil e no exterior.

Mas o que está em questão, analisando-se a barbárie na Colina, não é o fato em si. O que se condena - e aí não há argumento aceitável - é o aval que se concede aos baderneiros que transitam por São Januário. Num estádio em que a imprensa não tem liberdade para trabalhar, em que funcionários e jogadores volta e meia são submetidos à Lei da Mordaça e em que os que contestam a diretoria são perseguidos, como admitir que bárbaros travestidos de torcedores estejam rotineiramente em campo, intimidando adversários? Quem abre caminho para que cheguem ao ônibus de uma delegação visitante para agredi-la? Quem dá respaldo à covardia? Quem cede ingressos a esses desprezíveis vândalos?

São esses pontos, que transformaram São Januário nos últimos anos em um "castelo de horror", que estão em questão. Não foi a primeira vez, nem a segunda... E os verdadeiros vascaínos, pelo passado de fidalguia do clube, exigem um basta a tudo isso."

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Pois é, só faltou meterem o tradicional slogan (curiosamente plagiado, criatividade pouca é bobagem, mas tudo bem) "Dinamite nele!" no final mas aí já era dar muita bandeira. Afinal, os acidentes "seriam aceitáveis - e até justificáveis - se os fatos tivessem ocorrido em qualquer outro estádio do mundo" conforme eles mesmos escreveram. Ou seja, São Januário é que o problema porque o Eurico ainda manda lá. Se tivesse sido em outros estádios de outros clubes que permitem que os abutres da flapress tenham opinião relevante, naquela panelinha tradicional de sorrisos e tapinhas nas costas que todos já conhecemos, tudo bem, passa-se a mão na cabeça e bola pra frente. Ou alguém se esqueceu que no "alçapão" de Caio Martins teve foguetório em campo, invasão de presidente e o cacete a quatro e não houve nenhuma manifestação do tipo "Estatuto nele!" pra tirar o "queridinho" Bebeto de Freitas do poder? Não, nada disso. Pelo contrário. Foram feitas dezenas de entrevistas pra esclarecer e provar que não foi nada daquilo, as medidas que o Botafogo iria tomar dali pra frente, e só faltou criarem um 0800 (como na época em que o Athirson, então no Flamengo, foi pego no exame anti-doping) pra jogarem a torcida a favor do presidente e aderirem em massa ao sócio-torcedor. Bola pra frente.

 

Aí também teve aquele episódio onde jogadores da Ponte Preta foram agredidos pela torcida do São Paulo dentro do Morumbi a caminho do ônibus (qualquer semelhança com este episódio VASCO x Coritiba não é mera coincidência) e ninguém veio também com o papo de "Estatuto neles!" pra já forçar a barra pra tirarem o presidente do São Paulo do poder na marra. Aliás, o nome do dito cujo sequer foi citado. Por que será, hein? Inclusive, no episódio paulista os jogadores adversários foram agredidos "do nada" enquanto que em São Januário o pessoal do Coritiba achou por bem querer tirar onda com a camisa do rival... Mas tudo bem, na ótica deles isso também nem tem importância e bola pra frente.

 

Aí me aparece na coluna de domingo o Márcio Guedes (que mais parece articulador da campanha do MUV) no O DIA com as suas palavras de ordem:

 

"Há uma sensação no ar de que, após os primeiros tempos de mudanças, os efeitos do Estatuto do Torcedor já não são tão rigorosos. Será que, como tantas outras neste País, a coisa só vale no começo, na hora do entusiasmo?"

 

Mas peraí, onde está a rigorosidade??? Ou melhor, onde ele quer chegar??? Vejamos: o Botafogo perdeu o mando de campo, o São Paulo idem e o VASCO também deverá perder. Ou seja, todos foram punidos sendo que o VASCO ainda deverá levar a maior pena (3 jogos, segundo especulações). Mas a "rigorosidade" que o distinto colunista quer, assim como o RMP no jornal O GLOBO, é que o dirigente vascaíno, eterna pedra no sapato deles, seja expulso do futebol. Simples assim. O tal do "só vale no começo" é balela pra tenta forçar a barra já que o VASCO é que deverá levar a maior punição. Mas exigir, baseado no Estatuto ou não, a saída do Bebeto ou do presidente do São Paulo, ninguém quis, né? Já pro Eurico, os "baluartes da moralização" não falam em outra coisa nas mesas-redondas da vida desde quinta-feira... Aí quando eu falo na tal da LIBERTINAGEM DE IMPRENSA e no já clássico "dois pesos e várias medidas", alguns ainda se rasgam e acham que é invenção da minha cabeça.

 

EM TEMPO I: voltando ao texto do O DIA, além de outros absurdos, mais uma obra-prima: o tradicional "estádio em que a imprensa não tem liberdade para trabalhar". OK, mas o curioso é que o Hilton Mattos (repórter do O DIA que faz a cobertura do VASCO) foi visto assistindo tranquilamente a este jogo lá nas cabines de rádio e após o jogo circulou normalmente pra pegar entrevistas com jogadores e afins. Se isso não é a tal da "liberdade pra imprensa trabalhar", e olha que estamos falando de um repórter do jornal O DIA - veículo este que na minha opinião deveria ser proibido pra todo sempre de ter acesso às sedes vascaínas, sinceramente não sei mais o que seria.

 

EM TEMPO II: mais uma pérola na coluna do MG: "A culpa não é do clube em si, um orgulho do País, nem da grande massa de torcedores que nem está mais indo ao futebol por conta da campanha medíocre do time. E sim dos torcedores oficiais, os mesmos que são usados politicamente e que usam até correio eletrônico para mandar mensagens grosseiras aos 'inimigos' de Eurico". Peraí, quer dizer então que a culpa é dos vascaínos indignados que entopem a caixa postal do sujeito pra falarem uma verdades??? Parei...

 

EM TEMPO III: e o time já começou a reformulação pra 2004 com a efetivação de vários juniores e, pelo menos nesta semana, o espírito do grupo já foi outro tanto na ótima vitória por 2x1 contra o Coritiba quanto no empate em 2x2 com a Ponte Preta. Ygor e o Coutinho estão jogando muito bem e devem se firmar, e o lateral direito Alex Silva, que surgiu "do nada", já jogou mil vezes melhor que qualquer lateral que já apareceu por ali desde a morte do Clébson. Aliás, ele foi eleito tanto pelos radialistas como pela torcida o melhor em campo na vitória contra o Coritiba, mas apenas o jornalista Márcio Tavares do jornal O GLOBO teve opinião diferente: "Alex Silva: atuação discreta, sem brilho algum. Nota 6". Perguntar não ofende: será que ele viu mesmo o jogo ou apenas não sabia quem era o Alex???

 

EM TEMPO IV: Edmundo fez o gol 100 em Brasileiros com o gol de pênalti contra o Coritiba. E pra quem não se lembra, este foi o primeiro pênalti batido pelo Animal no VASCO desde aquele fatídico pênalti isolado na final do Mundial em 2000. Parabéns, Edmundo!

 

EM TEMPO V: já havia copiado na minha última coluna mas volto a repetir: "O Vasco nos últimos três anos foi atingido covardemente pelo armamento pesado dos adversários, os agentes externos do caos que agora dão sustentação política ao Dinamite, infiltrados e financiadores da sua campanha. Esse é o ponto mais vulnerável da candidatura do ídolo, que será bem-vinda, quem sabe, futuramente, em outras eleições, quando for fruto do diálogo, da vontade legítima dos torcedores do clube, e não dos senhores da guerra, ou de ressentimentos mal-resolvidos, feridas que ainda não sanaram, quando então poderemos parafrasear a Revolução dos Cravos: Os VASCAÍNOS UNIDOS jamais serão vencidos." (trecho da ótima coluna "A Revolução dos Cravos", escrita pelo grande Fernando d'Arribada no CASACA!)

 

EM TEMPO VI: e você quer efetivamente colaborar com a causa vascaína e até interferir no destino do clube nos próximos anos ou vai ficar eternamente apenas  resmungando pelos fóruns da vida? Se você, assim como eu, escolheu a primeira opção, então não perca mais tempo e entre no Sócio-Torcedor: www.soumaisvascao.com.br .

 

EM TEMPO VII: sobre a Copa CASACA!, meu time (Lelé) tomou um vareio nas quartas-de-final e deu adeus a competição. Perdemos um caminhão de gols mas o time, praticamente todo comprometido com o departamento médico, também não teve preparo físico pra conseguir a arrancada final. Quem sabe se eu estivesse jogando metade daqueles gols provavelmente teriam parado dentro do gol adversário mas tudo bem. Valeu a raça e a vontade da galera. Um forte abraço pro Revlon, Bokka, Pensador, Fábio Caldas, Fábio Cremildo, Fábio Lourenço e PC. Agora é ficar na torcida pro time do Rafael "Kaká" Fabro (Sabará) papar o título!!!

 

EM TEMPO VIII: o time do Maganha (Danilo) também foi pro vinagre e ele, sempre que tentou fazer uma jogada diferente do que um hidrante faria, pagou mico e fez a alegria da galera. Atuações simplesmente bizarras nos pouquíssimos minutos em que ficou em campo. Aliás, tudo sobre esta que é a maior competição entre vascaínos peladeiros da história, e também um inacreditável Álbum de Figuraças da Copa CASACA! pra galera jogar bafo-bafo ou apenas servir de espantador de mosca de cozinha, já estão lá disponíveis em  www.casaca.com.br/copacasaca

 

EM TEMPO IX: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO X: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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