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n.02 ano IV - 22/04/2003

(próxima edição: 29/04/2003)

 

/+/ DETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA!!!

 

Cinco rodadas do Brasileirão já se foram, ainda teremos mais trocentas pela frente, e duas coisas já começam a ficar claras: a primeira delas, felizmente, que o nosso time não deve nada a nenhuma dessas aclamadas "superpotências" que andam por aí; e a segunda, aquela que era o temor de 11 em cada 10 vascaínos, os erros grosseiros da arbitragem que sempre insistem em nos prejudicar e que vão ficar perdidos e literalmente esquecidos pelo caminho nessa verdadeira epopéia que é o Brasileirão 2003.

 

Esta semana, conforme já testemunhado em cores vivas na tela global por grande parte da nação vascaína, o VASCO encarou, conforme declamado em verso e prosa por 12 em cada 5 cronistas esportivos, duas "superpotências" que estão revolucionando a forma do mundo jogar futebol e que no fim do ano, no Japão, irão fazer a final do Mundial Intergalático de Clubes: Corinthians e São Paulo. E cá entre nós: se não são mulambadas ao pé-da-letra, também nem de longe são essa oitava maravilha do mundo que a pseudo-imprensa-esportiva-brasileira fica endeusando por aí. Mas não são mesmo!

 

Em ambos os jogos, conforme martelado pelo "Papa da Arbitragem Nacional" em cadeia nacional (afinal, apenas o que dá na Globo em horário nobre é que é "O QUE VALE"), dois erros crassos a favor dos nossos adversários que com certeza teriam mudado o rumo do jogo mas que os sopradores de apito ignoraram, deixando tudo por isso mesmo, e no final do campeonato ninguém mais irá lembrar que: o segundo gol do São Paulo, quando o jogo estava 1x0, foi uma senhora banheira; e contra o Corinthians, quando ganhávamos de 2x0, ao bater o segundo pênalti o Marcelinho quase foi agredido pelo goleiro corintiano que se antecipou três dias antes do juiz apitar e aí conseguiu defender tranquilamente a cobrança.

 

Mesmo assim, a despeito da atuação do time e dos resultados no empate com sabor de derrota para a coringada e na derrota para a tricolorada, duas coisas também saltaram aos olhos: no jogo em São Januário, conforme percebido também por centenas de vascaínos que foram ao jogo e que entupiram a minha caixa postal, a torcida não voltou para o segundo tempo e se limitaram a assistir mais uma vez a Fiel nos calar dentro da nossa casa. E em ambos os jogos, com os juízes fazendo o que queriam em campo, nenhum jogador vascaíno foi lá tomar satisfação com Sua Senhoria. Vá lá que temos que ter fair play e se o juiz apitou, está apitado, mas a pressão faz parte do jogo e se ninguém chega junto do soprador de apito, que já são horrorosos pela própria natureza, com certeza ele vai ganhando moral para cada vez mais nos sacanear.

 

Vide o Mestre Simon. O São Paulo, que ganhou o jogo, fez 31 faltas contra 18 do VASCO. Eles só tomaram 3 amarelos e nós é que tivemos, com razão diga-se de passagem, 1 jogador expulso. Só o Marques tomou 11 bordoadas, 9 do mesmo cara!!! E ficou tudo por isso mesmo, ninguém reclamou, todo mundo abaixou a cabeça e a vida seguiu como se tudo estivesse bem. Em São Januário, contra o Corinthians, foi pior ainda porque também tivemos um pênalti claro não marcado e a torcida não pressionou, nenhum jogador pressionou e a paulistada jogou a vontade. Nem parecia aquele célebre "Caldeirão de 97" onde até na perda do par ou ímpar já estava a torcida em polvorosa quase invadindo o campo, marcando em cima os bandeirinhas e o juiz, provocando o time adversário e levando o nosso time à vitória no grito. Mas nada disso aconteceu.

 

Portanto, se quisermos mudar o rumo da história para chegarmos em dezembro com a faixa inédita de pentacampeão brasileiro, há três coisas a serem feitas: 1- corrigir a defesa, que eu sinceramente até nem acho ruim, mas tomar 3 gols por jogo de média é dose pra mamute manco!; 2- voltarmos a fazer de São Januário o verdadeiro CALDEIRÃO (em todos os sentidos que isso signifique); 3- os jogadores voltarem a fazer aquela roda em volta do "de preto" para mostrar que não há nenhum otário batendo palma para as sandices que ele apronta dentro do campo. E aí é só correr pro abraço.

 

EM TEMPO: Edmundo provavelmente já estará de volta no próximo domingo contra o São Caetano. E como bem havia dito o grande Rafael Fabro, aquela eterna sensação de invencibilidade já volta a tomar conta de cada vascaíno, que já vai azeitando a garganta para entoar o grito mais poderoso da história do futebol: AH, É EDMUNDO!!!

 

EM TEMPO I: e se a torcida não vê a hora de voltar a gritar a plenos pulmões "AH, É EDMUNDO!", ela por enquanto não tem parado de gritar "fora Léo Lima!". Sinceramente, se a torcida não tiver um xodó pra ficar xingando 24h por dia, ela não fica satisfeita. Fala sério, ainda não vi nenhuma atuação ridícula do Léo Lima neste campeonato que justifique a perseguição implacável que o cara vem sofrendo. Só pode ser tara, fala sério!!!

 

EM TEMPO II: quando surgiu o Robinho, o xará Maganha decretou: se ele jogasse no VASCO já teria tomado uns sopapos da torcida, seria vaiado em todos os jogos e seria vendido a preço de banana por imposição da torcida antes do fim do campeonato. E olha que ele tem razão!!! Vi os 5 jogos do Santos neste Brasileirão e até agora o Robinho mais parece uma foca amestrada do que outra coisa. Fica ali na ponta, dá um drible sensacional aqui, um chutezinho acolá, outro drible pra trás ali, e só. Ou seja, pra toda fama que ele tem e pro que ele jogou até agora, sinceramente, o Léo Lima fez muito melhor. A diferença é que o Robinho NÃO joga no VASCO porque, se jogasse, até radinho de pilha já teria tomada na cabeça...

 

EM TEMPO III: já saiu a sétima edição do JORNAL DO CASACA!, com destaque especial para a inauguração do pioneiríssimo Hotel/Concentração, do início das obras na nossa Vila Olímpica através da preservação dos manguezais que irá gerar o também inédito (no mundo) Parque de Preservação e Educação Ambiental Vasco da Gama e a volta do Animal Edmundo, entre outros. Quem quiser assinar e garantir o seu, é só entrar em contato, ou então torcer pra receber um exemplar antes dos jogos em São Januário.

 

EM TEMPO IV: se jogarmos como jogamos os 45 minutos iniciais do jogo contra o Corinthians, seremos campeões com 10 rodadas de antecipação.

 

EM TEMPO V: e o Bruno Lazaroni, hein? Vai calando a boca de muita gente por aí (inclusive a minha) e segue jogando bem jogo após jogo.

 

EM TEMPO VI: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.eduardolopes.com

 

 

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