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n.05
ano IV - 13/05/2003
(próxima
edição: 20/05/2003)
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EDMUNDO E ALGUMAS BORDOADAS!!!
"Os
desafios serão dignos dos melhores faroestes. É o velho e surrado
“matar ou morrer”. E tudo leva a crer que o Vasco morre nas
duas, segundo os arautos do apocalipse." ( trecho da última
coluna do Rafael "Otimista Irritante" Fabro no site
CASACA!)
O
domingo era das mães: dia de entregar flores (pra quem só faz isso
uma vez por ano, e quando faz!), pagar o almoço e... correr pra
São Januário!!! É claro que as mulheres ficam revoltadas mas
quando o VASCO está em campo, seja na alegria ou na tristeza, não
há outra coisa a se fazer nas tardes dominicais. E essa, ainda por
cima, era uma tarde especialíssima onde um dos maiores
ídolos/mitos da história vascaína estava fazendo a sua
reestréia. Aí era covardia...
Finalmente,
após anos de espera clamando pela sua volta, o Animal Edmundo
entrava no gramado, de calção e chuteira, trajando a camisa 10,
para a alegria do razoável público que compareceu à Colina
Sagrada e que não se cansou de gritar a plenos pulmões "AH!
É EDMUNDO!". Sim, o mito estava de volta. Tudo bem que ele só
ia jogar 45 minutos, como os médicos haviam anunciado de véspera,
mas isso era o menos importante para a torcida. Ela só queria
vê-lo em campo, correndo pra lá e pra cá, dando toques pros
companheiros e chutando em gol. Afinal, muito mais importante do que
ver se o Edmundo iria decidir o jogo ou não, era ver se ele já
estava de fato recuperado da cirurgia e se também iria esboçar
algum lampejo daquele velho futebol que o consagrou.
Felizmente,
ele nada sentiu e, mesmo ainda fora de forma e sem ritmo de jogo,
por razões óbvias, mostrou aquela eterna raça e vontade em ganhar
todas as jogadas, deu nova vida ao ataque, chamou os companheiros
pras tabelas, esboçou algumas arrancadas e arriscou alguns chutes.
Não decidiu o jogo, mas pelo menos deu aquela certeza à torcida de
que, recuperando a sua condição física, ele ainda vai aprontar
horrores pra cima das defesas que aparecerem pelo caminho e, ao lado
do Marcelinho, formará uma das melhores duplas que já vestiram a
camisa vascaína.
Sem
dúvida, há um futuro brilhante pelo caminho. Mas o problema é o
presente já que, como bem citou o Rafael ali em cima na abertura,
nesta semana teremos o "jogo do ano" contra o Cruzeiro
pela Copa do Brasil. É matar ou morrer. E vamos com o Edmundo ainda
fora das suas melhores condições físicas e também provavelmente
com o Marcelinho (se se recuperar a tempo). Com os dois em forma,
pelo que o Cruzeiro demonstrou no primeiro jogo quando nos venceu
por 2x1, o VASCO já teria conquistado a vaga lá mesmo no Mineirão
- e quem sabe até devolvendo aquela goleada de 6x2 - fazendo
deste segundo jogo um mero amistoso. (É claro que o Cruzeiro é um
bom time, como aliás são todos os times dirigidos pelo mago
Luxemburgo - que sabe muito bem tirar leite de pedra - mas naquela
derrota o VASCO conseguiu anular bem todas as jogadas azuis e
acabamos, mesmo desfalcados, literalmente entregando o ouro num erro
banal que o Russo nunca mais vai repetir) Mas como o "se"
não ganha jogo, temos que botar, mais do que nunca, o coração em
campo e nos fazermos valer da pressão da nossa torcida para
arrancarmos esta classificação na marra.
E
não adianta nada ficarmos remoendo o empate broxante de 1x1 contra
o Bahia pelo Brasileirão já que, mesmo perdendo uma grande chance
de nos aproximarmos dos líderes, na Copa do Brasil é uma outra
história e o VASCO já mostrou, este ano mesmo, do que é capaz
quando encara uma final pela frente. Temos, como bem lembrou o
grande Paulo Miller, que jogar COM o time e não esperar que o time
jogue pra nós. Afinal, é na adversidade que se mostra quem é quem
e, se já entrarmos em campo na quarta com o espírito da saída de
campo deste domingo, com certeza a classificação já era. E de
goleada. Façamos então a nossa parte e cobremos depois.
EM
TEMPO: e o Léo Lima, hein?
Mais uma vez perseguido pela fúria implacável da torcida mesmo
não jogando mal e criando boas jogadas ofensivas, dando inclusive
alguns chutes a gol (que passaram rente) e sofrendo um pênalti
claro que o de preto ignorou. Vai entender...
EM
TEMPO I: Marcelinho, mesmo fora de campo, continuou sendo
manchete. O colunista do jornal O GLOBO, Ancelmo Gois, sem ter nada
melhor pra incrementar aquelas suas notinhas tampão, resolveu do
nada apelidar o pênis dos seus personagens de "Marcelinho
Carioca". Leiam a que ponto chegamos: "(06/05) Ontem, às
14:50h, o motorista do caminhão LHK 4818, da Craf, empresa que toca
a obra do Rio Cidade na rua Uruguai, no Rio, botou o seu Marcelinho
Carioca para fora na frente de todo mundo e se aliviou ali mesmo. /
(07/05) O motorista de caminhão flagrado pela coluna no canteiro de
obras da Rua Uruguai com o Marcelinho Carioca para fora na frente de
todo mundo foi recebido ontem pelos funcionários aos berros de
"mijão, mijão"." É aquela velha história, se
fosse algum elogio, com certeza ele usaria algum nome de jogador
rubro-negro, mas como é pra sacanear e humilhar... E VIVA A
LIBERTINAGEM DE IMPRENSA!!!
EM
TEMPO II: aliás, o fanfarrão do Edílson, aquele mesmo que
volta e meia some nas suas intermináveis viagens pra Bahia, chegou
na Várzea, digo, Gávea, e a flapress foi lá cobri-lo de flores.
Ninguém ousou dizer que ele vai aprontar as mesmas confusões que
já aprontou antes e ter aqueles ataques de estrelismo com as outras
"estrelas" do escrete rubro-negro. Já no VASCO,
Marcelinho mal chegou e fizeram de tudo pra criarem uma briga entre
ele e o Pet. Aí veio o Edmundo, e até hoje anunciam o ultimate
fighting entre ele e o Marcelinho disponível nos pay-per-views da
vida... Realmente essa flapress dá nojo.
EM
TEMPO III: falando
em nojo, olhem o que saiu na revista do Lance de ontem:
"Medalha de Ouro - Nenê - A eleição para o time ideal dos
calouros da NBA confirma o ala brasileiro como um novo fenômeno do
basquete nacional, que poderá ajudar a modalidade a sair do
pântano". Na boa, eles só podem estar de sacanagem!!! Quando
o VASCO tinha o melhor time do planeta, que conquistou 2
Brasileiros, 2 Sulamericanos, 2 Ligas Sulamericanas e 1 vice-Mundial
(fora os Cariocas), ninguém na imprensa apareceu pra dar medalha de
ouro para o trabalho feito pelo VASCO para o engrandecimento do
basquete brasileiro; trabalho este, diga-se de passagem, que
permitiu surgir o próprio Nenê que agora é endeusado pela
imprensa. Quando o Eurico e o Hélio Rubens, desde aquela época,
viviam reclamando da política do esporte amador e, principalmente
das sangue-sugas das tvs que transmitiam os eventos sem darem um
tostão para os clubes, todos deixaram o VASCO falando sozinho. Até
mesmo os outros clubes. A imprensa tupiniquim viu o auge do basquete
brasileiro com aquele timaço do VASCO e era só piadinhas e nenhum
destaque. Nada fez para ecoar as palavras do Eurico e do Hélio.
Agora, se o esporte "está no pântano", e ela tem uma
parcela enorme de culpa neste cartório, também não adianta ficar
só espezinhando que se "está no pântano" a espera que
um Messias dê jeito. Ou ela cumpre de fato o seu papel ou então
que fique no seu cantinho fazendo o que sempre fez pelo esporte
amador: NADA.
EM
TEMPO IV: e o nosso time de basquete, cheio de problemas e
jogando sem armador, perdeu por apenas 2 pontos para o todo poderoso
Uberlândia... e mesmo assim na prorrogação!!! Esse é o VASCO
que, mesmo não alcançando a vitória neste primeiro jogo dos
playoffs, mostrou a sua força e promete mais jogos sensacionais
contra os mineiros. Pra aqueles que achavam que o VASCO era
"galinha morta", fica o alerta: "VAMU SER CAMPEÃO,
PORRA!"
EM
TEMPO V: neste fim de semana, a pedidos, fui dar uma passeada
pelo fórum da Netvasco pois haviam aberto um tópico sobre nós - o
que não é novidade, diga-se de passagem. E entre muitas sandices,
uma me chamou a atenção - aquela do tipo clássica que sempre
chega por e-mail ou vive na boca da Turma do Panfleto: "Será
que são vascaínos mesmo? Ou vascaínos de momento?". Não a
respondi lá, mas vou responder aqui, até mesmo porque ela tem a
ver com as palavras dadas pelo próprio presidente Eurico Miranda no
CASACA NO RÁDIO da segunda-feira passada (as quais eu já iria
comentar de qualquer jeito). Na ocasião, o presidente Eurico
agradeceu em cadeia nacional ao CASACA! pelo apoio incondicional
dado ao VASCO nos últimos anos, principalmente quando muitos
"vascaínos de coração" desapareceram sem deixar
vestígios durante o período mais difícil da história do clube -
o da asfixia financeira, e apontou o CASACA! como a grande
mola-propulsora que abriu caminho para a retomada hoje do espaço
positivo dado ao VASCO na mídia de uma maneira geral. Nós ficamos
muito felizes com este reconhecimento público por parte do nosso
clube por termos feito, da maneira que foi possível e com as armas
que nós tínhamos, a nossa parte durante um dos períodos mais
difíceis da história. O pior já passou e nós nunca fugimos da
luta, pelo contrário. Até brinquei com o Maganha, na saída da
rádio, que a gente já podia finalmente aposentar o CASACA! porque
o nosso (onde este "nosso" significa todos que compõe ou
compuseram as fileiras casaquistas) trabalho voluntário como
VASCAÍNOS já havia sido cravado na página do clube. Então, os
que ainda acham que nós somos "aproveitadores" e
"vascaínos de momento", podem ter a certeza de que nós,
na verdade, não passamos de um "bando de otários".
Afinal, tem que ser muito otário pra ficar há mais de 4 anos dando
a cara pra bater tocando tantos projetos sem ganhar um tostão e
ainda se indispor com tanta gente e com quase-toda a imprensa
esportiva brasileira. E, "pior", ficar ao lado do VASCO
quando ele era apenas um saco de pancadas imundo largado na sarjeta
com todo mundo cuspindo na cara dele, sem conquistar um título e
sem ter um tostão furado no bolso pra contar a história. É como
eu sempre digo: "Os cães ladram e a Caravela passa..."
EM
TEMPO VI: palavras do grande João Carlos Nóbrega:
"Mas, convenhamos, o Maganha tem lá suas razões: imaginar que
alguém pode comentar um jogo baseando-se no que escutou no radinho
de pilha é dose pra mamute manco". E o pior, João, é que
essa galera da Turma do Panfleto que escuta jogo pelo rádio e não
sabe localizar nem em mapa onde fica o estádio de São Januário,
também fala com uma "propriedade" sobre a política
vascaína que é uma grandeza. Quem não conhece até pensa
que é verdade. É impressionante.
EM
TEMPO VII: e saiu a oitava edição do JORNAL DO CASACA!:
matéria sobre o roubo no Remo, super-entrevista com Edmundo feita
pela Força Jovem, entrevista com a super-técnica Maria Helena e o
campeoníssimo Basquete Feminino, os bastidores de um jogo em São
Januário, matéria da Força Jovem, da Pequenos Vascaínos,
promoção para os leitores e, é claro, as colunas da galera do
CASACA!. Imperdível!!!
EM
TEMPO VIII: os cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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O L T A R
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