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n.14
ano IV - 21/07/2003
(próxima
edição: 28/07/2003)
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VASCO II - A MISSÃO!!!
"Sou
grosso, trombador e vou correr muito" (o Pantera Donizeti se
auto-definindo antes do jogo contra o Grêmio)
Quatro
derrotas seguidas na idéia, 19 pontos distantes do líder do
campeonato, Edmundo fora, jogadores perdidos em campo, craques
dispersos, apatia generalizada, a volta do Pantera trajando a camisa
10 e um joguinho marcado pras 18:00hs de um domingo. Diante deste
quadro, como era de se imaginar, apenas 2.000 fiéis vascaínos
partiram pra Colina Sagrada pra acompanhar de perto aquele que
prometia ser mais um capítulo no calvário vascaíno neste
campeonato. Mas, por incrível que pareça, não foi.
Mauro
Galvão, nosso novo técnico, em apenas 1 semana de trabalho, se
ainda não conseguiu dar a sua cara à equipe, pelo menos já
começou fazendo o óbvio e se deu bem: Da Silva como titular na
cabeça de área, Wellington Monteiro, que aproveitou o terceiro
cartão amarelo do Russo (aliás, ele foi o jogador vascaíno que
mais tomou cartões até aqui), foi jogar na lateral direita (sua
real posição) e o Ozéa, que o Lopes achava "inseguro",
foi o titular na lateral esquerda. Moral da história: o Grêmio,
mesmo sendo um time absolutamente bizarro, não se criou pelo meio e
nem pelas pontas. Quando muito conseguiu furar o bloqueio, graças a
algumas falhas individuais, lá estava o melhor goleiro do planeta
para garantir a virgindade do gol vascaíno.
Tanto
o Wellington Monteiro na direita, que fechou a popular "Avenida
Russo", como Ozéa na esquerda, que jogou muito bem, fecharam
bem as laterais e apareceram muito bem no ataque, com destaque para
o Ozéa. Aliás, pelo que jogou ontem, é incrível como ele não é
titular há pelo menos uns 10 anos. Se a bola que ele jogou é
aquela mesma de domingo, aparecendo toda hora como opção de
ataque, acertando cruzamentos, tocando bem a bola e com um fôlego
de leão pra voltar pra ajudar na marcação, com certeza é pegar a
camisa 6 e deixar com ele que está bem entregue. Desde a saída do
Jorginho Paulista, diga-se de passagem, não via uma atuação tão
boa de um lateral-esquerdo com a camisa cruzmaltina. Tão boa que
até a galera da social, que vaia até hidrante, batia palmas de pé
pra cada boa jogada que ele fazia com o Marcelinho por aquele setor.
Não é um Felipe, muito menos um Mazinho, mas dos trezentos e
quarenta e sete laterais-esquerdos que fizeram teste por ali foi o
melhor até agora.
Outro
destaque importante foi a boa atuação do Beto que, mesmo ainda
fora da sua melhor condição física, deu inegavelmente um toque de
qualidade e categoria ao meio campo, aparecendo bem tanto na
armação das jogadas como no bloqueio dos ataques tricolores. Outro
também que voltou a jogar bem após um longo e tenebroso inverno
foi o Marcelinho, que voltou a correr o campo todo e,
principalmente, voltou a acertar os passes de curta, média e longa
distância. Como se isso não bastasse, eles ainda tiveram a
companhia do Rodrigo Souto ali no meio que, com mais liberdade pra
ir ao ataque, continua subindo de produção jogo após jogo e
marcou mais um belo gol (já são dois gols nos últimos dois jogos,
sendo o contra o Cruzeiro um "de placa").
Mas
tirando a garra e a vontade coletiva do time, que jogou com aquela
velha personalidade de time grande que parecia há muito esquecida,
correndo, marcando e suando a camisa do primeiro ao último minuto
de jogo, é preciso abrir um largo parêntese para o "nome do
jogo": o Pantera Donizeti.
Confesso
que quando o vi com a camisa 10, temi pelo pior. Ele podia ter
entrado em campo com qualquer uma, vá lá, menos a 10. Mas tudo
bem, vida que segue, a bola rolou e o Pantera foi simplesmente
incansável em campo. Correu o tempo todo, ora caía pela esquerda,
ora caía pela direita, às vezes até tropeçava na bola mas estava
lá no seu rosto aquela mesma expressão vencedora da inesquecível
Libertadores 98. Claro que ele não deu uma aula de técnica
refinada em campo, mas ele foi sempre um gigante, orientando a
garotada com a sua experiência, acertando o posicionamento dos
companheiros em campo e jogando como se aquela partida fosse a
decisão de um título. E como se não bastasse tudo isso, fez um
gol de cabeça aproveitando o buraco na zaga gremista e ainda deu um
excelente passe para o Rodrigo fazer o segundo gol da partida.
Exausto, saiu antes do jogo acabar, a torcida o aplaudiu de pé e
ele ainda jogou a camisa pra galera. Repito: não é um cracaço de
bola, mas fez história com a camisa cruzmaltina e ainda continua
mostrando que é uma peça muito útil no nosso elenco.
Enfim,
o título continua difícil mas não impossível (19 pontos são
sempre 19 pontos) mas pelo menos já deu pra sentir um outro VASCO
sob o comando do agora técnico Mauro Galvão. Que ele continue
fazendo o óbvio, sem invenções, que o time com toda certeza
voltará a subir a ladeira. Afinal, pelo que vimos ontem, finalmente
o nosso time pôde ser chamado de TIME. Agora é só acertar alguns
posicionamentos individuais e treinar mais jogadas que com certeza
muitos ainda irão se surpreender com a "arrancada
vascaína". A luz no fim do túnel aumenta. E muito.
EM
TEMPO I: afinal, a mudança de
comportamento da equipe foi por causa da saída do Lopes, do Edmundo
ou dos dois juntos? Está aberta a discussão.
EM
TEMPO II: por sinal, ao final do jogo, saí cantando
alegremente pelos corredores de São Januário a seguinte musiquinha:
"ACORDA TODO MUNDO, QUEM TEM O PANTERA NÃO PRECISA DO
EDMUNDO"! Claro que não havia ninguém da Força Jovem por
perto e também até agora não sei se falei aquilo sério ou de
brincadeira. Mas o mais interessante é que alguns ainda se viraram
pra mim e disseram: "o pior é que você tem razão!"
Enfim, nada como uma boa vitória pra lavar a alma da torcida
vascaína!
EM
TEMPO III: nesta semana tivemos o pontapé inicial da
campanha pelas eleições para a presidência do VASCO. De um lado o
Eurico, em depoimento de quase 1:30h ao CASACA NO RÁDIO, lançando
oficialmente a sua candidatura. Do outro lado, o Roberto no programa
do ANTI-VASCO Márcio Guedes. E aqui se abre um gigantesco
parêntese: foi absolutamente hilário ver o Márcio Guedes
preocupadíssimo com que o anda rolando "num determinado site"
(CASACA NELES!!! ;-D)) ) e implorando desesperadamente para
que o Roberto parta imediatamente para o "confronto", que
"bata de frente", que faça "acusações" (de
qualquer tipo?) e que faça um bom "trabalho de mídia". E
aí, após aquela cena deprimente do MG "assessorando" o
Roberto na tv, fica aqui a pergunta: se ele na frente das câmeras
já mostrou como é que a imprensa procede, imagina o que ele e
alguns editores "amiguinhos" não aprontam longe das
câmeras trancados lá nos seus gabinetes com ar-condicionado? Pois
é, muito bem disse o grande João Carlos na sua ótima coluna
dominical: "Abraço, Márcio. E paciência conosco,
perseguidores daqueles que nos perseguem historicamente".
EM
TEMPO IV: aliás, o MG, que AGORA mais do que nunca passou
a se interessar pela política vascaína (curioso, né?), é aquele
mesmo que nunca quis o Juninho-PE na seleção. O VASCO foi campeão
da Libertadores, do Brasileirão 2000 e da Mercosul e o pobre
Juninho-PE, que a torcida vascaína queria na seleção que iria pra
Copa de 2002, era tratado pelo MG como "tímido, sem
brio". Bastou o Juninho sair do VASCO para imediatamente ele se
transformar (pro MG) numa das maiores injustiças entre os
não-convocados pra Copa. Como já dizia minha mãe: "quem não
te conhece que te compre".
EM
TEMPO V: e o bravo Felipe, que está contundido sem previsão
de volta, foi flagrado pelo João Carlos neste final de semana,
altas horas da madrugada, lá no Hard Rock Café. Pra quem está (e
continua) machucado, até que o desempenho dele foi nota 10,
dançando a noite toda e andando pra lá e pra cá botando dezenas
de amiguinhas pra dentro. E aí vem a pergunta clássica: aquelas
rolinhas que estão sempre de plantão vigiando os jogadores do
VASCO nestas tórridas noites cariocas não viram o jogador
rubro-negro na casa predileta dos "boleiros"? Afinal, isso
daria uma boa polêmica praquele "ouvidor de rolinha" que
tem uma coluna no maior jornal do país. Mas se o jogador jogasse no
VASCO, é claro, lá vinha a notinha. É impressionante...
EM
TEMPO VI: e saiu a décima-primeira edição do JORNAL DO
CASACA!, com matérias sobre a escola que funciona para os atletas
dentro de São Januário, sobre o Hélio Rubens, Beto, Nélson
Teixeira (descobridor de novos jogadores), boxe olímpico,
VASCO-Barra, campanha de doação de sangue da Força Jovem e mais
as colunas da galera do CASACA!. Pra assinar é só mandar um e-mail
pra: [email protected]
. Imperdível!!!
EM
TEMPO VII: e a galera vascaína que se amarra naquela
tradicional pelada de fim de semana, podem ir aquecendo as equipes
porque em setembro vem aí a I COPA CASACA! DE FUTSAL!!! Fiquem
ligados que em breve iremos abrir oficialmente as inscrições
através de um site que está sendo especialmente preparado para o
torneio. Além da premiação e da definição dos locais das
partidas (já fechados), também iremos fechar a compra dos
uniformes de cada equipe (com direito a nome do jogador e número)
para que cada participante fique com o uniforme do time de
lembrança. E vem mais por aí... Fiquem ligados!!!
EM
TEMPO VIII: e toda segunda-feira é dia de falarmos de
VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira,
das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!
EM
TEMPO IX: os cães
ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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O L T A R
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