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n.11 ano IV - 24/06/2003

(próxima edição: 01/07/2003)

 

/+/ LAMPEJO DE FUTEBOL-ARTE

 

Amigos, eu vi. 0x0, segundo tempo, bola rolada pro Marcelinho, o craque deste e de todos os outros campeonatos a recebe com o seu mágico pé direito, levanta a cabeça e, no segundo toque, encontra o garoto Morais desmarcado no meio. Morais, de primeira, lança a bola pelo alto de volta para o Marcelinho, que agora foi parar lá na ponta direita. E o craque camisa 8, com maestria, cruza a bola para o centro da área com aquela perfeição que irrita os inimigos do puro futebol-arte, e lá encontra o Souza, subindo mais que o zagueiro, para escorar sem chance de defesa e fazer o gol que abriu a contagem na vitória vascaína de 2x0 contra o Criciúma.

 

Na hora, desafiando todas as leis de Newton, consegui pular e ajoelhar ao mesmo tempo sobre a cadeira gritando alucinadamente "É PENTA!", sob os olhares desconfiadíssimos, porém risonhos, da Paulla, do Maganha e do Paulo Miller. E em meio ao foguetório, antes que eles me pedissem uma explicação, já fui logo adiantando: "Este gol de placa sacramentou o primeiro passo rumo ao inédito pentacampeonato. E quando em dezembro estivermos dando a volta olímpica, todos se lembrarão com carinho deste jogo não só porque foi o início do entrosamento do Casal 20 do Futebol-Arte - Marcelinho/Morais - mas também porque o Lopes abandonou a "era das calças brancas" pra iniciar a "era das calças marrons!!!""

 

É claro que os meus amigos casaquistas voltaram pros seus lugares com aquela cara de "será que havia álcool ou maconha, ou os dois, no sorvete que ele estava comendo antes da bola entrar?". Não os recrimino. Afinal, assim como o ilustre Rafael Fabro, também sou um otimista irritante. Um otimista que procura nas jogadas mágicas dos craques um sinal de que tudo vai dar certo. E ali, pela primeira vez no Brasileirão, tivemos logo dois.

 

Por isso não me espantei quando um rubro-negro notório como o jornal Lance, neste domingo, na página dedicada a atacar o VASCO colocou lá frases como: "Vascão engrenado", "o segundo tempo mostrou que o time de São Januário aos poucos está colocando óleo nas engrenagens", "E com pinta de estar esquentando os motores". Quem esteve lá em São Januário de corpo presente viu exatamente isto. O VASCO, no segundo tempo após a entrada do Morais no meio, deslocando o Cadu pro ataque, finalmente vai colocando as peças certas nos seus devidos lugares. E a subida de produção é inevitável.

 

É aquela velha e surrada história que eu venho repetindo há 3.000 anos: quem ganha os jogos é o CRAQUE e não o técnico. O técnico, na pior das hipóteses, pode até perder o jogo, mas se o CRAQUE quiser resolver a parada, já era. Fosse o Luxemburgo, o Felipão ou o Maganha o técnico vascaíno, aquela jogada perfeita do primeiro gol teria saído exatamente da mesma maneira. E quando o Marcelinho, craque que é, olha pro lado e encontra um projeto de craque que também fala a mesma língua do puro futebol-arte, como o Morais, aí é nadar de braçada: é tabelinha pra cá, toque de costas pra lá e lançamentos perfeitos a exaustão. Por isso o otimismo. As jogadas aparecem e todo o time sobe de produção. Inclusive, naquela jogada onde o Henrique saiu lá de trás tabelando com o Marcelinho e apareceu lá na frente dentro da área pra quase marcar o gol, se fosse feita em qualquer outro time que não fosse treinado pelo "perseguido Lopes", os comentaristas não elogiariam até dizer chega a "boa jogada ofensiva com o cabeça-de-área aparecendo de elemento surpresa"? Pois é...

 

Mas é claro que até o final do ano muita coisa ainda vai acontecer, e a gente pode até não vir a ser o campeão, mas ver o Marcelinho tabelando com o Morais no meio e ver o Cadu lá na frente triangulando com os dois, nos dá a certeza de que o futuro irá calar a boca de muito "entendido" por aí. É só o Lopes manter os três e o Edmundo entrar lá na frente que em janeiro de 2004 correremos o sério risco de vermos os velhos resmungões de sempre reclamando por aí: "o VASCO só foi campeão porque os outros times conseguiram ser piores que o nosso. Pra ser campeão brasileiro até que deu pro gasto, agora pra Libertadores temos que reforçar..."

 

EM TEMPO I: antes da bola rolar estava lá o Animal Edmundo dando voltas em torno do campo. Parecia um touro segundos antes de entrar numa arena de tourada: olhar compenetrado, cara de poucos amigos e a baba escorrendo pelo canto da boca. O Animal está com MUITA fome de bola. A torcida vascaína não perde por esperar.

 

EM TEMPO II: seguindo a enquete do Maganha, diante das opções no elenco, aí vai o time que até com um hidrante de técnico será campeão desde que o Marcelinho e o Edmundo joguem, com a mesma disposição já demonstradas, pelo menos 20 jogos juntos: Fábio, Russo, Wescley, Wellington Paulo, Siston, Da Silva, Rodrigo Souto, Morais, Marcelinho, Cadu e Edmundo.

 

EM TEMPO III: ainda falando sobre "quando o craque joga, técnico é tudo igual", é hora de parabenizar dois craques: o incansável Maganha, que fez aniversário na semana passada (27 anos, DIZEM), e o bravo João Carlos Nóbrega, que completou 1 ano abrilhantando o domingo com as suas excelentes colunas. Parabéns pros dois e CASACA! NELES!!!  ;-D))

 

EM TEMPO IV: e saiu a décima edição do JORNAL DO CASACA!, mais venenoso do que nunca, com uma matéria especial sobre a corja da flapress (CPI NELES!), outra sobre a assinatura do projeto Sócio-Torcedor com a Caixa Econômica Federal, uma entrevista com o goleiro Fábio, uma matéria sobre o karatê vascaíno, além é claro das colunas da galera do CASACA!, do Ubiratan Solino e mais um especial de duas páginas com a Força Jovem. Para assinar é só entrar em contato com: [email protected] 

 

EM TEMPO V: pra pensar na cama: no Brasileirão, o Alex não jogou 4 partidas. O Cruzeiro então teve as suas duas únicas derrotas após 50 jogos de invencibilidade, empatou um jogo e ganhou outro. Ou seja, 4 pontos em 4 jogos. Afinal, como eu havia dito tempos atrás, o Cruzeiro sem o Alex briga ou não briga pra não cair? A diferença está no técnico ou no craque??

 

EM TEMPO VI: e toda segunda-feira é dia de falarmos de VASCO no rádio: é o programa CASACA NO RÁDIO, toda segunda-feira, das 20h às 22h, na rádio Bandeirantes AM 1360Khz RJ. Até lá!

 

EM TEMPO VII: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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